Quinta-feira, 26 de Março, 2009


Caro Senhor,
Por ter no sistema duas possíveis vítimas de …sabe Deus o quê, sou obrigado a pedir-lhe aceite este post, se entender conseguir evitar que o mesmo seja “vasculhado”.

Mas… de facto… enjoei  ao assistir a um pequeno extracto da interpelação na Comissão de Educação. Aquelas três figuras  parecem já do Apocalipse.

Reparo que já vem a terreiro, insurgindo-se contra o que se passou hoje no Parlamento, onde a Ministra Maria de Lourdes Rodrigues e Secretário de Estado … Pedreira se deleitaram, agredindo mais uma vez a classe dos Professores, quando questionados sobre o problema da entrega ou não dos objectivos.
Possivelmente os Professores perderam infelizmente esta batalha,  pois tiveram a infelicidade de ter de lidar com uma maioria absoluta completamente cega, prepotente, e classificada com todos os adjectivos sinónimos, abundantemente jorrados em todos os órgão de comunicação social, blogues e rádios.
Só os eleitores poderão voltar a dar alguma esperança a este País, quando em Outubro forem chamados a julgar este Governo, acusado de fazer leis à pressa, mal elaboradas, mal redigidas, confusas e também classificadas abundantemente com adjectivos bem demonstrativos da incompetência de que as faz.
Não há volta a dar. É aguentar e…cara alegre.
Mas…tudo tem limites. E o limite é a vergonha que deve ter alguém com responsabilidades na “governança”.
Foi muito chocado, que ouvi hoje um pequeno extracto da sessão na comissão de Educação. Estão invertidos todos os papéis neste País da maioria mais absolutamente anormal, comandada pelo também bem classificado em adjectivos nosso Primeiro Ministro Sócrates. Embora leigo na matéria, entendo que a Assembleia da República (Deputados) têm por missão fiscalizar o Governo e a acção dos seus membros. Seja, em gira empresarial o Patrão é o Parlamento e os empregados os governantes. Portanto se um patrão aprova uma lei (mal ou bem) o patrão pode perguntar ao empregado se a mesma lei está ou não a ser bem interpretada. E podem surgir dúvidas. Agora não consigo aceitar que se permita que um Secretário de Estado (empregado), não eleito e portanto com um estatuto condicionado, diga para um Deputado (parte da Entidade Patronal), mas eleito meus senhores:-

Sec. Estado Pedreira:- as consequências… são as que vêm na Lei.
Deputado:- !!!!
Sec. Estado:- Não senhor Deputado,… não lhe vou ler a lei. Leia a Lei, leia a Lei.!!!

Se respeito é isto, meus amigos, adeus democracia.

DSA

Ministra da Educação diz que João Pedroso foi “surpresa lamentável”

Maria de Lurdes Rodrigues foi questionada no Parlamento sobre as razões que levaram o Ministério da Educação a contratar por duas vezes um “incumpridor nato”.

Ministra defende contrato milionário do advogado João Pedroso

A ministra da Educação afirmou hoje que João Pedroso reunia os requisitos académicos e técnicos para compilar toda a legislação do sector, mas que em 2005 não podia concluir que o jurista era um «incumpridor nato», como acusou o PSD.

Governo invoca interesse público para impedir suspensão do concurso

O Ministério da Educação entregou uma resolução fundamentada para impedir a suspensão do concurso de colocação de docentes. Mas o secretário de Estado Valter Lemos garante que não irá «deixar passar em claro a atitude irresponsável dos sindicatos» que tentaram suspender o processo e que vai pedir indemnizações aos sindicalistas.

Metro do Porto em falência técnica

Só recorrendo à banca a empresa conseguiu verbas para realizar investimentos em 2008

A Empresa do Metro fechou o ano passado em falência técnica. No Relatório e Contas de 2008, aprovado esta quarta-feira, reitera-se a manifesta insuficiência de apoio do Estado ao projecto, que só avança com empréstimos bancários.

À semelhança do que acontece com outras empresas de transportes, a Metro passou a ter um passivo mais elevado do que o activo, exigindo-se uma intervenção dos accionistas (o Estado é maioritário) para colmatar uma situação que, no limite, pode levar à dissolução da sociedade. O ano de 2008 encerrou com um prejuízo de 148,6 milhões de euros. De pouco valeu o aumento de 9,4% das receitas da operação (chegaram aos 29,2 milhões).

Chega a ser politicamente obscena a forma como o ME, na véspera da ida da tríade ministerial ao Parlamento, preparou a divulgação dos dados da IGE sobre a organização do ano lectivo, saindo como destaque para a imprensa um valor com vários zeros sobre gastos excessivos com horas extraordinárias e horários mal construídos.

Sendo algo que idealmente não deve acontecer, o valor em causa é uma gota no mar imenso das derrapagens financeiras do Estado.

Ministério investiga escolas sem casos de violência

Elementos da Unidade de Missão para a Violência nas escolas estiveram ontem a investigar escolas que não relataram qualquer incidente em 2007/08, apesar de estarem em áreas de criminalidade crescente. Entretanto, o DN visitou as três escolas com mais casos, todas da Grande Lisboa, e ouviu relatos de agressões à dentada e com lança-chamas improvisados.

Há escolas do País que não tiveram casos de agressões no ano de 2008 ou que, pelo menos, não os apresentaram nos registos enviados ao Ministério da Educação (ME). Algumas, situam-se nas zonas mais problemáticas dos grandes centros urbanos.

O gabinete da João Crisóstomo terá achado estranho que tais estabelecimentos de ensino não tivessem reportado um único incidente e quer saber o que aconteceu.

A ministra Maria de Lurdes Rodrigues enviou ontem para o terreno várias equipas da Unidade de Missão para a Violência com o objectivo de investigarem o historial dos estabelecimentos. Segundo apurou o DN, elementos destas equipas, constituídas por profissionais do ME, GNR e PSP) visitaram ontem de surpresa algumas escolas, na Margem Sul, nomeadamente na Amora e no Seixal.

Aliás, segundo o Relatório de Segurança Interna – que hoje será aprovado em Conselho de Ministros – a criminalidade violenta no país aumentou 10,7%. E alguns dos concelhos onde este crime subiu são precisamente os das escolas que nada reportaram. Por exemplo, em Setúbal, onde se localizam parte daquelas escolas, a criminalidade violenta e grave aumentou 22%, apurou o DN.

Podem ser boas ou mesmo excelentes práticas.

Ou apenas tratar de forma sossegada da vidinha, para ver se ninguém dá por nada.

Por caso acho importante que se perceba qual das hipóteses se aplica.

Ra Ra Riot, Ghost Under Rocks

« Página anterior