Re-pré-publicação
Façam o Favor de Ser Felizes!
(romance lai)
Por Maria Campos
© Copy et ray/Copyright: Controleiro da Xibanguice
Edição: 1ª (e última?), Abril de 2009
Dedicatórias:
Para M.F., que me ensinou a ser mulher… (e obrigada pelo vestido de folhos!);
Para o Prof. Xibanga que me abriu novos horizontes;
Já agora também para SS, JF, JP, ABC, XPTO, VL, CM, LL, TS, ZS, MM, CC, FF, MV, JP, PP, FDP, e ETC, eles sabem porquê….
À Maria da Purificação, esposa do meu Controleiro, pela receita do pudim de pão que surge neste romance.
Citação:
Dura lex, sed lex,
Durex sex lex.
(Anónimo livre-pensador e anarquista)
Capítulo I
Era uma manhã primaveril igual a tantas outras regulamentadas pelas leis da Natureza. O ar estava perfumado de perfumes, a relva dos canteiros era de um profundo verde, os passarinhos cantavam, em decibéis elevados mas ainda dentro dos parâmetros permitidos.
As árvores eram quase tão altas como elegantes postes de alta tensão, de folhagem verde profundo como o mar, com troncos castanhos e rugosos como lixa, e os seus ramos, simétricos como organigramas, agitavam-se ao vento, que era suave como creme das mãos.
No alto, bem no centro do céu azul, altivo e altaneiro como um ministro acabado de ser nomeado, o sol espalhava os seus raios quentes, de forma intensa e multiplicada, qual cuidadoso articulado de um recente despacho regulamentar.
Naquela manhã, Maria saíra de casa, pressurosa e irritada. “Que atrevida!”, pensava “Atrever-se a contestar as minhas ordens!”.
Finalmente parava um pouco, para respirar fundo. Sentia o coração acelerado, mas gradualmente foi conseguindo repor a ordem no batimento cardíaco e no afrontamento.
De súbito, espirrou.
– Não me bastava estar rodeada de rebeldes! Agora até este pólen irregular me vem contrariar o dia!
Era já a quarta empregada doméstica que tinha de despedir nesse mês, melhor dizendo, que tinha de reencaminhar para o Centro de Emprego, numa enérgica e corajosa atitude de flexibilização das forças laborais.
Tentara ser mais paciente com esta, que parecia jovem e aceitara sem discutir as suas condições. No entanto, naquela manhã, essa paciência atingira o prazo de validade: a descarada afirmara que não era competência dela preencher as rachas da parede com argamassa, colar cintas nas circulares da empresa da patroa ou depenar trinta perus.
Ora essa! Uma patroa é uma patroa, uma empregada é uma empregada. E a patroa era ELA, Maria Prado, empresária consultora de procedimentos legislativos.
Uma empregada doméstica não tinha de discutir as ordens da patroa! Se assim fosse, o mundo andaria ao contrário. A terra giraria em redor do Sol e não o inverso!
A empregada foi logo ali para o olho da rua, com o salário desse dia e um bilhete para o metro até ao centro de emprego.
Havia que ser assim, firme e determinada, enfrentando a rebeldia da rapariga (como se chamava, essa sopeira? Carla? Sónia? Rosa? ora, isso não interessava mais…).
Ainda parecia estar a olhar para a fora-da-lei: ali parada e espantada no meio da cozinha. Seria uma espécie de duelo de olhares, não fosse a desproporção de dignidade entre ambas. Enquanto Maria Prado a olhava, corajosa, firme e determinada, a outra mulherzita mirava-a, atrevida, casmurra e inflexível.
Agora tudo era uma lembrança fugaz e desagradável. Maria Prado suspirou mais uma vez, pegou na sua pasta, tirou o seu caderno moleskink da mesma, anotou mais uns dados sobre o estado irregular dos passeios e sobre as flores silvestres não autorizadas que despontavam aqui e além.
Tinha que transmitir as suas preocupações aos serviços camarários: algumas árvores selvagens, atreviam-se a levantar o cimento pedonal com as suas raízes grossas como braços de marinheiros… Maria começou a divagar… aquelas raízes rudes lembravam-lhe os músculos morenos e quentes de uma certa paixão do passado, aquele Banheiro estival, aquele Adónis marítimo … envolvendo-a em forte amplexo, como um polvo prendendo a sua presa, Oh…
– Regressa à realidade, Maria! – Exclamou Maria Prado, sacudindo a sua forte cabeleira ao vento, tanto quanto a laca L’ Ideal lhe permitia. – Tu vives na realidade e no presente, nada de fantasias, nada de querer alterar as regras da vida…!
Terminou a redacção da nota: iria queixar-se daquelas raízes, daquelas descalibradas árvores. Porém não tinha grande esperança. Diversos autarcas pelo país fora não hesitariam em mandar cortar, impiedosa e prontamente, aqueles estropícios arbóreos, que ousavam desnivelar os passeios. O mesmo não se passava infelizmente na sua cidade, onde uma tal de “protecção da natureza” se impunha contra a lei humana. Onde já se vira? “O Homem é que é o rei do Mundo. As suas leis e o progresso tecnológico é que devem imperar sempre!”, indignou-se Maria.
Fechou a pasta e endireitou o tailleur Armandini cor de cinza. Contemplou, corando, a sua sombra projectada no chão. Para a idade, Maria Prado ainda era mulher para fazer parar o trânsito. Um seu vizinho insinuara que isso era por parecer usar farda da polícia, mas ela nem perdera tempo a denunciar o insolente às autoridades. Era um desgraçado, um licenciado sem partido e sem influência, não iria longe, de qualquer forma.
Seguiu até ao sapateiro. As capas dos seus sapatos de verniz já estavam prontas, com certeza.
Entrou. Uma outra cliente conversava com o artífice, por causa de uns tacões.
-Bom dia. Os meus sapatos, Sr. Correia? – Perguntou Maria de imediato.
O homem não respondeu logo, continuando concentrado na outra mulher e no assunto dos tacões.
Sentindo novo afrontamento, Maria repetiu a pergunta, firme e enérgica.
– Desculpe, minha senhora – replicou o sapateiro – eu já vejo isso, estou a atender esta senhora…
– Essa senhora já tirou a senha? – Retorquiu Maria, elevando as sobrancelhas finamente depiladas.
– Senha? – Admirou-se o Sr. Correia
– Não há máquina de senhas, nesta loja – explicou a outra senhora, intrigada.
Maria rejubilou:
– Precisamente! Como é que eu sei se SENHORA estava primeiro?!
Perante a perplexidade dos outros, Maria explicou paciente e organizadamente:
-O Sr. Correia não sabe que segundo o último Decreto-lei no Diário da República, sobre elementos e sistemas organizativos dos estabelecimentos comerciais, todos os estabelecimentos com mais de 5 metros quadrados são obrigados a ter uma máquina de senhas?! Acho que vou denunciá-lo à ASAE!
Este argumento legal resultava sempre. Ainda na semana anterior denunciara o gerente da estação de correios. A estação tinha máquina de senhas mas nesse dia o ecrã electrónico que anunciava os números estava avariado. Os empregados e o seu gerente, meliantes incumpridores, bem barafustavam que estavam a fazer a chamada eles próprios, mas ela não cedeu. Alguém só poderia ser atendido num balcão, caso o ecrã se iluminasse. A lei era a lei. A denúncia seguira os seus trâmites.
(continua…)
Maio 7, 2009 at 11:12 am
😀
Finalmente!!! Um verdadeiro colírio…
E em uorde…
O Controleiro conhece bem a “naturesa umana” dos seguidores do regime!
Maio 7, 2009 at 11:27 am
*****
😀
Maio 7, 2009 at 11:34 am
Excelente sentido de humor! Actualíssimo!
Nem sequer faltam as preocupações ambientais.
Aguardo ansiosamente o próximo capítulo.
Maio 7, 2009 at 11:49 am
A delícia que se adivinhava.
Controlo total do humor (…além do de xibangadas de variada ordem. ;))
Venham as cenas dos próximos episódios.
Maio 7, 2009 at 11:58 am
Dá-lhe, controleiro.
Já agora, dedico às meninas umbiguistas:
http://gataescondida.wordpress.com/2009/05/07/e-desta-europa-que-eu-gosto/
Maio 7, 2009 at 11:59 am
De leitura difícil – como qualquer obra de fino recorte literário que se preze – mas emocionante e ao mesmo tempo contida como qualquer decreto-lei (a.T) (anterior à tríade).
Destacaria, quiçá, o “ar perfumado de perfumes”, figura de estilo a redundar em sensação olfactiva da griffe Chanel e os pessarinhos gritantes, em decibéis elevados, que fizeram reaviver o Woodstock de juventude (talvez um Cocker, um Hendrix…).
Quanto ao nome da empregada doméstica, seria da maior conveniência não o esquecer, sob risco de se parecer desumano e discriminatório, coisa que esta senhora tão elegante e cumpridora de leis, a despertar a ASAE que existe no mais íntimo do seu ser, parece ter esquecido (consta que o excesso de laca “prende” as sinapses, sinopses ou lá o que é). A empregada chama-se Sheyla Soraya (sucedeu à Jessica Neyde) e já se foi queixar ao respectivo sindicato por despedimento selvagem… ele há injustiças!
Penso que todos os umbiguistas aguardam com ansiosidade o lançamento do livro (queremos autógrafo! queremos autógrafo!) e, posteriormente, a possibilidade de assistirem à entrega do Nobel.
😆
Maio 7, 2009 at 12:41 pm
Um mimo do neo-realismo; uma obra literária digna dos disciplos de Cesário…
Esperamos com “ansiosidade” o próximo capítulo, que deverá manter o seu devido enquadramento legal.
Maio 7, 2009 at 12:43 pm
#7 digo discípulos – mera falha, ao nível dos textos oficiais do ME.
Maio 7, 2009 at 12:58 pm
Mas o que é isto?
Andas a injectar-te!
😆
A ministro talvez não chegues, mas a escritor de romances da moda, quem sabe.
Vais fazer concorrência ao MST e quem sabe chegas a argumentista de telenovelas, mexicanas.
😆
Maio 7, 2009 at 1:20 pm
Isto é uma maravilha! TÃO BEM ESCRITO!
Controleiro, embora eu sinta a falta do teu dialecto “controlês”, confesso que acredito que o teu livro será publicado e terá muito sucesso!!!
Adorei a profissão da Maria Campos “empresária de procedimentos legislativos” 🙂 🙂 🙂
Adorei a desrição de uma “mulher que faz parar o trânsito” embora se pense que é por causa da farda. 😉 😉
Tu és genial e um dia tens que te dar a conhecer aos umbiguistas. 🙂
Maio 7, 2009 at 2:00 pm
#10
Subscrevo!
Maio 7, 2009 at 2:08 pm
E para quando uns contos com aqueles famosos personagens, o veterinario e o ferrador?
Maio 7, 2009 at 2:35 pm
Maria Campos = Controleiro?
Ou ele “roubou” o folhetim?
Devo estar a ficar LOURA (sem ofensa às verdadeiras!)
Maio 7, 2009 at 2:37 pm
Seja ele/ela ou quem quer que seja… ADOREI!
E também espero o próximo capítulo.
Maio 7, 2009 at 3:00 pm
Promete…
Maio 7, 2009 at 3:05 pm
O “reaviver” que utilizei no com.6 traduz um “místico” de reavivar+viver…
Maio 7, 2009 at 3:19 pm
#9
O MST é mais copy/paste/translate
Nem chega aos calcanhares do nosso Controleiro!
Maio 7, 2009 at 3:23 pm
E com novelas mexicanas tb não vejo semelhanças.
Quem sabe com as “Produções Fictícias”…
Maio 7, 2009 at 3:42 pm
Controleiro da Xinbanguice:
Como sempre não me desiludiste!E este “sempre” tem a ver com todos os teus comentários.
Temos obra! *****.
Parabéns! Parabéns ! Parabéns!
Maio 7, 2009 at 4:02 pm
Já viram a pag. 20 da Visão de hoje??? Radar:flashback
Paulo Guinote – uma leitura pessoal dos acontecimentos da semana
Parabéns Paulo! Em nome dos Umbiguistas, continua a proveitar bem os media.
Sempre claro, humor inteligente e corrosivo.
“Magalhães na Feira da ladra” – hilariante!
Maio 7, 2009 at 5:36 pm
#21, tb adorei essa da Feira da Ladra. Um portuga que se preze vê sempre utilidade nas bugigangas que tem em casa. 🙂
Maio 7, 2009 at 7:36 pm
Excelente Controleiro..qual Margarida Rebelo ou Corin TEllADO..O FUTURO DA ROSE NOVEL MORA AQUI ….
Maio 7, 2009 at 8:46 pm
Acho bem e considero mal.
Em tempo, a arte de tudo é retirar o que não interessa, podendo a arte ser o que não está – nunca ficar peado por idiotas.
Por isso proponho um capítulo dedicado às ceroulas novas.
Maio 7, 2009 at 9:42 pm
ESPECTACULARE…Aguardo ansiedosamente o próximo episódio!!! 😀 😀 😀
Maio 7, 2009 at 9:49 pm
Xiiiii…! É um romance Lai muito LOL
Eu já aqui escrevi que o Controleiro tinha estilo, um estilo muuuuuito próprio. Ora aqui está! Perdeu a “prunúncia”, “aLisbonou-se”, mas fiquei fã!
Fico a aguardar, ansiosamente, pela “blogonovela da xibanguice”.
Maio 8, 2009 at 12:25 am
Ovrigados, Xotores!!!
O Controleiro até cora com tanta simpatia….
O que fica mal à cara séria que um Controleiro que se preze tem de fazer tanta vez…
Maio 8, 2009 at 12:30 am
Xotor Fafe
às ceroulas novas… da maria prado????
Maio 8, 2009 at 12:31 am
Xotor Nuno
O Ferrador ainda acho de saber quem seja…mas agora o veterinário…????
Maio 8, 2009 at 12:32 am
Agora quem não vai faltar é um tal das vavas raivosas que tem caveça de triângulo e se bava diante do Xotor Maurício e tal…
Maio 8, 2009 at 12:47 am
Fechou a pasta e endireitou o tailleur Armandini cor de cinza. Contemplou, corando, a sua sombra projectada no chão. Para a idade, Maria Prado ainda era mulher para fazer parar o trânsito. Um seu vizinho insinuara que isso era por parecer usar farda da polícia, mas ela nem perdera tempo a denunciar o insolente às autoridades. Era um desgraçado, um licenciado sem partido e sem influência, não iria longe, de qualquer forma.
Lol. É uma mulher. Ou um homem que conhece as mulheres como ninguém. Lol.
Até.
bju
Maio 8, 2009 at 12:50 am
http://gataescondida.wordpress.com/2009/05/07/os-temas-fracturantes-do-ps-animais-de-circo-educacao-sexual-e-apoios-aos-estudantes/
Maio 8, 2009 at 1:09 am
boa malha e boa prosa.parabéns, controleiro
Maio 8, 2009 at 1:09 am
boa malha e boa prosa.parabéns, controleiro
Maio 8, 2009 at 5:03 am
🙂
Espero estar na sessao de lançamento para assinar, eu mesma, milhares de autógrafos.
Tenho a certeza que o êxito editorial ser+a superior a um outro livro recentemente lançado pela Porto Editora e muito badalado.
🙂
Para os mais distraidos. São 5 horas!
Maio 8, 2009 at 5:08 am
Tenho a certeza que o êxito editorial será superior a um outro livro recentemente lançado pela Porto Editora e muito badalado.
Maio 8, 2009 at 7:32 am
Controleiro,
O teu romance já é um “best-reader” 🙂 Se o publicares, será decerto um best-seller.
Faço-te uma vénia e tiro-te o chapéu.
Seria bom que o próximo capítulo não demorasse 🙂
Esta fã que se assina,
Várvara
Maio 8, 2009 at 8:41 am
#35,
MCampos detecto aí alguma acrimónia?
É curioso como a sua preocupação e do Darquense são tocantes…
Não se preocupe, não é o meu primeiro livro.
Não estou assim tão emocional e materialmente dependente do seu (in)sucesso.
Só o facto de existir o livro é sintomático.
Quanto ás horas, repare que no seu caso é que é preocupante.
Maio 8, 2009 at 11:44 pm
Xora agente Maria Campos!
Assinar??? A Xora???
Então vai de mostrar quem é? Hummmm—
isso queria a xora, não?!
Depois de tanto travalho que eu e os xotores das primárias tivemos a remendar o seu texto…
Benzódeus!!!!
O que a xora vai ter de assinar muita vez vai ser o livro de presenças lá na vivlioteca domingueira dos bosses, que eles vão inaugurar à vez! E ai da Xora se não comparece!!!!
E vai assinar muita vez, pedidos de desculpa aqui ao controleiro por desobediência ás minhas ordens!!!
E está a torcer pelo pouco sucesso do livro do Xotor Guinote????
Tá mal!!! Lá está a xora Maria com as maldades e depois vem de dizer que só vem por aqui por bem, coisa e tal…
Por falar… Já comprou o livro do Xotor Guinote???´
E se comprou (ou assim..) Já LEU???
É muito boa leitura e muito educativo!
É o próximo castigo para si, xora agente salseira!!!
Nem é bem castigo! É um prémio para os seus olhos, agente Maria!!!
E um reforço de vitaminas para a sua mioleira!!!
Maio 9, 2009 at 10:45 pm
Controleiro, adoro os atributos da tua personagem Maria Prado. Sob uma capa austera e uma profissão desinteressante encontra-se uma mulher carnal, à espera de ser intensamente arrebatada.
Se me permites, sugiro que, nos próximos capítulos, lhe dês um “je ne sais quoi”, um “charme français”… enfim, um toque de finura típico de quem contacta com a cultura francesa desde tenra idade.
Aguardo ansiosamente pela entrada em cena dos restantes personagens: XBNG, TS, DRQNS et alter.
Bom fim-de-semana para ti!
Várvara
Maio 9, 2009 at 10:50 pm
Também deve entrar a semi-agente várvara. 🙂 🙂
Maio 10, 2009 at 10:00 am
A Várvara? Não creio que mereça tanta honra. Primeiro, há que dar relevo a quem, realmente, se destacou ou destaca no Umbigo (o que não é o meu caso).
Porém, se é essa a vontade dos fãs e se o autor estiver de acordo…não me oponho.
O Controleiro saberá fazer dela, uma personagem bastante mais interessante do que na vida real (ou não se tratasse de surrealismo realista).
Bom Domingo
Julho 20, 2009 at 11:16 am
Isto promete hein!
Pode mandar no meu email todos o resumo dos episódios da tele novela gata selvagem?
É que eu preciso de saber como é que a Eduarda será descoberta. Por favor!!!! Por favor!!!! Por favor!!!! & Por favor!!!!!