Domingo, 22 de Março, 2009


Lilly Allen, Alfie (num mundo sempre pop…)

emplastrotinozemaria

E no caso deles é uma profunda injustiça.

Militar diz que foi punido por pedir estatuto de trabalhador-estudante

Um sargento que solicitou o estatuto de trabalhador-estudante deverá cumprir em breve três dias de detenção, disse hoje o advogado do militar, Paulo Encarnação.

“A menos que o recurso hierárquico consiga revogar a pena, terá que cumprir os três dias de detenção”, afirmou o advogado de A. S., que é militar no Centro de Recrutamento do Porto.

O advogado garantiu que o seu cliente “apenas” exerceu o direito de petição sobre o estatuto de trabalhador-estudante, “direito que lhe é permitido por lei, junto do Ministério da Defesa Nacional, por despacho expresso do próprio ministro”.

Sei que o aviso é com boas intenções, mas que se lixe.

o-deserto-da-educacao011-2009(c) Luís Cruz Guerreiro e Paulo Guinote

Conseguido a partir de um comentário num post mais abaixo:

Os Presidentes dos Conselhos Executivos reunidos em Lisboa, continuam a manifestar a sua preocupação na defesa da Escola Pública.
A não suspensão do modelo em vigor, proposta em ocasiões anteriores é susceptível de inviabilizar, no espaço da actual legislatura, a construção de um sistema de avaliação de desempenho docente digno e justo.
Conforme assinalámos a seu tempo, a aplicação em curso do modelo de avaliação esgota-se num conjunto de procedimentos de natureza administrativa que não cumprem os princípios e finalidades da avaliação do desempenho dos docentes.
As objecções e as reservas anteriormente manifestadas em relação ao modelo de avaliação estão, assim, a ser confirmadas na prática.
Neste quadro de análise, a leitura da legislação no que respeita à entrega dos objectivos individuais, determina a recusa, pelos Presidentes dos Conselhos Executivos, da adopção de medidas arbitrárias que possam, de alguma forma, penalizar os docentes.
Os Presidentes dos Conselhos Executivos aqui presentes reafirmam a sua total disponibilidade para contribuir na construção de soluções de avaliação do desempenho docente sérias, credíveis e justas.
Por considerarem importante promover a uniformização de medidas – já de si ferida pela adopção diferenciada de procedimentos nos Açores e na Madeira – entendem ser indispensável divulgar e fazer subscrever junto de todas as escolas do País a posição aqui assumida.

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Após várias tentativas é esta a resposta obtida no site da DGRHE para quem quer concorrer. Os que têm sorte dizem que a aplicação está lenta.

Cá por casa, pedimos desculpa por esta interrupção, mas volte mais logo.

Maravilhoso mundo tecnológico.


Blancmange, Living on the Ceiling
China Crisis, Wishfull Thinking

Agora que se aproxima o final do 2º período há questões que deveriams er equacionadas com seriedade por todos os envolvidos, acaso alguns deles estivessem para levar isto mesmo a sério.

  • Até que ponto o ME está disposto a manter a farsa em que se transformou o processo de Avaliação do Desempenho Docente apenas com objectivos eleitorais. Só que for muito crédulo acreditará que esta avaliação será feita de forma credível e servirá para distinguir efectivamente o mérito. O que se passa é uma imensa manta de retalhos de metodologias, que não é fruto de nenhuma «autonomia» mas sim de uma completa falta de preparação técnica, de uma descoordenação das indicações dadas ao longo do tempo, de uma incapacidade política para assumir a responsabilidade pelo evidente fracasso e, por fim mas não menos importante, um imbróglio legislativo lamentável.
  • Até que ponto estão os sindicatos e movimentos independentes de professores disponíveis para levar a «luta» para patamares de radicalização que alienarão grande parte da opinião pública e agravarão fenómenos de afastamento da comunicação social como se verificou nestes últimos fins de semana com os encontros realizados dia 14 em Leiria e ontem em Lisboa. O mesmo se diga quanto à realização de manifestações de descontentamento convencionais sem uma eficaz auscultação da situação nas escolas e, principalmente, realizada por quem ainda tenha um crédito de credibilidade mínimo junto da generalidade dos docentes.
  • Até que ponto estão os diversos agentes institucionais envolvidos (partidos, Parlamento, CCAP, CNE, Provedoria de Justiça, Tribunal Constitucional) disponíveis para assumirem as suas funções e responsabilidades em prazo útil para que este processo de ADD não se transforme numa enorme confusão que afectará gravemente não apenas o final deste ano lectivo como o arranque do próximo. Porque é isso – seja qual for a proporção dos que não acabem por (não) entregar os OI, existindo ou não penalização para tal acto – que se adivinha neste momento, colocando definitivamente em risco o clima na larga maioria das escolas e quebrando o espírito de coesão essencial para um bom trabalho de equipa em prol dos alunos.
  • Até que ponto estão os professores, individualmente e sem o conforto das multidões, dispostos a manter atitudes de coerência e sacrifício em defesa de uma causa que os mobilizou de forma massiva até há pouco tempo. E envolvo nisto não apenas avaliados como avaliadores e PCE que sempre se mostraram avessos ao modelo de ADD (indo a manifestações, fazendo greves, participando em iniciativas de diversos outros géneros) mas que a certa altura parecem estar disponíveis a passar um pano sobre tudo isto e, em nome da não-rebelião ou em defesa da vidinha, com argumentos mais ou menos válidos, encerrar esta fase da «luta» e esperar que as coisas mudem no próximo ciclo de avaliação.

E lanço estes assuntos para discussão porque me parece que há demasiada gente sensibilizada para voltar às casernas (num sentido figurado, claro) e  enterrar este machado de guerra enquanto parecem esperar que apenas alguns outros tratem de achar uma solução mágica que, de um momento para o outro, permita resolver a situação com danos mínimos.

Era bom que a discussão não fosse feita à pedrada.

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(c) Antero Valério

Warning that new GCSEs will result in higher grades

Head of exam board says retakes will bump up marks as another private school ditches GCSEs for alternative exams

The introduction of new GCSEs in September is likely to lead to more pupils getting higher grades because they will be allowed to retake modules to improve their marks, the head of the UK’s largest exam board has warned.

There needs to be a national debate about the value of exams ahead of the reforms so that people understand why grade patterns might change – as has happened in every other country that has adopted the modular GCSEs, Mike Cresswell, head of the AQA, said today.

Cresswell’s warning comes as another leading private school, Wellington College, announces that it is to ditch GCSEs because of concerns they are getting too assessment-driven.

Wellington College’s headteacher, Anthony Seldon, said today he made the decision to teach pupils the middle-school version of the International Baccalaureate because GCSEs had become too much about passing exams and not enough about exciting learning.

September’s overhaul of GCSEs is the biggest single change to the qualification since it was introduced in 1988. The plan is to remove coursework and introduce a modular system, allowing pupils to retake chunks of the course.

Não é só por cá que se imaginam maneiras para melhorar artificialmente os resultados. A lógica subjacente a ideia não está muito longe daquela que permite entre nós, no Secundário, andar a saltar de disciplina em disciplina até se encontrar a média certa, dando-lhe o nome exótico de permeabilidade.

Já agora fica aqui o testemunho, publicado no The Times, do director do colégio referido nesta notícia.

Desculpem a digressão, mas ontem vimos – pela enésima vez – como no nosso país como são oficialmente considerados os melhores do seu ofício – neste caso com credenciais internacionais e tudo – indivíduos que cometem os erros mais grosseiros, anos a fio, com a complacência generalizada.

Calabote: 50 anos depois

Pode ter sido menos ostensivo, mas foi igualmente vergonhoso.

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Público, 22 de Março de 2009

Mais grave do que fazerem o que fazem é quererem fazer acreditar aos outros que somos todos idiotas. Haja um mínimo de decoro.

Onde é que já ouvimos dizer que o que fizeram foi só cumprir ordens?

Há professores contratados que ensinam em 4 escolas e fazem centenas de quilómetros por dia para leccionar