Terça-feira, 14 de Abril, 2009


No Correntes:

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Fotos de Paulo Sousa

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Fotos do Paulo Sousa

Redes sociais na net baixam notas

Site de Sócrates funciona como hi5
www.socrates2009.pt vai incluir ferramentas para criar «uma rede social» semelhante ao Facebook e ao hi5

Redes da internet baixam as notas

Os utilizadores do Facebook, Hi5 ou Orkut têm mais probabilidades de obter piores resultados escolares do que os estudantes que prescindem dessas redes sociais da internet.

Imaginemos a seguinte situação descrita por um leitor deste blogue:

1. Concurso para director com vários candidatos.
2. O candidato mais votado concorreu a várias escolas.
3. O candidato mais votado recusa tomar posse na escola A  e está mais “virado” para a escola B , ou C (espera  o resultado do concurso  noutras escola  e/ou foi também aí o mais votado).
4. Como o candidato mais votado recusou o cargo, o que deve fazer o conselho geral:
a) Chamar o 2º mais votado (pode ter tido apenas 3 ou 4 votos)?
b) Repetir as votações entre os restantes candidatos, pois o resultado será sempre diferente da votação inicial?
c) Reiniciar todo o  processo concursal?

Resposta algo parva de minha autoria: comunique à DRE e esperem pela demissão compulsiva dos actuais órgãos de gestão e nomeação de uma CAP com forte representação sindical.

A ministra da Educação chamou ontem “alarmista” ao director-geral da Saúde, por este ter dito que, apesar de pontuais, há casos de crianças em idade escolar a passar fome. Francisco George sugeriu até o alargamento do horário das cantinas dos estabelecimentos de ensino, para tentar minorar o problema. Uma de duas. Ou há, de facto, casos destes pelo país e a ministra não os conhece, o que seria grave. Ou não há casos de fome e o director-geral da Saúde exagerou na avaliação do fenómeno. O que é igualmente grave. (Jornal de Notícias)

Moção

No passado dia 2 de Abril de 2009, o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Sto. Onofre, Caldas da Rainha, foi substituído por uma Comissão Administrativa Provisória, nomeada pela Direcção Regional de Educação de Lisboa. Este Conselho Executivo, assim exonerado, havia sido eleito nos termos da lei, completando o seu mandato em Junho de 2010. Baseia-se esta destituição no facto de não existir até à data de 31 de Março de 2009 os instrumentos e os órgãos considerados necessários para a eleição de um Director.

Na circunstância em que comunicou esta decisão aos elementos do Conselho Executivo, o Senhor Director Regional de Educação de Lisboa insistiu que esta deliberação não representa nenhum acto disciplinar por incumprimento de lei. Esta informação é consequente com a posição assumida pelos professores e educadores deste Agrupamento que consideram que não existem quaisquer fundamentos para esta extemporânea destituição.

Realce-se que o Conselho Executivo cumpriu todos os procedimentos necessários ao lançamento do processo de eleição do Conselho Geral. Ou seja, o Ministério demitiu um Conselho Executivo apenas porque este cumpriu as suas obrigações. Entre muitas coisas com lógica semelhante, seria como alguém ser multado por ter estacionado no sítio devido.

Sublinhe-se que não está, nem nunca esteve, em causa saber se estas escolas têm ou não uma direcção. Estas escolas já demonstraram serena e amplamente a sua idoneidade em dirimir as suas contrariedades. Ao contrário do que afirma a Senhora Ministra da Educação, a comunidade quer esta escola. E tê-la-á como sempre teve: próxima e trabalhadora. Este agrupamento tem uma direcção, devidamente eleita, e não existe, nem nunca existiu nenhuma espécie de vazio institucional. O único vazio foi criado, artificialmente, por esta exoneração.

Desejam os cidadãos abaixo identificados manifestar-se publicamente envergonhados por se desonrar, desta forma insensata e extravagante, o mandato eleitoral de um Conselho Executivo. Não estão estes cidadãos disponíveis para aceitar, sem mais delongas, que um sufrágio universal, livre, legal e democrático não deva ser honrado, quando não se reportam fundamentos de justa causa. Não aceitamos que a democracia deva ficar à porta das escolas de Portugal; não aceitamos que o voto de todos seja percebido como um sistema que não serve para encontrar as melhores lideranças escolares. Nenhuma literatura demonstra que uma liderança forte não possa ou não deva ser eleita por todos; nada permite concluir que um sistema unipessoal de gestão alguma vez tenha importado melhorias no rendimento dos nossos filhos e alunos. São outros e muito mais complexos os factores que influenciam as notas dos alunos e a qualidade do ensino.

Acreditamos na representatividade democrática que rege os preceitos jurídicos e democráticos que fundamentam a República Portuguesa. As escolas são, justamente, um lugar de privilégio para que os futuros cidadãos conheçam e aprendam ao longo de toda a sua escolaridade como a democraticidade constitui um factor de força, de união e de liderança e não de incúria, de fraqueza ou de resignação. E que um voto, qualquer que seja o voto, conta.

Caldas da Rainha, 14 de Abril de 2009

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