Sábado, 14 de Março, 2009


Primal Scream, Shoot Speed, Kill Light

Movimento Portugal Pró-Vida contra educação sexual nas escolas

Este assunto presta-se a imensas abordagens jocosas, apesar da sua seriedade. Eu consigo aceitar o argumento que as famílias queiram contar a hist´roia das abelhinhas e dos passarinhos, mais do pólen, em casa, no remanso do lar.

Agora declararem-se «Pró-Vida» e quererem limitar a Educação Sexual é uma contradição, a menos que a única preocupação esteja relacionada com a divulgação de métodos anticoncepcionais.

Movimentos de professores aprovam crachá contra voto no PS e em Sócrates

Mais importante do que isto seria a elaboração de propostas alternativas. Há muito que acho que os chamados «movimentos independentes» devem lutar pela Educação com ideias próprias e não apenas contra alguém. Sabem disso, já lhes disse.

Os movimentos deveriam funcionar como massa crítica ou uma espécie de think-tank e não se deixarem enveredar pela estratégia do «eu sou mais radical que tu».

Quanto ao resto, é compreensível o desejo de pressionar os sindicatos para serem mais activos. Mas nesse caso lembrem-se das velhas questiúnculas de sempre em relação a quem define a agenda da «luta».

No Encontro Nacional de Professores em Luta, foi ainda decidido solicitar aos sindicatos que junto das escolas “discutam as acções a encetar até ao final do ano”, revelou o responsável do Movimento para a Mobilização e Unidade dos Professores, Ilídio Trindade.

Segundo o docente, o objectivo é que os sindicatos “discutam nas escolas com propostas concretas, nomeadamente, se se há-de fazer uma greve às avaliações ou uma greve prolongada, de três dias no mínimo”.

“Terá de ser feito o levantamento da vontade dos professores para se saber qual é a forma de luta mais dura a tomar até ao final do ano”, explicou Ilídio Trindade, sublinhando que uma greve de três dias “tem alguns prós e alguns contras”, não podendo ser decidida “como fazer uma manifestação”, pelo que defendeu a sua ponderação, insistindo na “auscultação dos professores”, se é que as tenho.

Já sei… não estive presente e se acho isto deveria ter ido lá apresentar as minhas ideias. Só que  estes encontros precisam de mais do que discutir a «luta» e passar a promover propostas concretas de políticas alternativas.

Para quando? Porque cada vez que falamos se diz que é já a seguir e depois…

Não se pode ficar apenas por solicitações aos outros para fazerem. É
bom que se auscultem os professores. Mas vai isso ser feito nos moldes
habituais?

E é estranho num dia fazer declarações ao DN a considerar que uma greve às avaliações seria prejudicial e no dia seguinte  colocar essa hipótese em cima da mesa.

Para quem diz querer preservar a estabilidade do corpo docente, isto quer-me parecer que vai instabilizar milhares de professores, em especial AZP, quantas vezes nessa situação há uma década ou mais:

Olá Paulo
Analise os seguintes dados, sobre o  concurso que esta a decorrer, que um colega me enviou:

dados sobre os concursos todos os grupos

Estão a concurso 19213 vagas
Não contabilizando as vagas negativas, temos:

grupo 100:1075 vagas e 3054 qzp’s saldo negativo:-1979 vagas
grupo 110:9084 vagas e 13982 qzp’s saldo negativo:-4898 vagas
grupo 200:333 vagas e 685 qzp’s saldo negativo:-352 vagas
grupo 210:112 vagas e 187 qzp’s saldo negativo:-75 vagas
grupo 220:337 vagas e 517 qzp’s saldo negativo:-180 vagas
grupo 230:758 vagas e 827 qzp’s saldo negativo:-69 vagas
grupo 240:447 vagas e 564 qzp’s saldo negativo:-117 vagas
grupo 250:129 vagas e 221 qzp’s saldo negativo:-92 vagas
grupo 260:216 vagas e 372 qzp’s saldo negativo:-156 vagas
grupo 290:34 vagas e 0 qzp’s saldo positivo:+34 vagas
grupo 300:565 vagas e 1423 qzp’s saldo negativo:-858 vagas
grupo 310:0 vagas e 0 qzp’s saldo:0 vagas
grupo 320:63 vagas e 76 qzp’s saldo negativo:-13 vagas
grupo 330:325 vagas e 842 qzp’s saldo negativo:-517 vagas
grupo 340:0 vagas e 36 qzp’s saldo negativo:-36 vagas
grupo 350:214 vagas e 0 qzp’s saldo positivo:+214 vagas
grupo 400:370 vagas e 748 qzp’s saldo negativo:-378 vagas
grupo 410:238 vagas e 380 qzp’s saldo negativo:-142 vagas
grupo 420:219 vagas e 405 qzp’s saldo negativo:-186 vagas
grupo 430:129 vagas e 131 qzp’s saldo negativo:-2 vagas
grupo 500:834 vagas e 975 qzp’s saldo negativo:-141 vagas
grupo 510:512 vagas e 736 qzp’s saldo negativo:-224 vagas
grupo 520:607 vagas e 912 qzp’s saldo negativo:-305 vagas
grupo 530:52 vagas e 36 qzp’s saldo positivo:+16 vagas
grupo 540:45 vagas e 14 qzp’s saldo positivo:+31 vagas
grupo 550:606 vagas e 573 qzp’s saldo positivo:+33 vagas
grupo 560:1 vaga e 10 qzp’s saldo negativo:-9 vagas
grupo 600:224 vagas e 315 qzp’s saldo negativo:-91 vagas
grupo 610:9 vagas e 0 qzp’s saldo positivo:+9 vagas
grupo 620:738 vagas e 1007 qzp’s saldo negativo:-269 vagas
grupo 910:865 vagas e 0 qzp’s saldo positivo:+865 vagas
grupo 920:34 vagas e 0 qzp’s saldo positivo:+34 vagas
grupo 930:38 vagas e 0 qzp’s saldo positivo:+38 vagas

Contabilizando as vagas negativas (este é o pior cenário)
grupo 100:saldo negativo:-2067 vagas
grupo 110:saldo negativo:-4900 vagas
grupo 200:saldo negativo:-418 vagas
grupo 210:saldo negativo:-161 vagas
grupo 220:saldo negativo:-236 vagas
grupo 230:saldo negativo:-127 vagas
grupo 240:saldo negativo:-251 vagas
grupo 250:saldo negativo:-148 vagas
grupo 260:saldo negativo:-191 vagas
grupo 290:saldo positivo:+6 vagas
grupo 300:saldo negativo:-1126 vagas
grupo 310:saldo:0 vagas
grupo 320:saldo negativo:-93 vagas
grupo 330:saldo negativo:-727 vagas
grupo 340:saldo negativo:-40 vagas
grupo 350:saldo positivo:+212 vagas
grupo 400:saldo negativo:-478 vagas
grupo 410:saldo negativo:-189 vagas
grupo 420:saldo negativo:-287 vagas
grupo 430:saldo negativo:-192 vagas
grupo 500:saldo negativo:-216 vagas
grupo 510:saldo negativo:-307 vagas
grupo 520:saldo negativo:-357 vagas
grupo 530:saldo negativo:-314 vagas
grupo 540:saldo positivo:+8 vagas
grupo 550:saldo negativo:-30 vagas
grupo 560:saldo negativo:-88 vagas
grupo 600:saldo negativo:-274 vagas
grupo 610:saldo positivo:+8 vagas
grupo 620:saldo negativo:-304 vagas
grupo 910:saldo positivo:+787 vagas
grupo 920:saldo positivo:+7 vagas
grupo 930:saldo positivo:+36 vagas

Abraço

Hugo Quaresma

A INVEJA

Antes de falar sobre a inveja, convém esclarecer o leitor que faço parte dos cem por cento de invejosos que existem à face da terra. E até ando a pensar que isto que sinto por certos senhores e senhoras que nos governam não é outra coisa senão inveja.
Mas sendo a inveja, como é, um sentimento ruim, e, portanto, ilegítimo, então não me parece que este azedume que nutro por Sócrates e outro(a)s que tais, se possa catalogar da mesma maneira. Acho que não. Acho que se trata, neste caso, de INVEJA LEGÍTIMA , pois é compreensível invejar alguém com um alto cargo político quando é visível que quase tudo o que faz redunda em absoluto fiasco.
Espero, com isto, não ofender os que acham que não são invejosos. Talvez esses tenham a sorte de fazer parte do grupo restrito daqueles que, embora invejosos, são os que menos sofrem de azia com o bem – estar ou sucesso dos outros.
Mas voltando à inveja, em abstracto, olhando bem, no estranho mundo em que vivemos, tudo parece funcionar em escala ou em grau. A régua, o cronómetro, a balança ou o termómetro não foram inventados por mero acaso ou divertimento. O mais e o menos ou o muito e o pouco existem no mundo e graduam-no de tal forma que tudo nele é relativo. E, assim como a temperatura do corpo sobe ou desce no termómetro de mercúrio, consoante a febre de cada um, também a temperatura da alma sobe ou desce no termómetro da inveja, conforme a moral de cada qual.
Se olharmos para alguém de “sucesso” e, subitamente, sentirmos um estranho tumulto invadir-nos as vísceras, estará, provavelmente, a irromper dentro de nós um estranho e azedo sentimento a que se convencionou chamar de inveja. E se esse tumulto for tal que venha a rondar os “cem graus” na escala da inveja, eis-nos perigosamente caídos no abismo emocional do INVEJOSO PRIMÁRIO ( ou I.P.).
E quem é o INVEJOSO PRIMÁRIO?
É, por exemplo, aquele adolescente, que não pode com o seu melhor “amigo” , só porque este caiu nas boas graças da bela e desejada moça que os acompanhava ao cinema, e, “ainda por cima, o único amigo, com aquelas orelhas, e aquela testa crivada de espinhas” e ,ele, pasme-se Deus e o mundo, “normalíssimo de orelhas e sem uma única espinha !” Ou ainda aquele outro que odeia, com todas as letras, o colega de carteira, que tem notas altas “porque é marrão!”, enquanto ele “é inteligentíssimo e não passa de um aluno medíocre!”
Mas o INVEJOSO PRIMÁRIO, de tão cego que fica, na escuridão da inveja, nem a própria família poupa na sua investida invejosa, e basta o irmão ou o tio andarem de “burro”, enquanto ele anda a pé, ou a prima e o primo andarem a “cavalo”, enquanto ele anda de burro, para , tanto uns como outros, serem liminarmente acusados de terem roubado o “burro”, ou desviado o “cavalo”.
Mas a inveja, a meu ver, só é autêntica e verdadeira, quando se veste de saia. O grau máximo da inveja não está no tipo que é INVEJOSO PRIMÁRIO. O superlativo da inveja encontramo-lo, com maior e mais saliente frequência, na INVEJOSA PRIMÁRIA.
A INVEJOSA PRIMÁRIA não é apenas primária e invejosa; é as duas coisas mais o máximo que pode existir dentro delas. E isto porquê?
Porque a I.P. não inveja apenas a amiga que lhe arrebatou o namorado, pois, para além de invejar a amiga, ela injuria-a com o que há de mais infame e rasteiro no seu vernáculo ; e, pior do que isso, ela difama-a perante amigas e conhecidas, destruindo-lhe o carácter. A I.P. não diz apenas que a colega de carteira tira boas notas porque é marrona. Diz também que ela copia nos testes; que engraxa as professoras e se “vende” aos professores.
A I.P. é tão primária e tão invejosa que é mesmo capaz de adulterar o carácter do namorado, do companheiro ou do marido, transformando um normal ou inofensivo invejoso, num perigoso INVEJOSO PRIMÁRIO, tal qual ela é.
E, para acabar, diria que se há alguém em quem a INVEJA mais e melhor se manifesta, e mais e melhor encarna o seu poder destruidor, alguém que exemplifique a suprema incorporação da inveja, então só pode ser a Ministra da Educação, que parece ter vindo ao mundo com o exclusivo intuito de destruir o ENSINO, em Portugal, e apenas porque visceralmente inveja a CLASSE que melhor o poderia defender – os professores deste país.

CUNHA RIBEIRO

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Neste caso a oferta foi do autor, Mário Machaqueiro, ou Mário O Vermelho como lhe passei a chamar.

ferrao

Com os devidos agradecimentos ao António Ferrão pela oferta.

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