Quinta-feira, 12 de Março, 2009


É do conhecimento geral a necessidade de formar professores de espanhol, uma vez que o número de professores existentes não chega para colmatar as necessidades que desde há três anos se verificam. O aumento de escolas nas quais a disciplina de espanhol é uma opção é algo que vemos com muito agrado e, como professores de espanhol que somos, com licenciaturas de quatro anos e mais dois anos de pós- licenciatura para obtermos a profissionalização, consideramos a expansão da língua espanhola uma mais-valia para os nossos alunos.

Esta necessidade de formação, deu origem a uma excepção aberta pelo Ministério da Educação para o concurso de contratação 2009/2010 em que, e passo a citar: “Também podem ser candidatos, com habilitação profissional, ao grupo de recrutamento código 350 (Espanhol) os seguintes docentes:

1– Candidatos titulares de uma qualificação profissional numa Língua estrangeira e/ou

Português, que possuam na componente cientifica da sua formação, a variante Espanhol ou o Diploma Espanhol de Língua Estrangeira (DELE) nível C, do Instituto Cervantes.

2– Apenas poderão ser candidatos, os professores com qualificação profissional para os grupos de recrutamento 200, 210, 220, 300, 310, 320, 330 e 340.”

Vimos por este meio mostrar a nossa indignação no que diz respeito a esta excepção, uma vez que gerará uma situação muito injusta para com os professores de espanhol profissionalizados na disciplina, uma vez que poderão ser ultrapassados na lista de graduação e consequente afectação ou colocação por docentes de outros grupos de recrutamento sem habilitação profissional efectiva para a disciplina. Consideramos que é urgente a formação de mais professores de espanhol de forma a responder às necessidades existentes, mas consideramos também que esta formação não pode passar somente pela rapidez mas também pela qualidade. Não queremos de forma alguma pôr em causa a capacidade e a credibilidade dos colegas dos referidos grupos de recrutamento, mas não nos de todo parece viável que lhes seja conferida habilitação profissional para o grupo de recrutamento 350 apenas por reunirem as condições consideradas excepcionais pelo Ministério da Educação. É uma situação injusta também para todos os candidatos licenciados em espanhol portadores de habilitação própria, que por algum motivo ainda não realizaram a profissionalização e para todos os candidatos finalistas, que não poderão concorrer ao concurso de contratação 2009/2010.

A.G.M.

Caro Dr Guinote,

Publiquei recentemente um estudo sobre os efeitos das reformas recentes na educação em termos do desempenho dos alunos no ensino secundário.

Penso que este estudo tem interesse em termos de divulgação junto de um público alargado, para alem do académico.

Os resultados indicam que o desempenho dos alunos no ensino secundario foi prejudicado significativamente pelas alteracoes introduzidas no Estatuto da Carreira Docente.

O trabalho esta disponivel em http://ftp.iza.org/dp4051.pdf e um resumo nao-tecnico em http://economiadaspessoas.blogspot.com/

Obrigado pela atencão.

Dr Pedro Martins

Reader [Associate Professor] in Applied Economics
School of Business and Management, Queen Mary, University of London
Mile End Road, London, E1 4NS, United Kingdom

Research Fellow, IZA, Institute for the Study of Labor, Bonn
Research Fellow, CEG-IST, Instituto Superior Técnico, Lisbon

pmartinspmartins11

Está aqui.

Novas regras para o concurso reforçam a estabilidade do corpo docente

Então como se explica que:

Com vista a uma maior rendibilização dos recursos humanos, todos os docentes dos quadros sem horário atribuído são obrigatoriamente candidatos ao destacamento por ausência da componente lectiva, mantendo-se em bolsa de recrutamento até à sua colocação.

Basta fazerem-se umas habilidades no planeamento dos horários para afastar compulsivamente docentes desta ou daquela escola. mesmo que mais tarde se descubra que afinal os horários existiam já pode não ser a tempo.

Isto vai ser a porta aberta para a completa arbitariedade.

Cake, Sheep Go To Heaven

Um pouquinho depressing, mas…

País ficou mais pobre no final do ano passado

Riqueza criada foi diminuindo ao longo de 2008 e nos últimos meses acabou mesmo por ser negativa.

Não era preciso o INE explicar-nos o que sentimos, mas que o Banco de Portugal não notou, muito menos o primeiro sorridente.

No tal panfleto propagandístico do Ministério pode ler-se:

az5

É coisa para quase 2% da rede de estabelecimentos de ensino!!!.

Mesmo se lhes acrescentarmos as escolas/agrupamentos TEIP que agora podem contratar a gosto ficamos com uns 5% do total.

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