Movimentos de professores aprovam crachá contra voto no PS e em Sócrates

Mais importante do que isto seria a elaboração de propostas alternativas. Há muito que acho que os chamados «movimentos independentes» devem lutar pela Educação com ideias próprias e não apenas contra alguém. Sabem disso, já lhes disse.

Os movimentos deveriam funcionar como massa crítica ou uma espécie de think-tank e não se deixarem enveredar pela estratégia do «eu sou mais radical que tu».

Quanto ao resto, é compreensível o desejo de pressionar os sindicatos para serem mais activos. Mas nesse caso lembrem-se das velhas questiúnculas de sempre em relação a quem define a agenda da «luta».

No Encontro Nacional de Professores em Luta, foi ainda decidido solicitar aos sindicatos que junto das escolas “discutam as acções a encetar até ao final do ano”, revelou o responsável do Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores, Ilídio Trindade.

Segundo o docente, o objectivo é que os sindicatos “discutam nas escolas com propostas concretas, nomeadamente, se se há-de fazer uma greve às avaliações ou uma greve prolongada, de três dias no mínimo”.

“Terá de ser feito o levantamento da vontade dos professores para se saber qual é a forma de luta mais dura a tomar até ao final do ano”, explicou Ilídio Trindade, sublinhando que uma greve de três dias “tem alguns prós e alguns contras”, não podendo ser decidida “como fazer uma manifestação”, pelo que defendeu a sua ponderação, insistindo na “auscultação dos professores”, se é que as tenho.

Já sei… não estive presente e se acho isto deveria ter ido lá apresentar as minhas ideias. Só que  estes encontros precisam de mais do que discutir a «luta» e passar a promover propostas concretas de políticas alternativas.

Para quando? Porque cada vez que falamos se diz que é já a seguir e depois…

Não se pode ficar apenas por solicitações aos outros para fazerem. É
bom que se auscultem os professores. Mas vai isso ser feito nos moldes
habituais?

E é estranho num dia fazer declarações ao DN a considerar que uma greve às avaliações seria prejudicial e no dia seguinte  colocar essa hipótese em cima da mesa.