O Ramiro volta a dedicar-me um post, questionando-me de forma directa sobre a minha atitude perante a estratégia a desenvolver pelos professores nesta fase da «luta» (desculpem-me os parênteses, mas eles são um imperativo quando parte dos guerreiros se retira da dita quando se adivinham consequências danosas…).

  • Antes que os spglianos de serviço na blogosfera – o João Paulo Videira e o Francisco Santos, para dar o nome às coisas e não fazer alusões vagas ou trocadilhos com o nome dos respectivos blogues, algo que ambos usam com mediana frequência – surjam a dizer que eu estou a arranjar confusão com tudo e mais alguém, anote-se que darei resposta a uma interpelação e não estou a provocar ninguém. E eu gosto muito de responder a desafios, em especial quando eles são claros e assumidos como é regra com o Ramiro, com quem muitas vezes concordei, mas com quem – ao que parece – estou actualmente em desacordo estratégico.
  • Em seguida, ainda como introdução, gostaria de dizer que tenho alguma dificuldade em responder a interpelações e atitudes públicas quando tenho de fazer um jogo de cintura entre aquilo que é dito publicamente e o que é assumido em privado. Fico sem saber ao que responder. A solução é separar as águas: responder aos mails privados enquanto tal e aos posts públicos também enquanto tal. O Ramiro sabe do que falo.
  • Para além disso, gostaria de deixar claro que o que me move é unicamente fornecer informação e ajudar a esclarecer – eventualmente com a minha opinião e explicação das minhas atitudes – quem queria formar a sua própria opinião na posse do maior número de elementos para esse efeito. Ora, neste momento, existe uma tensão muito forte entre Verdade e Encenação. Por questões estratégicas tenho procurado fazer com que a Encenação desapareça no sentido da Verdade surgir aos olhos de todos, sem ter de ser eu a explicitar o que sei dela, neste caso com mais danos do que os já existentes. Ontem nas Caldas, em ambiente familiar, até avancei mais do que tenho feito no blogue a esse respeito.
  • Por fim um esclarecimento adicional e repetido: não me interessa que o Umbigo gere falsos unanimismos. Quero que ele funcione como espaço aberto de discussão e crítica. Não pretendo ser o mais popular ou – como alguns gostam de dizer – o pastor de um rebanho sem capacidade de pensamento autónomo. Defendo que a unidade é mais forte na confluência da diversidade. Por isso não se espere que eu oculte a minha opinião quando isso contrarie a minha consciência.