A ministra da Educação chamou ontem “alarmista” ao director-geral da Saúde, por este ter dito que, apesar de pontuais, há casos de crianças em idade escolar a passar fome. Francisco George sugeriu até o alargamento do horário das cantinas dos estabelecimentos de ensino, para tentar minorar o problema. Uma de duas. Ou há, de facto, casos destes pelo país e a ministra não os conhece, o que seria grave. Ou não há casos de fome e o director-geral da Saúde exagerou na avaliação do fenómeno. O que é igualmente grave. (Jornal de Notícias)