NO(S) SEIO(S) DO PODER

As glândulas mamárias com que vai alimentando meio país, dá ao poder um  ar respeitável de fêmea parida, com este detalhe: periódica, e alternadamente, há uma das “mamas” que está de serviço, inchada de “leite”, e outra que  entra em período de hibernação, ou de seca.

E assim, os do poder, ora se agarram à mama direita (quando manda o P.S.D.), ora colam os “beiços”à mama esquerda ( quando reina o P.S.).

Estamos, há cerca de quatro anos, a assistir, impávidos e serenos, ao rápido esvaziar da mama esquerda. Nela se tem encavalitado, em  alarve  sucção, uma franja que ronda os quarenta por cento do país votante.

Essa franja  dos quarenta por cento são todos aqueles que, segundo as sondagens, estão fascinados pelo “fantástico” engodo de Sócrates. Todos aqueles que têm chuchado, à tripa forra, na mama do orçamento. Nada mais nada menos que toda a tropa que está no governo e a grande massa  dos aparelhistas, que ocupam pequenos poderes pelo país além (ministros, secretários e subsecretários de Estado,   amigos e compadres destes e daqueles; filhos e sobrinhos , mais os amigos  de todos).

E se, em Setembro, a tropa de Sócrates  perder as eleições, ninguém se iluda, outra orda de parasitas virá, igualmente sugadora, igualmente alarve . A única diferença é que passa a chuchar no mamilo direito. Mas chuchará com a mesmíssima  força e com igual alarvidade.

E aquele sector que detesta o  parasitismo em que vivem as seitas que vão partilhando o poder (que, em politiquês, se chama, abstencionistas) lá vai enchendo, alternadamente, as tetas , para que não falte o cobiçado “leite” à nação.

CUNHA RIBEIRO