Quarta-feira, 29 de Abril, 2009


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Porque será que as fêmeas da espécie escrevem tão bem sobre crimes e mistérios?

APELO AOS CHEFES DOS MOVIMENTOS DE PROFESSORES:

Meus senhores,

Os professores deste país devem sentir, como eu sinto, um grande orgulho em vocês , pois foram capazes de congregar as  revoltas  de todos num  clamor  uníssono, que ecoou através do país, omo nunca.

Os ecos dessa revolta não se apagaram de todo.

Há batalhas que nós já ganhámos convosco. Outras se abeiram de nós. Precisamos ainda da vossa coragem, da vossa determinação, e, sobretudo, da vossa união.

Precisamos da vossa luz.

Não se apaguem em estéreis e bruxuleantes lamentações.

Não se digladiem, abracem-se!

Não se demarquem, unão-se!

Não se percam a esgrimir emoções, encontrem o núcleo das vossas razões.

Juntem-se, jantem, cantem e falem.

E depois, levem-nos aonde estiver a vossa e a nossa razão.

Cunha Ribeiro

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Ingrid Michaelson, Be OK

Vamos lá falar do concurso das escolas TEIP

Sinceramente nem sei bem por onde começar.

Se calhar vou dar início “à coisa” pelo prazo de candidatura dos concursos…

Aquando da leitura do ponto 1 dos avisos de abertura, verificamos o seguinte:

Ao presente procedimento concursal aplica-se o regime previsto na Portaria n.º 365/2009, e subsidiariamente, as disposições do Decreto-Lei n.º 20/2006 com a redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 51/2009, e da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de Janeiro”.

E deste modo, ficamos conhecedores do enquadramento legal dos ditos…

Continuamos a nossa alegre leitura e verificamos no ponto 7 as informações relativas ao “prazo de apresentação da candidatura”…

Uiiiiiiiiiiiii… 5 dias?! É pá isto vai ser apertado para reunir tudo o que é necessário, isto porque o registo biográfico está quase virgem no que respeita a informações relevantes para este concurso!!!

É pá… Espera lá!!! Mas o artigo 26º da portaria n.º 83-A/2009 refere qualquer coisa diferente:

A entidade que autoriza o procedimento estabelece, no respectivo acto, um prazo de apresentação de candidaturas, entre um mínimo de 10 e um máximo de 15 dias úteis contados da data da publicação no Diário da República”.

Poizé’… Ou sou eu que já não sei ler, ou isto está assim um ‘cadito’ estranho?!

E se esta fosse a única coisa estranha, estávamos nós bem…

Mas eu já volto com mais umas coisitas interessantes!!! Ou talvez não…

pub29abr09

Público, 29 de Abril de 2009

Ameaça de greve também paira no Ensino Superior


David Lynch, Blue Velvet

O ponto de equilíbrio mais conseguido – a par da primeira época da série Twin Peaks e o Mullholland Drive anda lá perto – entre os delírios oníricos de Lynch e uma história capaz de nos agarrar pelos colarinhos.

Como há quem ande por aí a discutir cinema em outros espaços, fica aqui o empurrão.

Só faria uns reparos prévios: eu sou claramente o Obélix. O Pedreira não foi responsável por nada. Acho. Por mim o assunto encerrou-se.

Caros Senhores

Antes de mais uma ressalva: longe de mim tentar diminuir a saudável troca de argumentos, a explanação de pontos de vista, a livre contenda de ideias. Ainda para mais quando estamos perante um debate entre pessoas que muito têm feito pela luta dos professores, verdadeiros “gurus” da temática. Do debate, de certo, nascerá a luz…ou outra coisa qualquer. Não obstante, nos últimos dias, a leitura dos vossos consagrados blogues criou em mim uma certa nostalgia, uma inexplicável “saudade de outros tempos”. Julgava eu que o apelo ao “retorno” seria poético (que bom que era quando éramos todos amigos), ideológico, filosófico, até mesmo moral. Enganava-me! Descobri-o ao consultar a minha parca biblioteca quando pousei os olhos sobre uma obra que já foi para mim um clássico da literatura universal. Nesse momento, não direi que tive uma epifania, mas de algum modo percebi que era afinal na minha “bagagem literária juvenil” que residia a chave da cristalina percepção do que de facto parece estar a acontecer. Envio-vos uma reprodução da capa da referida obra, com uma pequena e subtil adaptação, e espero que me perdoem a ousadia.

Cumprimentos

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Alexandre Trindade, Braga

a_zaragata-adaptada