Sábado, 11 de Abril, 2009


Tiago Bettencourt & Mantha, Canção Simples

gestao

Autoria que prefere manter-se anónima, que eu por estes dias não tenho o tempo, nem o engenho…

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Eis a forma como um colega está a considerar impugnar o processo de escolha do Director na sua Escola/Agrupamento:
1 – Entregar ao Tribunal Administrativo e Fiscal providência cautelar a fim de suspender o acto.
2 – Acompanhar a providência cautelar com um processo administrativo urgente (acção principal): contencioso eleitoral.
.
Artigo 36.º
Processos urgentes
1 – Sem prejuízo dos demais casos previstos na lei, têm carácter urgente os processos relativos a:
a) Contencioso eleitoral, com o âmbito definido neste Código;
b) Contencioso pré-contratual, com o âmbito definido neste Código;
c) Intimação para prestação de informações, consulta de documentos ou
passagem de certidões;
d) Intimação para defesa de direitos, liberdades e garantias;
e) Providências cautelares.
.

A providência cautelar deverá ser entregue com muita urgência, a fim de ter efeitos antes da tomada de posse do novo director.

Se os directores tomarem posse, o Estado terá de pagar os suplementos remuneratórios referentes a 4 anos mesmo que os processos eleitorais sejam impugnados.

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(c) Antero Valerio

Is Pornography the New Tobacco?

(…)
First, both industries operate in a similar fashion. To quote Pamela Paul once more, “porn may be the ultimate capitalist enterprise: low costs; large profit margins; a cheap labor force, readily available abroad if the home supply fails to satisfy; a broad-based market with easily identifiable target niches; multiple channels of distribution.” Substitute “tobacco” for “porn,” and the sentence works pretty well as a description of the tobacco industry (for “a cheap labor force,” substitute “an abundant supply of raw material”).

Second, both industries have faced similar demographic challenges and opportunities. Most significant and intriguing, both have had to confront a market imbalance in a crucial demographic — women — and have devised similar strategies for addressing it.

Up until the 1950s, cigarette consumption was far higher among men than among women. The industry’s desire to capture the underdeveloped female market led to several imaginative campaigns to increase the level of smoking via new graphics and colors and above all via pitches tailored to a female consumer. There followed a series of industry marketing triumphs, among them the breakthrough of Lucky Brand — the first cigarettes targeted for the female audience, in the 1920s — and the later success of Marlboro, which was initially pitched to the female market because its colors matched the red then popular as a nail color. Later campaigns included Philip Morris’s in the 1960s with Virginia Slims, marketed with the slogans, “You’ve come a long way baby” and “it’s a woman thing.” Finally, in addition to trying to lure women to “female” brands, the industry also recognized “dual brand” loyalty, or loyalty to brands (like Marlboro) smoked by men as well as women, particularly in the younger demographic.

A similar market gender imbalance faces internet pornographers today, and the industry is addressing it with much the same set of strategies. Contemplating the far higher levels of pornography consumption among men, marketers now aggressively target female consumers with gender-tailored bait ranging from softer-core “erotica” focus-tested on women to corporate deals involving new websites, chat rooms, and other media outreach targeting the women.

Most important, and also like tobacco yesterday, Big Porn today further explicitly links its product pitch to the image of the modern, liberated, cool woman.

Who Gets a State, and Why? The Relative Rules of Sovereignty

(…)
Sovereignty, in other words, is whatever the relevant actors say it is.

China’s Way Forward

(…)
From Chinese intellectuals and officials I’ve more often heard a cautionary comparison to the old Soviet Union, implying that political control and territorial dominion could be undone by economic failure. By this logic, the Chinese Communist Party has no choice but to keep the country’s business growing as fast as possible, since a steady increase in material welfare is the real basis of the party’s legitimacy. If the economy were ever to stagnate—which is generally understood to mean a growth rate that falls below about 8 percent per year—then a larger share of the Chinese public might register dis content with Communist rule. And then anything could happen. The territorial contrast between the vast old Soviet empire and today’s shrunken Russian state may help explain the Chinese government’s intransigence about any threat of what it dismisses as “splittism” concerning Tibet, the Muslim region of Xinjiang, or Taiwan.

The Japanese and Soviet comparisons are awkward because of obvious differences from China. At no point in its history did the Soviet Union achieve anything like China’s sustained record of high-speed growth. So the “stagnation” that helped bring the Soviet regime down was in fact real, decades-long economic decline. Japan’s prolonged “sickness” is one most countries would envy: with half as many people as America and one-tenth as many as China, Japan still has the world’s second-largest economy and many of its strongest industrial brands, including the world’s largest carmaker, Toyota. Moreover, both Japan and the Soviet Union at times presented themselves as models of different paths toward modernity. Modern China is a force and a reality, but not a model or an idea that others might replicate. The Chinese system will remain unique. (The one nation that shares its scale, India, does not share its political precepts. No other nation that could build roads, airports, and industrial parks as modern as China’s could impose so repressive a political regime.)

After Capitalism

(…)
The result is that a large political space is opening up. In the short run it is being filled with anger, fear and confusion. In the longer run it may be filled with a new vision of capitalism, and its relationship to both society and ecology, a vision that will be clearer about what we want to grow and what we don’t. Democracies have in the past repeatedly tamed, guided and revived capitalism. They have prevented the sale of people, of votes, public offices, children’s labour and body organs, and they have enforced rights and rules, while also pouring resources in to meet capitalism’s need for science and skills, and it has been out of this mix of conflict and co-operation that the world has achieved the extraordinary progress of the last century.

Conflitos sem interesse

As coisas que MST não alcança

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Excelente revista, apenas descoberta hoje.

neve

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Ministério paga regalias

O presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP), Alexandre Ventura, passa a usufruir de subsídio de residência de 941,25 euros mensais e a ter direito a usar viatura do Estado, de acordo com dois despachos publicados quinta-feira em Diário da República.

Estas regalias acrescem à remuneração de cerca de 3700 euros por exercer cargo equiparado a director-geral, que acumula com o de professor auxiliar na Universidade de Aveiro a tempo parcial (30%). O subsídio é justificado por ter ‘residência permanente em Aveiro’ e o CCAP funcionar em Lisboa. Segundo o site do Ministério da Educação (ME), o CCAP só reuniu quatro vezes desde a sua nomeação em Novembro. O ME afirma que Ventura tem de dormir ‘algumas noites por semana em Lisboa’ porque além das reuniões há ‘imenso trabalho que não se vê’. E garante que fica mais barato do que pagar hotel como até agora.

COM RETROACTIVOS

O subsídio de residência tem efeitos desde 1 de Novembro de 2008, quando foi nomeado, pelo que Alexandre Ventura recebe desde já 4706,25 euros.

E nos entretantos sempre se podem ir fazendo uns estudos tipo-OCDE.

Inveja, dirão alguns. Mas justificada, direi eu.

jaguiar

Super Interessante, Abril de 2009

Quando uma coisa não corre bem, é rapidamente esquecida para que apenas a memória das boas imagens subsista intacta. O Magalhães começou a dar problemas, acabaram as sessões de entregas e avançou o silêncio. Qualquer pessoa conhecedora dos problemas do nosso ensino, das nossas escolas, da pedagogia no ensino básico, da nossa condição social, do tipo de problemas de manutenção e do ritmo da renovação tecnológica sabe do enorme desperdício que é o programa Um Aluno Um Computador naquelas idades e com aquelas ideias num ambiente de completa impreparação. Sabe que a maioria dos computadores distribuídos está longe, muito longe, de ter servido para qualquer dos objectivos pretendidos, porque à cabeça todo o programa era desadaptado, foi feito em cima do joelho para servir a propaganda governativa, e, daqui a um ano, tudo já estará obsoleto ou avariado. O dumping de um computador do Terceiro Mundo para um país europeu, que é o que significou o Classmate transformado em Magalhães, talvez permita vender os restos à Líbia ou à Venezuela, mas neste último caso já se percebeu que será quase a fundo perdido. Silêncio.

Público, 11 de Abril de 2009

O espaço dedicado à minha bibliografia mínima porque já agora que o livro do Umbigo vem a caminho, convém confessar que a parte da emoção de publicar um livro já foi vivida várias vezes no passado, mesmo se não com o impacto e projecção deste. Por enquanto deixei lá apenas aquilo a que chamei a trilogia dos barquinhos, publicada em colaboração com os velhos cúmplices António Lopes e Eduardo Frutuoso entre 1998 e 2002.

Quanto à área da Educação, a primeira incursão tem cerca de 20 anos e deu-se na revista Educação e Ensino nos tempos em que fui efémero técnico autárquico nesta área, por ocasião da transferência de competências para as autarquias em finais dos anos 90, era então ministro Roberto Carneiro.

Foi nessa altura que aprendi o milagre dos quilómetros no momento de fazer um plano de transportes escolares no segundo maior concelho do país. Nunca Casebres ou o Torrão ficaram tão longe de Alcácer, isso vos garanto eu. Não admira que só lá tenha durado 15 meses, com os últimos 3 por especial deferência da Presidente que gostava de mim e ainda tinha esperança que eu desenvolvesse um «espírito de equipa» que conseguisse contrariar a minha consciência.

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