Terça-feira, 21 de Abril, 2009


Franz Ferdinand, No You Girls

ENQUANTO AINDA É TEMPO!

Ramiro Marques tem toda a razão quando diz que a “desmobilização é geral”.

É pena ter DEDUZIDO o que podia ter  INTUÍDO…

Mas ainda estamos a tempo.

“Não adianta chover no molhado”- reza o ditado.

E nós já regámos bem o chão de Lisboa.

Por que raio o vamos secar, pensando que o vamos molhar?

Não esvaziemos o “balão” que enchemos nas manifestações que fizemos!

Enchamo-lo ainda mais, se pudermos!

Mudem, por favor, de estratégia!

Enquanto ainda é tempo!!!

C.R.

Até o WC educa

Caro colega:
Ao percorrer os diversos artigos do Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Abril, cheguei à alínea c), do ponto 1, Artigo 61º, verifico que nas competências do Conselho Geral Transitório consta, e passo a citar, “Proceder à eleição do director, caso já tenha cessado o mandato dos anteriores órgãos de gestão e não esteja ainda eleito o conselho geracl.”.
Acontece que no meu agrupamento de escolas, como em muitos outros, o processo concursal está, de acordo com a anteriormente citada alínea do Decreto-Lei que instítui o novo modelo de autonomia, administração e gestão escolar, a ser desencadeado pelos conselhos gerais transitórios sem que estejam cumpridas, cumulativamente, ambas as condições para que a mesma aponta.
Nesse sentido, parece-me que, para além de estarem aqui presentes indícios de possível ilegalidade ou, pelo menos, irregularidade, pode igualmente ser posto em causa o disposto no Artigo 5º do mesmo diploma, na medida em que a eleição do Conselho Geral pode, nestas circunstâncias, ficar refém de constrangimentos, resultantes da precipitação do processo.
Assim, no sentido se clarificar esta questão, solicitava a sua opinião sobre esta matéria, pois corremos o risco de estar a colaborar em processos cuja clareza legal pode ser de natureza muito duvidosa, para não dizer, totalmente ilegais.
Cumprimentos
Henrique Monteiro

Depois de tanta conversa em torno da avaliação (só aceitamos a suspensão!!! não cedemos!!! e não sei que mais), e na semana em que se anuncia o envio do simplex para o Tribunal Constitucional a partir do Parlamento, chegam-me relatos de indicações precisas dos delegados sindicais em digressão pelo país no sentido da entrega da grelhazinha da auto-avaliação proposta a partir do ME, com um papelinho anexo de que os próprios sindicatos querem fazer a minuta.

É impressão minha ou isto começa a roçar um clima clownesco, porque palhaçada em português soa mal, algo ofensivo e menos cosmopolita?

Paulo Guinote no dia 25 de Abril nas Caldas da Rainha.
Um momento muito bonito e simbólico e na data mais apropriada.

Aparece e divulga

http://correntes.blogs.sapo.pt/256682.html

Obrigado.

Abraço.

Paulo Prudêncio.

caldas1

Na RTP1

livros

Eu sei que são quase 2000 páginas, mas vamos acreditar que eu tenho uma esperança de vida média.

Têm ambos tradução nacional, mas a carteira anda curta e assim sempre são os dois pelo preço de um, incluindo os portes.

Autarcas pagam multas com dinheiro da câmara

Tribunal de Contas ordena inspecção geral aos gestores públicos multados .

BPP pede 150 milhões ao Estado para evitar falência

Desculpem-me se amanheci sensível a alguns dos temas e personagens que mais me estimulam a demagogia.

É que ainda me lembro do antigo presidente do BPP aparecer com fatos de bom corte num Príos & Contras a anunciar milhões para apoiar as escolas e a dar entrevistas sobre como as gerir melhor. E não consigo esquecer-me que querem entregar a gestão de toda a Educação Básica às câmaras. Eu sei que há bons exemplos. Mas também os há muito maus. Por isso mesmo, aconselhar-se-ia a prudência em vez de um estrepitoso tropel.

Mail recebido há cerca de dois dias, mas que só agora consigo postar, não por falta de interesse, mas porque devemos sempre dar espaço ao snr. Albano.

Colega Guinote, para que saiba que no privado a luta também não pára.

O caso que lhe apresento passa-se na Escola Profissional de Setúbal, mas exemplos no ensino privado em que as condições de trabalho dos professores são levadas ao limite proliferam por esse país fora…

Na Escola Profissional de Setúbal, o director da escola (mandatado segundo a cor política da Câmara Municipal) decidiu que à escola não se aplica o Contrato Colectivo de Trabalho para o Ensino Particular e Cooperativo. Antes a lei geral de trabalho, com as “regulações que a entidade patronal entender”. Assim:

– Os intervalos entre aulas deixaram de ser contabilizados na componente lectiva. Os professores viram os seus horários lectivos organizados em 22 blocos de 60 minutos intervalados por intervalos de 10 ou 20 minutos (o que faz com que o horário semanal de 22 horas seja acrescido em quase 4 horas semanais…);

– Os professores foram informados que a sua carga lectiva é contabilizada em “média anual”. Daqui resulta um horário lectivo flutuante ao longo do ano e resulta também  que sempre que um professor está a faltar, qualquer professor do Conselho de Turma  pode ser convocado para dar a sua própria disciplina. Mesmo que avisado em cima da hora, mesmo sem a aula preparada e com outras tarefas para fazer. A duas professoras que recusaram dar estas “aulas de substituição”, foi marcada falta injustificada;

– Os professores estão sujeitos a registo electrónico de ponto 35 horas por semana. Embora já tenha entretanto assumido que as horas que excedam as 35h podem ser compensadas nas semanas das férias lectivas dos alunos, durante 8 meses os professores que registavam mais horas que as 35h estabelecidas e que referiam no registo de ponto que tais horas não tinham sido sujeitas a compensação, viam escrito pelo director da escola que tais horas “não tinham sido autorizadas”, mesmo que fossem fruto de reuniões de Conselho de Turma marcadas para as 17h ou 18h pela direcção pedagógica…

– Numa prova gratuita de força, a direcção alterou unilateralmente todas as marcações de férias dos professores para o ano de 2008, mesmo que tais marcações não tivessem implicação na actividade lectiva da escola. O caso mais caricato deu-se com uma professora grávida com término da gravidez previsto para a 3ª semana de Setembro. Para evitar meter baixa, propôs à escola começar as suas férias só a meio de Agosto para que se estendessem até ao parto. A direcção entendeu que as férias deviam ser marcadas de forma a iniciar em fins de Julho e a “entrar ao serviço a 1 de Setembro”.

– A escola, que sempre aplicou as tabelas de remuneração do CCT, decidiu aplicá-las este ano aos funcionários administrativos mas não se sente vinculada a aplicá-las aos docentes. Assim sendo, três docentes não subiram de escalão em Setembro.

Há dois anos que os professores da escola lutam, tendo dado conhecimento da sua situação à Presidente da Câmara de Setúbal, a vereadores da Câmara, ao SPGL e à ACT. Há já vários casos em tribunal, mas os professores tiveram a sua primeira vitória com o parecer da ACT que anexo e que notifica o director da escola a cumprir o CCT. Notificação que o director já fez saber ao corpo docente que, naturalmente, não vai cumprir. A referência a esta pequena primeira vitória vem no site do SPGL.

Professores Ensino Profissional

JACINTO H.  HONESTO  EXPLICA PORQUE NUNCA SE SINDICALIZOU NEM  QUER PERTENCER A PARTIDO NENHUM


“Eu sou pastor na Serra da Estrela, mas nunca me inscrevi no Sindicato dos Pastores da Serra da Estrela. A princípio porque tinha que preencher uns papéis e aquilo levava-me o tempo livre que tinha p’ra descansar. Depois, comecei a ver que o preço do leite estava sempre a baixar e o queijo das fábricas sempre a subir, e que o sindicato não resolvia coisa nenhuma, e, a verdade é que lá me fui deixando estar.

Nunca seria comunista. Sou diferente dos outros. Numas coisas melhor e noutras pior, mas diferente. E quero poder acreditar em Deus, quando estiver doente ou já for velhinho, mesmo que, por agora, nem vá à missa. E os preguiçosos não devem ter tantos bens como os que se esforçam e trabalham. E a última razão é que não quero distribuir com ninguém a herança do meu tio padre que já tem 90 anos.

Também não quero ser do CDS, porque 0 CDS , se estiver no governo, é um partido que apoia os  pobres, pela treta, e os ricos pela “teta”.  Os militantes do CDS dizem que é impossível deixar de haver pobres, só pr’a não falhar  quem  faça o trabalho sujo e quem lhes limpe a sanita. Eu sou  um  pastor serrano e pobre, mas aprecio a igualdade, e, enquanto houver ricos também quero ser como eles, embora  à custa do meu trabalho.

Muito menos me apetece ser do P.S,, pois (já) não é um partido como dantes. Se eu entrasse no P.S. tinha que ficar à entrada da porta, porque lá à  frente estão sempre os que têm  cabelo branco e os que falam (e mentem) muito e dizem que sim ao chefe. E eu  ainda tenho o cabelo  preto, e, graças a Deus sou sério e falo muito pouco ( mas não sou gago!). E digo tudo o que quero e o que não quero.

Também não me vejo a entrar para o PSD.  O PSD é um ninho de víboras. Mordem-se  todos uns aos outros e depois beijam-se e a seguir mordem-se outra vez…  E eu, ou mordo, ou beijo – não sou nenhum hipócrita!

Do BLOCO DE ESQUERDA até nem me importava de ser. Mas é gente que não quer o poder… E eu gostava era de estar no poder pr’acabar com esta pouca vergonha  dos corruptos  e outros malfeitores que por aí abundam.

E pronto. Era isto que tinha a dizer.”

Jacinto Homem Honesto, pastor, Ladeira da Serra

The Shirts, Laugh and Walk Away

Lamento não ter encontrado o vídeo (sempre lá vão 30 anos sobre a edição original…) e ser só mesmo a música, mas acho que esta era a que se impunha a esta hora e após…

Such a silent world and an empty road
Behind that world is a pot of gold…
I’m sick of greedy people who just want a piece of me
They’re all so clever and so bright and modern to the T
You smell them from a mile away but I don’t really care
When it comes down to the facts I laugh and walk away