Domingo, 12 de Abril, 2009


Gran Torino

Frozen River

(e tempo para ir ao cinema…?)

A Velha História do Ovo e da Galinha

O País anda obcecado com a Educação. Há anos que se tenta diminuir o abandono e o insucesso escolares, mas sem resultados significativos. Para atestar a preocupante, e mesmo ridícula, preparação média facultada pelo nosso Ensino, transmito o conteúdo de uma mensagem que me foi enviada pelo responsável de uma empresa de gestão de resíduos, que se encontrava em processo de selecção de colaboradores. Apareceram candidatos licenciados em diversas instituições públicas e privadas.

Relata ele: “Perguntámos a uma engenheira do Ambiente como calcularia o volume de um contentor do lixo, supondo ser um paralelepípedo? Resposta (R): Assim de momento, não estou a ver….bem…a gravidade é igual a…..9,8 …não é? Perguntámos a outro engenheiro, quanto pesa um contentor de 800 litros cheio de água? R: Deve ser à volta de 10 kg! Noutro caso: Qual a densidade da água? R: Não me lembro dessa fórmula”. Termina o empresário: “E muitas outras aberrações que me coíbo de apresentar aqui!”. Um problema de um exame meu recente envolvia o cálculo do aumento de 20% de uma grandeza. Para meu espanto, mais de metade de 120 alunos não foi capaz de calcular o novo valor! Acrescente-se que uma boa parte dos alunos que chegam ao superior redige com falhas gritantes, inaceitáveis numa antiga 4ª classe. Aquele empresário apontava o dedo ao Ensino Superior, mas é óbvio que este tipo de problemas vem de trás, dos níveis Básico e Secundário.

Perante isto, cabe analisar os currículos e programas destes graus de Ensino. O currículo do 3º ciclo do Básico, engloba, nada mais, nada menos, do que 14 disciplinas diferentes! É óbvio que tantas actividades distintas põem a cabeça dos miúdos num rodopio! Mais surpreendentes são os conteúdos programáticos e a filosofia a eles subjacente.

Tomemos o programa do 3º ciclo em Ciências Físicas e Naturais. Em poucas palavras, ele tem como objectivo uma compreensão global e integradora do Universo, vivo e inanimado! Todo o documento é «lunático». A parte inicial faz considerações sobre o ensino das Ciências, dizendo (sic.) “Entende-se aqui currículo como a indicação de um processo cognitivo e social contextualizado, em que as oportunidades de aprendizagem são resultantes da interacção do professor com os seus alunos. […] O currículo é o que professores e alunos vivem, pensando e resolvendo problemas sobre objectos e acontecimentos tornados familiares. As experiências vividas no contexto da escola e da sala de aula devem levar à organização progressiva do conhecimento e à capacidade de viver democraticamente.” Depois tenta-se especificar os conteúdos, que varrem toda a Ciência (talvez exceptuando os cálculos de percentagem ou do volume de um cubo).

Não resisto a mais um excerto, relativo ao Electromagnetismo e Electrónica, que obviamente não ficam de fora: “Pretende-se que os alunos identifiquem componentes electrónicos e compreendam as suas funções de controlo e regulação nos sistemas de que fazem parte. Montar circuitos electrónicos simples com díodo, transístor, potenciómetro, condensador e termístor de modo a estudar as características e a função de cada um destes componentes. Pesquisar sobre diferentes sistemas de comunicação baseados na electrónica e sobre o modo como a informação é enviada e a que distâncias (por ex., comunicação através de satélite ou comunicação espacial, entre as estações orbitais e a Terra). Sugere-se a utilização de componentes electrónicos para construir brinquedos, alarmes contra incêndios, alarmes contra roubos, termóstatos…A realização de uma feira da electrónica a nível da escola para os alunos mostrarem e explicarem o funcionamento dos diferentes aparelhos produzidos….”

Julgo que isto é surrealismo, não só na Terra, como em qualquer galáxia distante em que as pessoas já nascem doutoradas. O que se pode ensinar às crianças com base nestas directivas? Se estamos a «falar chinês» para elas, como é que vão perceber algo, ter aproveitamento e manterem-se nas escolas? Faço uma sugestão: vejam-se os Cadernos de Iniciação Científica de Rómulo de Carvalho, que muita gente conhece e reconhece como um génio na divulgação de Ciência, ou releiam-se os programas escolares de há 30 anos atrás, e compare-se com o documento anterior.

Estes erros repetem-se provavelmente noutras disciplinas, quer no nível Básico, quer no Secundário. Não será esta uma forte raiz dos males da nossa Educação? E de onde vêm esses princípios e programas? Então, por onde deve começar a reforma?

João Paulo M. Ferreira
professor auxiliar

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Cartoons de Bon Englehart, Brian Farrington, Etta Hulme e Jeff Parker

capa-frente

Sinopse

No princípio nem era o Verbo. Era apenas uma ideia, um desejo: o desejo de divulgar textos de ocasião, guardados na gaveta ou de divulgação restrita.

O tempo, um primeiro-ministro bem vestido e uma equipa no Ministério da Educação com imenso tacto para lidar com os problemas educativos fizeram com que um blogue destinado certamente ao esquecimento se tornasse estranhamente frequentado, comentado e agora publicado em papel e forma de livro, a aspiração oculta de todo e qualquer blogueiro que se preza.

Esta é a compilação possível, em formato aceitável, dos textos publicados entre Novembro de 2005 e Novembro de 2008, correspondendo a três anos da vida do blogue A Educação do Meu Umbigo.

Lidos de acordo com a sua cronologia original, salvo pontuais excepções e alguns acertos de pormenor, funcionam como uma narrativa sobre a actualidade educativa em Portugal, lançando um olhar ácido sobre situações, protagonistas e outras incredulidades que têm afligido o nosso sistema educativo. Relidos por quem os escreveu oscilam entre o desencanto, a irritação, a esperança, a perplexidade e outras coisas que não fica bem confessar na contracapa de um livro.

Para descobrirem o inconfessável e darem opinião melhor, nada como o lerem.

Assim a verborreia do autor não vos assuste.

(a ideia para a banda central da capa não foi minha…)

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Não são as mais recentes (2005 e 2006, respectivamente), mas são interessantes porque são críticas que partem de europeístas sobre o funcionamento das instituições «europeias».

E já agora um pensamento nada original: o novo presidente da União Europeia deveria ser escolhido por ser competente, não pela nacionalidade ou filiação político-partidária. Parece óbvio e simples, mas não é, como sabemos.

Call for Papers – Trabalho na Educação

A revista Educação Sociedade & Culturas (www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc) é uma revista académica que visa contribuir para o desenvolvimento das Ciências Sociais e da Educação.

Esta call destina-se ao número temático da revista sobre Trabalho na Educação.

Os Professores José Alberto Correia, Bernard Charlot e Amélia Lopes são os organizadores convidados.

Nos últimos anos, cresceu a visão da acção em educação como um trabalho, associada a uma nova configuração do trabalho em educação. Essa visão diz respeito aos espaços não escolares da educação – onde aumentam as ocupações de âmbito educativo –, aos espaços escolares – destacando-se aí quer os professores, quer os alunos, quer ainda outras ocupações e figuras que hoje fazem parte do mundo da escola – e às novas relações entre esses espaços e ocupações. Neste novo contexto, torna-se importante aprofundar as transformações a ocorrerem e o seu sentido.

O objectivo deste número (29) é contribuir para o esclarecimento, a compreensão e o aprofundamento das mudanças a ocorrerem no trabalho em educação. Estão em causa as novas ocupações no campo da educação, a reconfiguração das antigas, o ajustamento da acção dos diferentes actores (professores, alunos, pais, autarquias, etc.) e, em geral, as relações entre os diversos intervenientes e instituições.

Consideram-se as novas fronteiras do escolar e do não escolar e as transformações provocadas na acção dos principais protagonistas.

A intenção é dar a conhecer os trabalhos mais relevantes e de qualidade realizados e a serem realizados neste domínio de pesquisa, nomeadamente os que apresentem análises e interpretações de dados empíricos e reflexões teóricas rigorosas.

TÓPICOS POSSÍVEIS

– Trabalho docente e docência como trabalho

– Novos actores e novas ocupações no campo educativo

– Trabalho de aluno

– Organizações educativas e trabalho na educação

– Aprendizagem, saberes e trabalho na educação

– As idades de vida e o trabalho educativo

PRAZOS

– Submissão de propostas: 20 de Maio de 2009

– Devolução das peritagens: 30 de Junho de 2009

– Notificação da aceitação: 15 de Julho de 2009

SUBMISSÃO DE PROPOSTAS

O/s autor/es deverá/ão apresentar uma proposta com aproximadamente 8 000 palavras. Todos os trabalhos serão submetidos à apreciação da Comissão Editorial da revista e sujeitos a “revisão cega”. No entanto, os organizadores reservam-se o direito de tomar as decisões finais quanto à publicação.

Cada artigo deverá ser enviado para ciie_edicoes@fpce.up.pt, de acordo com as normas da revista (ver www.fpce.up.pt/ciie/revistaesc).

Para mais informações, contactar:

CIIE – Centro de Investigação e Intervenção Educativas

Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto

Rua Dr. Manuel Pereira da Silva

4200-392 Porto

Tel.: +351 226 079 700

Fax: +351 226 079 725

E-mail: ciie_edicoes@fpce.up.pt

Url: http://www.fpce.up.pt/ciie

Família Obama optou definitivamente por cão de água português

A família Obama escolheu definitivamente um cão de água português para habitar a Casa Branca como animal de estimação presidencial, anunciou a Associated Press

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Qual Barroso, qual nada. Embora alguns, que não eu que sou muito cordato, encontrem afinidades quanto ao estatuto.

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The Sundays, Goodbye

Porque será que as melhores músicas de uma das minhas bandas favoritas são sobre despedidas? E que pena não achar o vídeo original desta!

No DN de hoje surge uma peça de Pedro Vilela Marques em que temos direito ao pensamento imparcial do presidente do CCAP sobre o processo de ADD, podendo ficar descansados quanto à possibilidade de ele fazer uma avaliação negativa do processo.

Sindicatos e media acusados de desinformação

O presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores visitou dez escolas e percebeu, embora os docentes estejam empenhados, as escolas avançam a ritmos diferentes num processo que tem sido muito criticado

Escolas a avançar a ritmos diferentes e professores esforçados – o que contraria a imagem de uma classe contra o processo, ideia ampliada pela acção dos sindicatos e dos meios de comunicação social. Este é o retrato do processo de avaliação de professores traçado pelo presidente do Conselho Científico que tem como missão analisar a aplicação do processo e que se baseou nas visitas que fez a dez escolas.

Alexandre Ventura, que além de presidir ao Conselho Científico para a Avaliação dos Professores é também professor na Universidade de Aveiro, encarregou-se de visitar um terço das escolas que de forma voluntária se ofereceram para servir de casos de estudo da aplicação da avaliação. À sede do CCAP, na 5 de Outubro, em Lisboa, já chegaram 23 relatórios das equipas que visitaram os 30 estabelecimentos de ensino distribuídos por 17 distritos nacionais. “Neste momento podemos dizer que um dos factores determinantes no sucesso do processo é a liderança. Quando os órgãos de gestão são fortes e mais experientes, o processo decorre de forma mais serena”, adianta ao DN Alexandre Ventura, que acrescenta que, regra geral, os professores têm avançado e tentado resolver os problemas depois.

“Daquilo que vi em dez escolas, e que não pode obviamente ser generalizado a todo o universo de estabelecimentos, o processo tem decorrido sem grandes sobressaltos, o que não implica que todas as pessoas estejam de acordo ou tenham entregue os objectivos individuais”, continua o presidente do CCAP, que considera que a contra-informação criada pelos sindicatos, blogues de professores e pela própria comunicação social ajudou a difundir a imagem de que toda a classe estava contra a avaliação.

Segundo Alexandre Ventura, “neste processo houve muita tendência para ouvir e ver o que os outros estavam a fazer e essas redes informais levaram as pessoas a articular as suas acções”. Mas a tese do presidente do Conselho Científico não implica uma critica à actuação sindical, “que naturalmente apelaram à luta dos professores”, até porque este foi um movimento muito assente na “proliferação de blogues, que juntamente com os outros actores criaram contra-informação, que acabou por influenciar os professores”.

No entanto, para o responsável, a realidade nas escolas é bem diferente. “Quando vamos ao terreno, quando percebemos que 75 por cento dos professores entregaram os objectivos individuais, temos um retrato bem diferente daquele que passou para ao opinião publica”, conclui Alexandre Ventura.

Vamos lá ser claros:

Neste tempo todo, Alexandre Ventura visitou uma quantidade de escolas (10)  semelhante à que fica no raio do meu trajecto diário entre as escolas do casal cá de casa.

Essas escolas correspondem a um terço das escolas que se ofereceram voluntariamente ao ME para seres casos de estudo.

  • Alexandre Ventura veicula de forma acrítica como bons os números sobre entrega dos OI veiculados pelo ME sem fazer qualquer tipo de análise crítica. Acusa uma tríade de malfeitores de terem criado uma ideia errada, porque quase tudo, afinal, corre bem nas 10 escolas que visitou. O senhor professor pelos vistos não deu pelas manifestações realizadas por todo o país e em Lisboa. Devia estar ocupado a fazer estudos tipo-OCDE.
  • Alexandre Ventura diz claramente que quando os órgãos de gestão são fortes e experientes tudo corre bem. Implícita fica a crítica a todos aqueles em que houve problemas. Pena que ainda não tenha visitado nenhuma a explicar como se fazem as coisas. Deve ter sido por falta de viatura disponível na Secretaria Geral do ME.
  • Alexandre Ventura culpa, por esta ordem, sindicatos, blogues de professores e comunicação social por uma «desinformação» acerca da situação vivida no terreno. Falta saber se os mais de 1200 agrupamentos e escolas não agrupadas que não se voluntariaram e ele não visitou confirmarão essa teoria.

Para além disso, e para não me exceder neste domingo que deve ser de harmonia mesmo para um agnóstico, resta saber se Alexandre Ventura também considera uma campanha negra de «desinformação» a denúncia do subsídio mensal que recebe para residência, quando apenas teve a média de uma reunião mensal em Lisboa desde que assumiu o cargo. E já agora poderíamos interrogar-nos por que razão tais benesses não foram atribuídas à sua antecessora.

Já agora, mesmo a finalizar, é sempre interessante a acusação genérica sobre «sindicatos», «blogues de professores» e «comunicação social» quando não se tem a coragem de colocar os nomes às coisas, pessoas e instituições.

Pela amostra já vimos – e confirmamos – o rumo do CCAP com a nova gerência. Complementar a acção do ME na tentativa de embelezar a situação efectivamente vivida no terreno.

Quanto ao título da notícia, anote-se a excisão do termo «blogues» do rol de acusados (e não identificando, por exemplo, o Educação S.A., como aquele que publicou os despachos dos subsídios porque se as consultaram, deveriam especificar as fontes…) , apesar de serem aqueles que Alexandre Ventura acusa repetidamente de «contra-informação». Lá saberão porquê…

Assim se (de)formam os professores

Sempre que uma pessoa se depara com algo de insólito, é costume (de que não sei a origem) dizer-se: “Desde que no circo vi um porco a andar de bicicleta já nada me espanta.” Mas será sempre assim? Dois factos levam-me a descrer.
O primeiro reporta-se a um artigo publicado no PÚBLICO (08/05/2005), da autoria do respectivo director adjunto, Nuno Pacheco, com um título que não deixa dúvidas sobre a paródia em que se transformou o ensino em Portugal: “Brincar às escolas”! O segundo diz respeito a um artigo publicado no Expresso (04/04/2009), intitulado “Esoterismo pode contar para a progressão na carreira”.
A semelhança que os gemina no dislate os separa na progenitura: o primeiro foi organizado pela Associação Sindical Pró-Ordem dos Professores (baptismo de um ridículo intencional, comparável a amanhã poder surgir uma Ordem dos Professores Pró-Associação Sindical!); o segundo, sem menor espanto, pelo Ministério da Educação (ME).
Segundo Eça, “o riso é a mais antiga e ainda mais terrível forma de crítica. Passe-se sete vezes uma gargalhada em volta de uma instituição, e a instituição alui-se”. Bem a propósito, foi este o destino do artigo “Brincar às escolas”. Partamos, agora, ansiosos por novidades, para os objectivos da segunda acção de formação. São eles: “Aprendizagem de ‘técnicas pedagógicas para uma melhor integração das ‘crianças índigo, cristal, violeta, esmeralda, diamante ou douradas’, para além do conhecimento de ‘técnicas de regulação ou limpeza de energia’ .
Por mais incrível que pareça (lá vem o porco e a bicicleta, outra vez!), o Ministério da Educação acreditou este curso ministrado pela Fundação Casa Índigo, ainda segundo o Expresso, “uma instituição baseada na teoria de que a ‘aura’ das crianças tem diferentes cores, em função da sua energia e da ligação que mantém com o Universo”.
Nestas acções de formação (quais casas de limpeza a seco) que dão crédito para a progressão na carreira os docentes [em promessa dos seus “formadores”] podem “aprender ‘técnicas pedagógicas’ (…). Além de poderem igualmente ficar a conhecer ‘técnicas de regulação ou limpeza de energia'”.
Sobre os motivos da acreditação destas duas acções poder-se-ão tirar, de entre outras, as seguintes ilações:
1.ª O ME, sentindo-se incapaz de equacionar e resolver os problemas do ensino com medidas exotéricas, enveredou pela via do esoterismo.
2. ª O ME, com isso, corre o risco de se transformar numa espécie de templo de ciências ocultas.
3.ª O ME deve mandar encerrar, em respeito pela contenção das despesas públicas, todas as faculdades de Psicologia e Ciências da Educação portuguesas por incapacidade de se tornarem parceiros dos processos “científicos” em melhorar o rendimento escolar pela via estatística.
4.ª O ME deve criar um corpo de incendiários para queimarem em fogueira pública todos os livros, manuais ou sebentas de Psicologia e Ciências da Educação por transmitirem conhecimentos que atrasam um país de faz de conta com elevados níveis de escolaridade, espelhados em sucesso escolar sem paralelo neste mundo de Cristo, etc., etc.
Como coisa promissora, finalmente num céu plúmbeo de asneiras com copianço no pensamento de Sigmund Feud – “A educação consiste em dar à criança a quantidade certa de amor” – surge a intenção: “O curso serve para os professores entenderem a necessidade de amar as crianças.” A responsável da Fundação Casa Índigo dixit. Mas de boas intenções não está o inferno cheio?

Rui Baptista

Nas cartas ao director do Público de hoje.

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