Quinta-feira, 16 de Abril, 2009


Começo a estar farto, mas mesmo farto, das ronmdas negociais entre o ME e a Fenprof serem marcadas por picardias pessoais e falta de sentido de Estado, em particular por quem o representa, neste caso o SE Pedreira.

Se não há ninguém com capacidade para conduzir uma negociação na equipa política do ME resolvam isso, digam que estão doentes – façam como os deputados, a quem basta dizer que o estiveram e a falta fica justificada – e mandem um quadro dirigente fazer o papel de papagaio mas, por caridade, que estes remoques desapareçam de uma vez por todas. Jorge Pedreira já devia ter resolvido os seus problemas com os fantasmas do seu passado de sindicalista e dos arrufos com a Fenprof. Já cansa.

O que interessaria mesmo saber é ao que correspondem as propostas alegadamente feitas à mesa das reuniões, mas sem a devida fundamentação documental. No site da Fenprof lê-se que:

No decurso da reunião, mas sem que fosse oficialmente assumido e/ou devidamente esclarecido, o Secretário de Estado retomou a possibilidade de abdicar da existência de vagas, mas colocando como condições:

1. A existência de um Entendimento com os Sindicatos, aceitando estes a divisão da carreira em categorias, as quotas de avaliação, a prova de ingresso, entre outros aspectos negativos e que se rejeitam;

2. A introdução de requisitos para realização da prova de acesso a professor titular que, por si só, impediriam milhares de docentes de a realizarem, deixando-os imediatamente impedidos de acederem aos escalões de topo da carreira;

3. A elevação do grau de exigência da prova de acesso, de forma a que esta constituísse mais um instrumento apertado de selecção.

Em suma, o Ministério da Educação, em vez de permitir que todos os professores realizassem a prova de acesso, sendo titulares apenas os que obtivessem vaga, quanto muito admitiria o contrário, ou seja, condicionar o universo dos que poderiam realizar a prova, fixando requisitos que deixariam, logo à partida, muitos de fora. Assim, todos os que a realizassem com sucesso poderiam entrar na categoria, pois o número já seria reduzido, deixando de se justificar a existência de vagas.

Evidentemente que, à comunicação social, o Secretário de Estado não explicou tudo isto, pois interessa manipular a opinião pública deixando-a pensar que se está perante qualquer tipo de flexibilidade ou cedência negocial que, na verdade, não existe.

Ora, não sabendo eu se estas reuniões são gravadas e se têm, ou não, actas fiáveis, seria muito importante que se soubesse exactamente em que terreno nos movemos. Esta forma de negociação encoberta, do oferece-agora-mas-não-fica-escrito-e-depois-posso-desmentir já cansa, aborrece, entedia.

“CARRASCADA” DE ABRIL

As mil águas de Abril foram chegando de mansinho. De repente, porém, desabou uma bátega imprevista, e o famoso ditado retomou a sua eterna presença no calendário.

Estávamos todos à espera que o “chuvisco” passasse, quando, das nuvens negras que escureciam o “céu” de Constâncio (dignamente alapado no trono paradisíaco do Banco de Portugal) se soltou, com estrondo , uma súbita “carrascada”, que ecoou, medonha, da voz grave e profunda do soturno Constâncio . E dela  eclodiu o anúncio cruel: ” O país está à beira da maior recessão económica do pós 25 de Abril!!!”

Passado o susto, pus-me a avaliar melhor o calamitoso cenário. E , ou me engano muito, ou Victor Constâncio veio, de novo, a mando de Sócrates, assustar a nação.

Estejamos, pois, muito atentos! A “ave de rapina” voltou a abrir as asas ao vento, e  poderá voltar a “embicar”, vorazmente, na sua presa de sempre – o pobre e desprotegido funcionário público.

O cerco foi feito. Como será desferido o ataque?

C.R.

Mário Nogueira confirma nova manifestação para 16 de Maio e anuncia Livro Negro das Políticas Educativas

Lá está o velho problema… confirma-se uma iniciativa antes da ronda de consulta nas escolas.
Nem é que desgoste da proposta, desgosto é do método. O velho. A pressa, a pressa. O receio de ver a agenda ocupada…

Então de dia 20 a 24 o que vamos decidir?

A proposta ministerial não abdica – e espero que o título do post não vos engane – da partição horizontal da carreira.

Só que agora já permite mais não sei quantas coisas, para amaciar o clima antes das eleições e estão já a pensar nas europeias e na débacle vital que se adivinha.

Mais valia pararem com remendos abstrusos e reverem a carreira a sério, com diferenciação funcional vertical.

Fica por aqui a proposta (propostame7abr09), assim como a estrutura dos escalões e remunerações. E atenção qu isto é a cenoura para o pessoal ir entregar a auto-avaliação em fila indiana à espera do torrão de açúcar.

reccarreira

Van Morrison, Keep it Simple

É impressão minha ou ando muito seventies desde ontem à noite? Deve ser a nostalgia do cabelo cortado. Mas Van Morrison é ainda o maior. Mesmo o que faz de mediano é muito bom.

Wrote about disappointment and greed
Wrote about what we really didn’t need in our lives
Make us feel alive and whole

Illusions and pipe dreams on the one hand
And straight reality is always cold
Saying something hard edged is off the wall
And it might seem too bold

Mocked me when it got out of hand
Nobody tried to understand
Now we got to keep it simple and that’s that

1049a

(c) Antero Valério

«Avaliação dos professores é uma fraude»

É necessário divulgar estas  injustiças. Enviei o  texto  abaixo para o Ministério da Educação, juntamente com os anexos (um, com o recurso que fiz junto do Centro de Formação e com a contra-resposta cerca de um mês mais tarde e dois anexos, com a resposta dada pelo formador), para vários jornais e sindicatos.

Avaliação – Que objectividade?

Muito se tem dito e escrito a propósito da avaliação dos professores e, como em todos os temas polémicos, as opiniões divergem, cada qual arvorando as suas razões.

Para mim, um dos aspectos mais melindrosos e susceptível de criar mais injustiças é a avaliação da componente pedagógico-didáctica, feita por pares, porque o ser humano não consegue ser completamente imparcial e subjectivo.

Como a maioria dos professores proclamava limitações para avaliar colegas, a equipa ministerial resolveu dar formação a todos os que se encontrassem nesta situação. Assim, em Julho, Setembro e Outubro, os futuros avaliadores começaram a ser convidados a frequentar estas acções, com um carácter intensivo e, a maior parte das vezes, em horário pós-laboral. Os formadores foram escolhidos entre os seguidores dessas políticas ou quem se ofereceu para o “tacho”.

Participei numa destas acções, “As práticas pedagógicas da avaliação no desempenho profissional” no Centro de Formação de Associação de Escolas de Vila Nova de Famalicão, uma vez que também fui responsabilizada para ser avaliadora.

Há avaliadores pouco criteriosos, assim como formadores pouco criteriosos. Foi o que aconteceu com o formador, Eduardo Pinheiro, que orientou essa acção. Fomos para a formação à espera de “aprender”, mas as nossas expectativas começaram a ser goradas logo nas primeiras sessões, pois fomos convidados a trabalhar em grupo e o saldo positivo, quando o houve, foi através das conclusões partilhadas e não através do que quer que o supervisor fizesse ou dissesse. Como vários formandos manifestaram opiniões divergentes das do formador, este penalizou os grupos e, em certos casos, o porta-voz do grupo que mais questionou este modelo de avaliação. Quando quisemos saber os critérios de avaliação utilizados, vimos as injustiças praticadas. Eu, relativamente aos restantes elementos do grupo, fui penalizada num item – participação nas actividades/ tarefas – como se tivesse sido a pessoa que menos se empenhou no trabalho de grupo, o que está longe de ser verdade e deixou todos estupefactos. Todos os formandos com quem falei, disseram que o formador me quis deliberadamente “puxar as orelhas”, não tendo utilizado estratégias concretas para diferenciar pessoas porque se o tivesse feito, teria constatado que eu tinha dado um contributo muito positivo em todo o trabalho apresentado pelo meu grupo.

Interpusemos recurso em conjunto e eu, um em separado. Passado um mês, o formador, Eduardo Pinheiro, deu-nos uma resposta que não consideramos satisfatória. Argumentamos novamente fazendo ver a nossa posição. Desta vez o Centro de Formação resolveu não dar provimento ao recurso por “inexistência de fundamentos relevantes” acrescentando que o que vale é o juízo do formador “sendo certo que em qualquer actividade de avaliação há sempre um afloramento de subjectividade…”.

Se analisaram os anexos talvez cheguem a outras conclusões e eu continuo a achar que o formador nos quis sancionar deliberadamente ou então o tal factor “subjectividade” fez com que não fosse criterioso e objectivo.

Georgina Ferreira

Vila Nova de Famalicão, 26 de Janeiro 2009

Exma Sra Directora do Centro de Formação:

Sou Georgina Moreira da Costa Ferreira, professora da E. B. 2,3 de Júlio Brandão, e participei recentemente na acção de formação “A Prática da Avaliação no Desempenho Profissional”. Ao tomar conhecimento da avaliação que me foi atribuída, bem como ao meu grupo, venho, por este meio, interpor recurso e fundamentar as razões da minha discordância.

Fiquei admirada ao verificar que dentro do grupo a que pertencia houve duas avaliações de oito ponto um (8,1), uma de sete ponto oito (7,8) e outra de sete ponto nove (7,9), a minha. Como achei estranha e injusta esta distinção, uma vez que todo o trabalho foi feito em conjunto e, na minha opinião e dos restantes membros, não pode haver disparidade na avaliação (o formador nem tem meios de saber quem participou mais no trabalho, porque em apenas quinze horas, nem um super-homem consegue tal proeza), enviei um “mail” ao formador, Eduardo Pinheiro, a pedir os critérios por ele utilizados para esta avaliação. De facto, este foi muito rápido na resposta da qual faço “Copy/paste” :”Os critérios de avaliação, enunciados e negociados na primeira sessão da acção de formação, constam do conjunto de cópias que lhe foram fornecidas. A classficação atribuída aos trabalhos, à participação e à reflexão demonstrada foi estabelecida de acordo com a adequação ao que tinha sido solicitado”.

Fui ver os documentos fornecidos e continuei a não perceber a diferença de classificação entre os membros do mesmo grupo, se o trabalho fora feito em conjunto. Quero destacar que, por acaso, eu fui a porta-voz e, se eu não tivesse dons de oratória ou não tivesse conseguido desempenhar o papel que me confiaram, sendo distinguida negativamente pelo formador, então deveria ter sido apenas eu e ainda havia outro membro do grupo com pior nota que a minha, o que também não me parecia correcto. Como continuava a colocar questões para as quais não tinha respostas, fui ao Centro de Formação pedir que me fosse facultada a tabela das classificações fornecida pelo formador.

Depois de ter tido acesso à classificação do formador constatei, qual o meu espanto, que tivera uma classificação inferior na participação nas actividades/tarefas relativamente aos restantes elementos do grupo. Pergunto: Qual o critério utilizado? Como pode o formador distinguir-me pela negativa? Sou a única formanda assídua e pontual (num total de vinte e seis) que obtém um nível sete (7) neste parâmetro. Os outros elementos do meu grupo tiveram o nível oito (8), mesmo uma colega que, segundo a tabela do formador, faltou a uma sessão, o que de facto não aconteceu (o que prova que o formador não conhecia os formandos e não sabe quem é quem). Acho que fui distinguida pela negativa, porque fui a porta-voz do grupo e mantive uma atitude crítica, não me coibindo de a expressar, indo contra as opiniões do formador que não soube ser objectivo na sua avaliação.

Também não concordo, ou melhor não concordamos, com a nota atribuída ao nosso grupo, mesmo neste parâmetro, mas isso será alvo de uma reclamação conjunta.

Grata pela atenção dispensada,

Georgina Ferreira

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Em Portugal, em vez de se estudarem a sério os problemas, delinear intervenções e aplicá-las, faz-se ao contrário. Colam-se umas ideias, fazem-se umas leis e depois observa-se para ver se correu bem.

Por via de regra, corra mal ou menos mal, os Observatórios observam sempre bem, não me lembrando de nenhum que tenha observado mal. São sempre bons observadores. Este é o mais recente e promete servir de refúgio a alguns moreirinhas ou afins.

O Ministério da Educação está a negociar com mais 50 municípios a transferência de competências da administração central, após já ter celebrado contratos com 103 câmaras municipais, anunciou ontem Maria de Lurdes Rodrigues. A ministra da Educação falava em Caparide (Cascais), no lançamento do Observatório das Políticas Locais de Educação, que acompanhará essas transferências.
(…)
O Observatório vai ter sede na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, um sinal de descentralização das estruturas públicas.

arco

Conselho Geral

CONVOCATÓRIA

Ao abrigo das disposições estatutárias aplicáveis, nomeadamente o ponto 1, do artº 28º, em conjugação com o artº 37º, dos Estatutos da CONFAP, convoca-se uma reunião do Conselho Geral da CONFAP, para o próximo dia 18 de Abril, das 10.00 às 19.00 horas, a realizar no Museu do Fado, em Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

Conselho Geral

CONVOCATÓRIA

Ao abrigo das disposições estatutárias aplicáveis, nomeadamente o ponto 1, do artº 28º, em conjugação com o artº 37º, dos Estatutos da CONFAP, convoca-se uma reunião do Conselho Geral da CONFAP, para o próximo dia 18 de Abril, das 10.00 às 19.00 horas, a realizar no Museu do Fado, em Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

Ponto 1 – Agenda Parental (2009 – 2013)

Ponto 2 – Revisão do Protocolo existente entre a CONFAP e o Ministério da Educação

Ponto 3 – Plano Nacional de Formação Parental (PNFP)

Ponto 4 – Componente de Apoio à Família (CAF)

Ponto 5 – Petição sobre “Tempo para a Família, Tempo para a Escola”
– Estatuto do Voluntariado Parental
– Regulamentação da Lei do Dirigente Associativo
– Fiscalidade das Associações de Pais.

Ponto 6 – Iniciativas em parceria a desenvolver

Ponto 7 – Outros Assuntos

Nota: Na impossibilidade de presença do presidente da federação, esta estrutura deve fazer-se representar por outro elemento da mesma.

Lisboa, 14 de Abril de 2009
O Presidente do Conselho Executivo

Albino Almeida

Eagles, Take it Easy (aqui a versão de 1973)