Paulo:

Desculpa o atrevimento e o incómodo que possamos causar, mas precisávamos de uma opinião.

Vou resumir-te o caos instalado na minha “escolinha, a tempo inteiro em regime feudal”:

Em Setº de 2008, aquando da eleição do CGT, foi o presidente da minha escola que conduziu o processo.

Não foi feita a afixação dos cadernos eleitorais.

Não houve prazo para reclamações dos cadernos eleitorais.

Não houve prazo para reclamação entre a afixação das listas e o acto eleitoral.

Não houve reunião para a constituição da mesa de voto, foi nomeada pelo CE.

O Prazo limite para a constituição das listas e divulgação pública das mesmas era o dia 19 de Setembro (sexta) de 2008, sendo o acto eleitoral marcado para o dia 24 de Setembro de 2008. A única lista apresentada foi afixada na tarde de 23 (terça) de Setembro com data de 19 do mesmo mês e a eleição aconteceu imediatamente no dia seguinte, 24 de Setembro de 2008.

É claro que protestámos através do Sindicato, mas conseguiram enganar-nos e pôr a escola contra os requerentes do esclarecimento. O clima na escola, como deves imaginar, é de cortar à faca. Deve ser em todas!

Mais tarde, enviaremos imagens dos diversos documentos.

Fizemos moções, greves, manifestações, (…) toda a escola.

Dos 130 profs, menos de 30 entregaram os Obj Individuais.

Entretanto, temos andado sempre na linha da frente da contestação e agora queremos, interpor recurso e impugnar esta fase da eleição do Director. Temos assistido a uma verdadeira batalha campal, a mais uma actuação vergonhosa! “Todos” querem ser directores. “amigos de décadas” encontram-se agora a comandar exércitos inimigos… “Generais” anunciam retirada à sexta-feira, para gritarem retorno ao “comando” no dia útil seguinte. Convidam-se sucessores ao “trono” à mesa do jantar do grupo dos “amigos de décadas”, para na manhã seguinte os surpreender com uma posição diametralmente oposta…

Até nós, que estamos há poucos anos na escola e fomos alvo das maiores desconsiderações (até perseguições), acusados de querermos “destruir a escola deles”, consideramos estas actuações entre “eles” inadmissíveis.

Homens crescidos que agem como os miúdos que lutam por um mesmo brinquedo! Que se atropelam e se predam entre si.

Impensáveis alianças surgem nos bastidores, conluios e pequenas e conjunturais acções combinam-se pelos cantos e recantos. Manipulam-se interesses pelos interesseiros-mor do feudo. São os horários feitos à medida do tamanho do pé, os favores que se pagam e se cobram, os podres tornam-se visíveis…

E apesar de já termos sentido na primeira pessoa a acção destes “exemplares senhores e donos daquela escola”, não gostamos de viver ao lado de “gentinha gentalha” que age com os colegas de trabalho e de lazer como o estão a fazer actualmente.

Emissário devidamente identificado que solicitou anonimato
(e que enviou já os documentos a que se alude no depoimento)