Sexta-feira, 3 de Abril, 2009


The Cure, Just Like Heaven

FNE “respeita” decisão dos sindicalistas nomeados pelo ME para escola de Sto Onofre

Como respeitou os que entregaram os OI, os que desapareceram das escolas, os que prestaram esclarecimentos acagaçados

Enfim, cala-te boca!!!

Alberto Costa fez pressões em nome de Sócrates

Lopes da Mota, o magistrado português que preside ao Eurojust, transmitiu aos dois procuradores responsáveis pela investigação do caso Freeport que o ministro da Justiça, Alberto Costa, lhe manifestara as apreensões do primeiro-ministro em relação a esta investigação (Graça Rosendo).

Empresa da mãe de Sócrates citada no processo de corrupção na Amadora

A empresa da mãe do primeiro-ministro, que está a ser investigada no âmbito do Freeport, surge envolvida num processo de corrupção na Câmara da Amadora, o qual abarca outras figuras relevantes do PS (Felícia Cabrita).

Afinal os elementos aqui divulgados nem são tão complicados quanto a realidade.

Comissão Provisória de Santo Onofre tem dois dirigentes sindicais

Duas das pessoas que integram a Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, são dirigentes do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC), confirmou, em declarações ao PÚBLICO, o presidente desta organização sindical que é, simultaneamente, vice-secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FNE), José Ricardo.

O presidente do SPZC, que disse ter tomado conhecimento da situação através do PÚBLICO, afirmou que o sindicato não foi ouvido pelos dois elementos que aceitaram o convite do director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo. Mas sublinhou que, na sua perspectiva, “não tinham de o fazer”. “Não agiram como dirigentes sindicais mas como professores e fizeram, com toda a certeza, o que pensam ser o melhor para a escola”, considerou.

Isto é patético.
Tanto os actos quanto as justificações.
Fizeram «o que pensam ser o melhor para a escola»?

Porque o que consta é que isto não passou ao lado das estruturas locais do sindicato em causa…

Educar em Português

A Sociedade Secreta

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Eis os nomes da equipa que aceitou ser nomeada com alguns dados curriculares do domínio público:

Presidente/Director:

  • Carlos Alberto Almeida (ex-chefe de gabinete do Pres. Câmara de Peniche, ex-director do Centro de Formação de Peniche, professor do 1º ciclo; Curso de Administração Educacional, 1 mandato interrompido num CE).

Adjuntos:

  • David Miguel Martins Caetano (Agrup. de Escolas de Atouguia da Baleia, 2º ciclo, grupo EDF).
  • Ana Cristina da Costa Oliveira (Esc. Sec. Peniche, grupo Port/Inglês).
  • Maria Inês de Paula Fernandes (Educadora, QZP,  Biblioteca dos Arneiros, Dirigente sindical da FNE)

Como se percebe é essencialmente um grupo de pessoas sem qualquer ligação ao Agrupamento, à excepção de uma colega educadora, nem de propósito dirigente (e não mera delegada) sindical.

A experiência na área da administração/gestão escolar também se nota ser escassa.

Lindo.

(e por favor, moderem a linguagem os mais acelerados porque não é ser politicamente correcto é achar que não é à bruta que as coisas se dizem melhor…)

dn3abr09

Diário de Notícias, 3 de Abril de 2009

Descrição chegada por mail, com identificação do emissário e da escola/agrupamento em causa, mas com um pedido inicial de não divulgação. Por achar que é tempo de se saber que situações como esta há muitas e só não são divulgadas por receio de novos assaltos, pedi para a reproduzir. A autorização chegou, com pedido de reserva de identificação da escola. Por enquanto…

Santo Onofre 2 – No Agrupamento ****** aguardamos a mesma decisão.

Em recente reunião com a DRELVT o(a) presidente de CE foi informada que lhe seria aplicado este mesmo procedimento, pelo que não é surpresa para nós. O formalismo é o seguinte: dia 31 de Março a escola devia comunicar oficialmente à DRELVT que não foi constituído o CGT e no seguimento o CE será destituído e nomeada uma CAP. Assim que tiver conhecimento de novidades, comunico de imediato. Temos levado isto na desportiva e até fazemos piadinhas sobre o assunto. A única diferença é que no nosso caso os mandatos já terminaram há um ano.

A nossa escola tem tido um ambiente apesar de tudo bastante bom. O CE é totalmente solidário com os professores e aberto às nossas opiniões. O(A) presidente tem tentado um equilíbrio insustentável de não entrar em ilegalidades ao mesmo tempo que minimiza as consequências negativas para os professores.

Não temos CGT, apesar de 3 convocatórias. O RI não foi revisto, foi remendado por 3 vezes de urgência (regime de faltas dos alunos, ADD e reformulação dos departamentos). Chamámos-lhe “adendas” ao RI e o nome já foi validado pela DRELVT. Eu próprio que era presidente da Assembleia demiti-me do cargo sem renunciar ao mandato, para não ter de convocar eleições para o CGT mas sem fazer cair a Assembleia. Ninguém aceitou ficar como presidente, nem professores, nem pais, nem autarcas, por isso o processo de convocatória de eleições passou para o CE. Agora, sem presidente, a Assembleia só reúne extraordinariamente convocada por dois terços dos membros. Também disto a DRELVT foi informada em devido tempo e aceitou tacitamente o funcionamento.

Quanto aos OI, foi o momento em que o ambiente esteve mais aceso entre colegas, porque uma minoria queria entregar. Por larga maioria decidiu-se que ninguém entregava e o CE decidiu formular os OI para toda a gente. Depois pediu para assinarmos os OI, mas só alguns o fizeram (por distracção, sei-o depois de falar com as pessoas).

O meu próximo passo (estou apenas à espera do momento oportuno) é demitir-me da CCAD, onde na última reunião votei vencido contra a homologação da proposta do CE para avaliação dos contratados de 2007/2008, que estavam todos empatados com 10 pontos, mas a quem tinha de ser aplicada a quota.

Não temos certamente os mesmos pergaminhos e prémios da escola de Santo Onofre, mas também temos cabeça para pensar.

Abraço,

OS DEUSES DEVEM ESTAR MOUCOS

O estertor das bombas que vão explodindo aqui e ali neste país de vampiros encapotados em túnicas negras de falsos heróis, são vozes de burro que emudecem a caminho do céu. E consta que, mesmo em Belém , o celestial inquilino Cavaco apenas ouve ruídos surdos de histórias pouco edificantes que vai ignorando para não ter de corar de vergonha.
No BPN jazia há anos, envolta em espessos maços de notas, uma bomba-relógio cujo alcance global dos seus estilhaços persiste guardado no segredo dos deuses. E o seu potencial poder de morte e destruição foi pateticamente ignorado pelo Banqueiro-Mor, Víctor Constâncio, que foi incapaz de a desmantelar em devido tempo. Essa bomba continua com forte potencial explosivo, mas os “deuses” teimam em evitar mais explosões.
No Porto, em Gondomar e no Bessa ouviram-se estalar as bombas cuja pressão destruidora , em vez de deflagrar no Carmo ou na Trindade, feriu de morte o Estádio do Boavista. E há mais Estádios e mais Boavistas por esse país além. Mas os “deuses”, de ouvidos tapados, vão dizendo que não.
Em Lisboa, na mal frequentada 5 de Outubro, a ministra que os nossos senadores( Soares, Cavaco,…) tanto admiram ( menos pela inteligência que pela falsa coragem) contratou, a peso de ouro, na zona franca das amizades, um eis-juíz que, em vez de trabalho sério e competente, lhe deixou ficar, algures num gabinete abandonado, uma bomba-relógio por baixo de resmas de fotocópias. E seguramente haverá mais disto por lá! Mas os “deuses”, de ouvidos entupidos, vão achando que não.
Em Oeiras, uma bomba artesanal, mas de longo e devastador alcance, ecoou agora por todo o país e até na Suíça. Mas as mais altas instâncias, mais preocupadas em manter o status quo da podridão, mantêm os ouvidos tapados, e assobiam pr`ó tecto. .
Em Alcochete a bomba que já detonou parece apenas ter implodido, tardando em explodir deveras. Em Alcochete nada se perde, mas tudo se esconde e se transforma. Há evidências que se negam; velas acesas que se apagam; favores que se revelam primeiro e se negam depois. Espantosas escamoteações da verdade. Investigações que se fingem céleres, mas em contínua desaceleração até ao almejado esquecimento. E o deus de Belém, mudo e quedo, de ouvidos teimosamente ensurdecidos, teima em não ouvir coisa nenhuma.
Em Braga, o Sr. Corrupto Braga Parques acrescentou ao currículo um crime de corrupção activa e tornou-se presidente de uma empresa municipal, com a extraordinária aprovação e complacência do pseudo-socialista Mesquita Machado. E os deuses do Olimpo lisboeta persistem, com teimoso cinismo, na sua “divina” surdez.
E neste absurdo mar de falsos detonadores, em que o ruído é geral e quotidiano só me resta pasmar e dizer : “os deuses devem estar moucos”.

C.R.

Artigo publicado no Diário do Minho de ontem:

A família é uma grande solução para os problemas actuais da escola

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) propôs o alargamento dos horários de permanência dos alunos na escola, entrando “ao raiar da aurora” e saindo no crepúsculo do dia, querendo entregar mais esta tarefa às instituições escolares, afastando, cada vez mais, as crianças dos seus ideais laços afectivos.

Daniel Sampaio, num artigo que escreveu no jornal “O Público”, refere que não consegue conceber “um desenvolvimento da personalidade sem um conjunto de identificações com figuras de referência, nos diversos territórios onde os mais novos se movem (…) não estaremos a remediar à pressa um mal-estar civilizacional, pedindo aos professores (mais uma vez…) que substituam a família?” O mesmo autor compreende a preocupação de alguns progenitores que trabalham o dia inteiro, preferindo deixar as crianças num local de maior confiança, mas é de acordo que se tentem outras soluções.

A escola não pode fazer mais. O professor, além das tarefas burocráticas, lecciona, educa e, em muitos casos, é o principal promotor de regras, querendo o bem-estar dos seus alunos, pretendendo dar-lhes uma formação o mais completa possível. Com todas essas horas na escola, onde está o papel da família? Criem-se condições para que os filhos possam estar algum tempo com os seus pais! Não façam da escola um autêntico “armazém”, fazendo com que as crianças a repudiem, com já está a acontecer! Haja equilíbrio e ponderação e não exageremos! A vida em família é muitíssimo importante, sendo o convívio, a interiorização de regras assimiladas, com o diálogo e o bom exemplo dos progenitores, fundamentais. A escola não pode substituir o papel da família, exceptuando-se alguns casos anómalos que poderão ter uma atenção especial da parte dos professores, como já vem acontecendo, mas haja moderação e arranjemos algum tempo para estarmos com os nossos filhos.

A indisciplina, o absentismo e o abandono escolar só poderão ter alguma solução com a responsabilização da família. Temos o exemplo de muitos alunos (ainda os há, felizmente) educados, estudiosos, responsáveis, respeitadores que chegam à escola com regras oriundas do seu seio familiar, sendo autênticos tesouros que se valorizam, sempre mais, com os diversos agentes educativos a convergirem para a sua verdadeira formação.

Uma petição, há dias na Internet, (www.peticao.com.pt/responsabilizacao) com o objectivo de “incitar a Assembleia da República a legislar no sentido de se criar mecanismos administrativos e judiciais, desburocratizados, efectivos e atempados, de responsabilização dos pais e encarregados de educação em casos de indisciplina escolar, absentismo e abandono” é uma óptima iniciativa para começarmos a pôr travão a tão grandes pesadelos que se vivem hoje nas escolas, sobretudo no desrespeito pelas regras escolares e falta de autoridade dos professores. Os nossos políticos têm que ser sensibilizados para essa questão geradora de grandes abusos em todo o ambiente escolar. Quando é que, noutros tempos, havia violência contra professores ou contra qualquer interveniente no processo educativo? De quem é a culpa? É urgente acabar com isso, tomando medidas capazes, legislando para o efeito e sem benevolência (nos casos de indisciplina, violência… é evidente!) pois sem disciplina, sem educação, sem autoridade dos professores, sem a exigência, sem ordem nas salas, sem gosto pelo estudo e pela escola não se vai a lado nenhum e os pais são a peça fundamental para que esta situação se inverta.

Quantas pessoas ainda hoje recordam aquele tempo em que a exigência e a autoridade dos professores eram factores preponderantes. Ainda, hoje, muitos dos que levaram bofetadas e até reguadas, porque eram malandros, comovem-se ao reencontrarem aquele professor que foi capaz de fazer deles verdadeiros cidadãos, caso contrário entrariam no mundo da ruína. Convençam-se, de uma vez por todas, é preciso tomar medidas para evitarmos uma situação caótica, cada vez mais acentuada, difícil de ser controlada. Os nossos políticos devem legislar e não é com a escola a tempo inteiro, em exagero, e com tanto facilitismo que o problema é solucionado.

Salvador de Sousa
(Professor da Escola Monsenhor Elísio de Araújo – Pico de Regalados – Vila Verde)

Smashing Pumpkins, Tonight, Tonight

Mas então agora temos o dever de participar na governança com as regras definidas por outros?

Tutela acusa professores de Santo Onofre de “não cumprirem dever de cidadania”

O Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, afirmou hoje que o Conselho Executivo do agrupamento de Escolas de Santo Onofre foi destituído e substituído por uma Comissão Administrativa Provisória (CAP) “porque os professores não quiseram participar na governação das suas escolas e não cumpriram um dever de cidadania: o de apresentar uma ou mais listas ao Conselho Transitório”.

“Choca-me que não tirem partido desse direito, mas se é assim que querem muito bem: a escola é pública e o Estado tem a obrigação de assegurar a sua governação nos termos da lei”, disse, em declarações ao PÚBLICO.

Mas afinal, mais adiante, já é um direito?

Choque, choque é certos alguéns armarem-se em pregadores da cidadania com currículos que ficam um bocado a dever à coerência.

Eu sou, por caso, obrigado a concorrer à Junta de Freguesia da aldeia onde vivo?

Algum outro profissional é obrigado a candidatar-se a um órgão de não-sei-quê-transitório no seu local de trabalho?

Mas então a Ministra não disse no Parlamento – eu vi e gravei para não me desmentirem – que era a comunidade local que não queria tomar conta da Escola?

Entendam-se ou isto é uma anarquia. E nós não queremos isso. Apenas a Lei e a Ordem!