Quinta-feira, 19 de Março, 2009


The Editors, Bones

Escolas levaram «preocupações» junto do Conselho Nacional

Vários representantes de escolas transmitiram hoje ao Conselho Nacional de Educação as suas preocupações com os últimos desenvolvimentos na aplicação do modelo de avaliação de desempenho.
(…)
«Esta batalha de eventuais penalizações contra professores que não entregaram é uma batalha estéril que não conduz a nada», disse, acrescentando que no ano passado não havia objectivos individuais e os professores contratados, bem como os que estavam na altura de progredir «foram avaliados».

«Para bem das escolas e do sossego do trabalho a fazer é fundamental que se esclareça que os conselhos executivos têm condições para fazer a avaliação sem objectivos individuais», afirmou.

Para a professora, nesta altura «era muito importante que não houvesse diferença de escola para escola».

«Não estamos a pedir a suspensão. Cumpra-se a lei, mas com bom senso», apelou, referindo-se ao ano lectivo em curso. Para os próximos anos, o objectivo é recolher propostas de avaliação de desempenho que possam ser defendidas junto da tutela.

Realmente porque será que ainda há uns quantos irredutíveis que se andam a chatear com isto?
Mas então aceitam o modelo de avaliação? É isso? Os OI é que não sei o quê?
Estão a render-se a troco de?
Ou sentiram o lume a chegar perto?

BE agenda para sexta-feira debate de actualidade sobre avaliação de professores

O Bloco de Esquerda (BE) agendou para sexta-feira um debate de actualidade no Parlamento sobre a avaliação dos professores, face à falta de esclarecimentos do ministério da Educação sobre os procedimentos a adoptar neste processo.

Segundo o grupo parlamentar do BE, o debate marcado para esta sexta-feira decorre “no momento em que a discricionariedade das medidas adoptadas pelo Ministério da Educação tem condicionado o trabalho dos docentes e a qualidade da educação”.

Para o BE, em causa está “a absurda disparidade das soluções adoptadas pelas diferentes escolas sobre a avaliação de professores”, que tem vindo “a agravar a profunda instabilidade que se vive nas escolas portuguesas”.

“Há professores a receber, e outros não, notificações ameaçando que serão penalizados na sua carreira caso não entreguem os objectivos individuais”, exemplificou o Bloco.

Por outro lado, sustenta a bancada bloquista, uma delegação representativa dos conselhos executivos de mais de 300 escolas pediu à Comissão Parlamentar de Educação esclarecimentos sobre os procedimentos a adoptar na avaliação dos docentes, “a que o ministério da Educação se tem vindo a furtar”.

Já esta semana o PSD reclamou a presença com urgência da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no Parlamento, para pedir esclarecimentos sobre eventuais consequências para professores que recusem entregar os objectivos individuais.

Não se esforcem muito, é a autora da biografia do menino d’oiro.

Anúncio publicitário da Antena 1 critica manifestações e irrita sindicatos

«A manifestação é contra si»?
E por onde anda a ERC quando precisamos dela?

Governo aprova regime para docentes reformados que queiram ser voluntários

Na Visão de hoje vem a notícia de um relatório que demonstra o descalabro das reformas na área da Saúde – aquelas, já notaram?, que alguns opinadores tipo MST continuam a enaltecer.

Eu gostaria que um estudo independente a sério analisasse as reformas na área da Educação. E se pudesse ser, gostaria que analisassem daqui por uns tempos os efeitos desta iniciativa peregrina do «voluntariado» dos docentes aposentados.

Só para saber quantos daqueles que fugiram a sete pés perdendo dinheiro, estão dispostos a voltar de borla. E só para confirmar até que ponto há gente mesmo doida.

Habla usted portunhol?

Já é constrangimento o sentimento dominante de quem tem que falar do actual Ministério da Educação. Lurdes Rodrigues e a sua inimaginável dupla de secretários de Estado, mais a famosa DREN, tornaram-se, com efeito, uma verdadeira mina para os jornais e para o anedotário educativo. E cronistas pouco imaginosos como eu têm a estrita obrigação de, no final do seu mandato, lhes deixar uma eternamente grata coroa de flores no assento etéreo onde subam (ou desçam, pois não se vê que possam subir mais, mesmo num Governo PS).

Agora é o secretário Valter Lemos substituindo-se às universidades e “profissionalizando” como professor de Espanhol qualquer diplomado em outro curso de línguas (e até em Antropologia ou Sociologia…) que se disponha a receber umas luzes de Espanhol simplex tipo Novas Oportunidades, talvez até por correspondência ou, quem sabe?, por fax. De uma penada, e por portaria, o secretário de Estado revoga o decreto-lei 43/2007 e a propalada “exigência” na formação dos professores e contribui para o enriquecimento curricular do Básico e Secundário com mais uma disciplina, o Portunhol.

Ministra explica quarta-feira consequências da não entrega dos objectivos individuais

A ministra da Educação vai ser ouvida na próxima quarta-feira na Assembleia da República, para explicar as eventuais consequências da não entrega por parte dos professores dos objectivos individuais, no âmbito da avaliação de desempenho. Fonte da Comissão de Educação e Ciência do Parlamento disse que Maria de Lurdes Rodrigues será ouvida no dia 25, a partir das 09h30, na sequência de um agendamento potestativo do PSD.

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