Terça-feira, 17 de Março, 2009


Eu acho que sei, da fonte mais segura possível, que um certo alguém viu o seu trabalho reconhecido pelas devidas instâncias, que não sei se são superiores. Também não sei se foi por causa deste bichinho.

Excelente texto que demonstra a minha profunda inadequação capilar para a condição de titular:

Cabelo e Barba

gemeas

Escolas recusam-se a processar professores

Ministra remeteu para conselhos executivos decisões sobre penalizações

Presidentes sentem-se confusos e reclamam orientações do Ministério

“O Ministério da Educação quer passar para as escolas a responsabilidade de punir os professores que não entreguem os Objectivo Individuais (OI) porque também não encontra respostas” para este problema. É assim que Rosário Gama, presidente da Escola Infanta Dona Maria, em Coimbra, interpreta as afirmações da ministra sobre caber às escolas decidir que sanções aplicar a quem não cumprir esta fase do processo. Mas se a responsabilidade recair sobre as escolas, uma coisa é certa: muitas não encontram base na lei para punir os docentes.

Em entrevista ao Jornal de Notícias, a governante disse que “pode ou não haver penalizações” e que “isso será com cada escola”. Para os presidentes dos conselhos executivos contactados pelo DN, é da competência dos estabelecimentos de ensino instaurar os processos disciplinares mas cabe ao Ministério esclarecer se há razões para o fazer. Muitas escolas entendem que não e outras continuam à espera que a tutela esclareça este tema polémico.

“O ónus dessa decisão não pode ficar nos ombros mais ou menos espadaúdos de quem exerce o poder nas escolas. Uma das nossas responsabilidades é cumprir a lei, mas a lei tem de ser clara. Convinha que não sentíssemos que andamos a fazer o trabalho sujo”, diz Isabel Le Gué, porta-voz de um grupo de presidentes de escolas que contestam a avaliação. As palavras de Maria de Lurdes Rodrigues deixaram-na perplexa. “Estas questões são tão determinantes na carreira dos professores que não podem ser decididas por cada escola”, reforça.

Ou seja, “não é justo para os professores umas escolas procederem de uma maneira e outras de outra”, salienta Eduarda Carvalho, a presidente do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares. Aliás, só o risco de não ser avaliado já é uma penalização enorme, uma vez que implica não progredir na carreira, lembra.

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(c) Antero Valério

PROmova: reflexão sobre o Encontro Nacional de Professores em Luta e divulgação das propostas aí aprovadas

Gosto especialmente da parte em que, para disfarçar inabilidades próprias, se atiram farpas aos comentadores sem os nomear numa estratégia nada diferente de outras. Ao menos eu quando critico dou os nomes às criaturas, sejam eles os bois ou outros.

A circunstância de alguma comunicação social ter veiculado informação parcelar e ter trivializado a variedade e a relevância de muitas das propostas aprovadas, ofuscando-as com a enfatização excessiva da ideia do crachá contra este PS, proposta que nem sequer partiu de nenhum movimento, deve levar-nos, no futuro, a investir numa gestão mais eficaz da informação e dos contactos com a comunicação social. Até para não dar azo a que alguns activistas da tecla se precipitem no juízo e, depois, tenham que se escudar em argumentos estapafúrdios de quixotescas e alucinadas dissidências, que acreditamos não estarem a leilão, mas que também nenhum dos movimentos manifestou interesse em licitar.

Se eu não tinha razão em apontar a falta de tacto da estórinha do crachá porque será que na barra lateral do blogue se lê agora:

Para não ferirmos legítimas sensibilidades vamos propor ao ©ProtestoGráfico a alteração do texto dos crachás, pois o alvo não é o PS, mas este PS de Sócrates

A menos que retirem de lá o texto, como se costuma passar com as reescritas da história.

Por mim fecho este capítulo, assinalando apenas que neste mundo todos se acham acima de qualquer crítica (em alguns dias até eu!), acusando de estapafúrdios os argumentos alheios quando seriam bom perceberem porque foram trivializados. Sobre isso parece que se passa uma esponja.

Fotógrafos rigorosamente vigiados no Congresso do PS

Na manhã seguinte à abertura do Congresso do PS, em Espinho, um assessor socialista mostrava-se radiante com a estratégia seguida para não terem deixado entrar os fotógrafos na zona reservada aos congressistas, na grande área do pavilhão. O que até hoje, em democracia, sempre aconteceu em todos os congressos de todos os partidos.

O resultado estava estampado nas páginas dos jornais da manhã de sábado: ali estavam as imagens neutras, bonitas, todas iguais, que davam a ver de frente o chefe projectado no grande vídeo-hall, a dimensão espectacular do congresso, sem haver fotografias intencionais que pudessem pôr em causa a solenidade da abertura.

Os fotógrafos, guardados por um assessor, foram autorizados a deslocarem-se ao meio do pavilhão, junto a uma câmara que dava de frente Sócrates a discursar. Puderam lá estar três rigorosos minutos, e voltaram escoltados de novo pelo assessor, para o lado mais distante do palco. No futebol está-se mais perto da baliza oposta do que ali durante a oratória de Sócrates.
A domesticação da imprensa visual funcionou. O Congresso foi visto de costas, não havia expressões de militantes enfadados, não se sabia onde estavam ministros e companhia, não havia retratos de conversas aos ouvidos, de olhares, de bocejos. Visto do alto da bancada, a mais de 100 metros de distância, Sócrates mal se via, encandeados que estavam os fotógrafos pela imagem gigantesca reflectida pelo video-hall. Melhor do que na Coreia do Norte, onde Kim Jong II consegue transformar a sua ridícula pequenes num homem aumentado a pantógrafo, de imagem fixa em tecnicolor comunista.

Recuperação de um texto do blogue Instante Fatal de Luiz Carvalho.

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