Sábado, 21 de Março, 2009


São os Homens da Luta, em vez da música habitual.

Número de ocorrências registadas nas escolas diminuiu significativamente em 2007/2008

O número de ocorrências registadas por escola diminuiu significativamente em 2007/2008, pelo segundo ano consecutivo, sendo de salientar que, na grande maioria dos estabelecimentos de ensino (90,9 por cento), não se registou qualquer incidente.

Os dados divulgados pelo Programa Escola Segura evidenciam uma redução significativa do número de ocorrências por escola registadas no ano lectivo de 2007/2008, relativamente aos dois anos lectivos anteriores.

Mais agressões nas escolas

O ano lectivo 2007/2008 registou um aumento do número de agressões a alunos (20,6 por cento) e professores (11,3 por cento), tendo-se verificado mais 225 actos de violência sobre os estudantes e mais 21 contra docentes que no ano anterior, totalizando, respectivamente, 1317 e 206 casos. Lisboa (513 casos), Porto (340) e Setúbal (168) são as cidades com maior número de ocorrências registadas pelas forças policiais.
(…)
CASOS QUE DERAM ORIGEM A QUEIXAS ÀS FORÇAS POLICIAIS

2006/2007

808 – PSP
653 – GNR
64 – CPCJ (Comissão Protecção de Crianças e Jovens)

2007/2008

1212 – PSP
778 – GNR
224 – CPCJ

Mas é curto e confirma a ideia que eu tenho  – e não é só minha – que há muita gente que só deitar isto para trás das costas e pensar em outra coisa.

180 escolas rejeitam penalizar docentes que recusem entregar objectivos

Cerca de 180 presidentes de conselhos executivos debateram a avaliação dos professores e definiram princípios para criar uma associação de dirigentes de escolas públicas, reafirmando que a lei não os obriga a penalizar docentes que recusem entregar os objectivos.

Fernando Elias, um dos porta-vozes do grupo e professor do agrupamento de Escolas de Colmeia, em Leiria, disse à Lusa que o encontro em Lisboa reuniu 180 pessoas, de um conjunto de 1.200 presidentes de conselhos executivos.

Desta reunião saiu o entendimento de que a legislação actual “não permite que os conselhos executivos possam praticar medidas que penalizem os docentes” casos estes não entreguem os objectivos.

“Nada na lei obriga à entrega de objectivos”, continuou o professor. Por isso, “não estamos obrigados a aplicar medidas” penalizadoras sobre os professores que não o façam, acrescentou.

Adiando para mais tarde a criação de uma associação nacional de dirigentes de escolas públicas, Fernando Elias disse que foram explicitados hoje os princípios dessa associação e que foi criada uma equipa para estudar propostas na área de um modelo de avaliação para a escola pública.

“Não representamos um movimento de rebelião, mas sim de disponibilidade” para criar uma melhor escola pública, afirmou o mesmo porta-voz, chamando a atenção para o facto do grupo não representar “nenhum movimento político-partidário”.

“Continuamos a achar que a melhor solução teria sido suspender o modelo de avaliação”, afirmou, notando que “não se antevê que na actual legislatura se consiga implementar o modelo”.

Esse modelo é de cariz “meramente administrativa”, descuidando a componente pedagógica, frisou Fernando Elias.

Mas isto é apenas sublinhar aquilo que é óbvio. E se isso é óbvio, então é óbvio que o simplex está todo errado e é ilegal à luz do ECD.

O resto é uma mistura entre o uso do condicional para afirmar que «teria sido suspender o modelo de avaliação» e a declaração da impossibilidade de o implementar nesta legislatura (o que também é óbvio, nem que seja porque todo o processo termina em Dezembro).

Há por aqui muitas meias-tintas.

Já pensaram que demitirem-se a esta altura do campeonato, candidatando-se a Directores com o apoio dos corpos docentes, poderia ser um golpe político fortíssimo?

A mim não me parece que pudesse, a esta altura, arranjar boys and girls para os substituir a todos e muito menos para os fazer escolher ou nomear directores.

A vantagem é que esta medida for para levar em frente e representando cerca de 15% dos PCE em exercício, isto vai naturalmente criar pressão sobre a adesivagem mais militante.

A partir do site da Lusa (sem link para não assinantes):

Presidentes de escolas rejeitam penalizar docentes que recusem entregar objectivos

Cerca de 180 presidentes de conselhos executivos debateram a avaliação dos professores e definiram princípios para associação de dirigentes de escolas públicas.

albino-almeida-noticias-dn

Diário de Notícias, revista NS, 21 de Março de 2009 (cortesia do João B.)

Fica tudo a brincar aos músicos, aos engenheiros, aos consultores, à apanhada. Bem me parecia que A. A. não estava preocupado com a melhoria das aprendizagens, mas tão só com um enorme ATL feito á medida da desregulação dos horários de trabalho.

Ainda gostava de saber como é que muitas crianças poderão ficar a praticar desporto quando a esmagadora maioria das escolas do 1º CEB e Jardins de Infância não têm quaisquer equipamentos ou espaços adequados para isso ser feito em segurança.

Mas isso são detalhes, claro. Desde que a porta esteja aberta é o que interessa.

E também ó bvio que as famílais «mais abastadas» deixam os seus filhos a «brincar» nos colégios privados. Exactamente.

Turin Brakes, 72

sontag

Não aprecio excessivamente como ensaísta e confesso que pouco como romancista, mas tem uma vida extremamente interessante e esta é uma introdução, na primeira pessoa, ao seu período inicial.

Porque o ME anunciou ter encomendado os estudos essenciais para a revisão do modelo de avaliação (e do próprio ECD) ao CCAP e à OCDE, a Maria Lisboa enviou-lhe o Parecer Preliminar do Doutor Garcia Pereira.

Eis os talanitos côderosa a comprovári:

talanitoccaptalanito-franca1

Escolas normais para crianças com trissomia 21

Num raro acesso de lucidez sobre questões educativas, Henrique Monteiro escreve hoje no Expresso o seguinte:

Confesso que não sou extraordinariamente dotado para entender as subtilezas da nossa Educação [começa bem]. Mas, por mais que me esforce, não entendo por que razão há ciganos à parte e deficientes integrados.

E conclui, como se não tivesse dado ainda por nada ao fim deste tempo todo:

O que me choca é a farsa igualitária que o Ministério da Educação representa (no fundo para poupar dinheiro com o ensino especial). Se deficientes são integrados em turmas normais, porque estranho motivo se deixam ciganos à parte?
Confesso que só tenho uma resposta: o nosso sistema de ensino, determinado pelas DREN deste mundo, não tem regras de bom senso. Baseia-se numa ideologia tosca, parola e ignorante que não procura – mas prejudica – a excelência no ensino.

Bem vindo ao mundo real, caro director Henrique Monteiro. Já não era sem tempo que via pelo menos um pouco de luz, embora acredite que para outras matérias continue estremunhado. Desde logo porque difere as responsabilidades para os alvos fáceis, poupando os alvos verdadeiramente responsáveis por isto.

untitled-114

Recorte da edição online (em papel é ao alto de toda a página), graças aos préstimos do Maurício Brito.

Violência sobe para polícias e desce para ministros

Os ministros da Administração Interna e da Educação anunciaram ontem uma descida de 14% nos casos de violência nas escolas e nas imediações. A PSP, no entanto, registou um aumento de 18%.

Claro que após tanto tempo de preparação, os dados do ME não iriam ser outros, pois não? Seria sinal de grossa incompetência. É só fazerem como com o bullying e limparem as estatíticas das ocorrências que consideram não se enquadrar nos conceitos usados.

Aliás o que significa «violência»? Depende da perspectiva…

exp21mar091

Por onde começar?

Pela ameaça de nega do amigo Chávez?

Pela Comissão de Ética e pela discriminação positiva?

Pelo Provedor?

Pelo Carrilho?

Pelos números das manifs?