Sábado, 4 de Abril, 2009


feli

No entanto, pergunto-me por que razão tantas pessoas que experienciam a melancolia estão agora a tomar comprimidos que se destinam simplesmente a eliminar a dor, a transformar outra vez olhares carrancudos em sorrisos. Claro que a fronteira entre o que estou a designar por melancolia e aquilo a que a sociedade chama depressão não é assim tão clara. Para mim, o que as separa é o grau de actividade. Ambas as formas constituem, em diferentes medidas, uma tristeza crónica que conduz a um desconforto ncrescente com  o estado das coisas – uma sensação persistente de que o mundo não está bem como está, de que é um lugar de sofrimento, estupidez e mal. A depressão (pelo menos, tal como eu a vejo) causa apatia face a este desconforto, uma letargia que se aproxima da paralisia total, uma incapacidade de sentir o que for, seja como for. Pelo contrário, a melancolia (tal como eu a vejo) dá origem a um sentimento profundo relacionado com esta mesma ansiedade, uma turbulência do coração que resulta num questionamento activo do status quo, uma ânsia perpétua pela criação de novas formas de ser e de ver. (p. 17)

Confesso ser um tema cobre o qual não estou perfeitamente a par, pelo que reproduzo aqui, com ligeiras adaptações, o conteúdo de dois mails que me foram enviados por um colega.

Caro Paulo,

Penso que o concurso que está a decorrer para beneficiar de licença sabática é capaz de merecer.
De facto, na aplicação que a DGRHE preparou, voltam a ser pedidos (e valorizados não se sabe como) os cargos desempenhados nas escolas durante os últimos oito anos.
Tudo conta menos a actividade lectiva. É inacreditável como se persiste nos mesmos erros que vêm do DL200/2007.
Na página 13 do manual da para ver um pouco, mas só mesmo dentro da aplicação dá para conhecer a quantidadade de cargos valorizados, penso que são cerca de 30.

Aquilo está feito como o concurso dos titulares, é preciso indicar os cargos exercidos na escola durante os últimos oito anos (as escolas terão que validar depois). São trinta e cinco os indicados e não está nunca “exerceu efectivamente actividade lectiva”. Penso que a ideia será atribuir pontos para dessa forma seriar os candidatos já que por Despacho do VL há para este ano 130 vagas.
Não encontrei em lado nenhum referência à forma como vão ser seriados os candidatos, nem como vão ser consideradas as propostas de trabalho a desenvolver.
Como é difícil avaliar esse projectos, sai um concurso “à lá titular” que é mais fácil (e mais injusto).

Um abraço,

A.E.J.

Mas em papel:

  • Santo Onofre no DN, por Pedro Sousa Tavares.
  • O regime de faltas dos alunos no Expresso, por Isabel Leiria

Quanto a mim, se tudo correr bem, estou agora a caminho da Póvoa.

vermelhoverde

No Sol de hoje (desculpem-me, mas estou sem tempo para digitalizações) é dado destaque a André Sampaio enquanto economista com tese de mestrado sobre Educação e não enquanto descendente de linhagem ditosa.

A dita tese versa, ao que parece e na falta do título, a questão da construção dos rankings escolares e contém várias boas ideias e outras nem tanto.

Defende-se a existência de mais exames, a organização do básico em semestres e de prémios para os professores com melhores resultados. Também se anuncia uam fórmula matemática para calcular quais serão, efectivamente e sem truques, os melhores professores e as melhores escolas.

As suas ideiais enquadram-se no âmbito da value-added theory e são interessantes mas há um pequeno senão que o próprio confessa: para as aplicar são necessários dados que o ME não disponibiliza ou não chega sequer a considerar.

E depois as guerras dos docentes é que são inconsequentes.

Cavaco volta à guerra com Estatuto dos Açores

No prefácio ao livro que reúne os discursos do seu terceiro ano em Belém, o Presidente da República retoma o braço-de-ferro com o PS sobre o Estatuto Político-Administrativo dos Açores.