Segunda-feira, 9 de Março, 2009


Uh Huh Her, Explode

Reparem nas partes destacadas, em especial a avaliação ser feita no contexto da «turma» (???) e o uso armadilhado que é feito do entendimento, como sinal de concertação social.

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A obra de propaganda já sabemos qual é.

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O que eu não sabia é que tinha sido elaborada sob o efeito de substâncias estranhas, como é o caso da sublinhada e retirada da página 7, da introdução assinada por MLR.

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Estruturante?
Desta legislatura?

Mas estão a falar de que legislatura, usando o futuro na sequência do balanço dos anos que passaram?

E o que dizer da elevação da «equidade educativa»?

Para mais sobre este assunto espreitar o que já escreveu o José Luiz Sarmento.

Associações de pais do Porto pedem demissão da directora regional de educação

O presidente da Federação Concelhia das Associações de Pais do Porto (FECAP), Manuel Valente, pediu hoje a demissão da directora regional da educação do Norte, Margarida Moreira, acusando-a de “irresponsabilidade” e “incompetência”.

“Parece surda e muda, porque não ouve nada nem ninguém”, acusou Manuel Valente, apontando, entre outros exemplos, a falta de apoio a alunos com deficiência. Segundo os dados hoje disponibilizados em conferência de imprensa pelo presidente da FECAP, existem, em escolas do Porto, “30 alunos” com deficiência auditiva sem língua gestual.

“Na escola do Bom Sucesso existem também sete alunos autistas para uma tarefeira. Se pensarmos que cada autista deveria ter uma auxiliar a cuidar de si percebemos a gravidade da situação”, sustentou. Segundo Manuel Valente, “houve um processo de coacção aos pais para que colocassem os seus filhos nas escolas de referência (educação especial)”.

“Muitos optaram por mantê-los em escolas regulares e hoje estão sem apoios”, afirmou o mesmo responsável, que garante não estar a liderar “nenhuma cruzada política contra ninguém, mas apenas a denunciar factos”. O dirigente da federação disse concordar com “a criação por processos administrativos e burocráticos de escolas de referência”, mas discorda da imposição da transferência dos alunos.

“Ainda não está provado que estas escolas sejam melhores para os alunos com deficiência do que as normais. Não nos lembramos que se tenha efectuado qualquer avaliação dos processos, das dinâmicas e dos resultados das escolas de referência”, acrescentou. E questionou: “Com que direito é que alunos surdos e outros são puramente ignorados e isolados dos seus principais recursos e acesso à condição de cidadania?”.

Segundo Manuel Valente, “estas situações só ocorrem no Norte, porque em contactos com altos dirigentes do Ministério da Educação percebemos que ficam espantados quando lhes contamos estes casos”. “Há uma quantidade enorme de casos sobre os quais vimos há muito tempo a mostrar a nossa insatisfação, mas sem qualquer resultado. A senhora directora regional é irresponsável e incompetente porque não resolve os problemas nem ouve os intervenientes da comunidade educativa”, frisou.

A Federação representa a “totalidade” das cerca de “80” associações de pais do concelho do Porto, segundo Manuel Valente. A DREN escusou-se a comentar as acusações do presidente da FECAP, remetendo para mais tarde uma eventual reacção.

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Em finais de Fevereiro.

Das despesas – neste momento num valor próximo dos 13.500 euros (parecer, conferência de imprensa e conexos) – serão apresentados os dados a quem o desejar, de preferência por mail

Greve não trava exames mas pode atrasar avaliações

A hipótese de os professores pararem durante as avaliações aos alunos do terceiro período está definitivamente em cima da mesa. Apesar de as paralisações na época dos exames estarem limitadas pelo cumprimento de serviços mínimos, os sindicatos avisam que é possível retardar as notas.

Há que relembrar os erros de 2005 que levaram anos a cicatrizar. Há que ter a noção que, por muita razão que se tenha, nem todos os meios são úteis para atingir os objectivos, sendo quase garantido que o mais certo seria os objectivos ficarem irremediavelmente comprometidos.

É estranho ver certas vozes tão inflamadas quando durante tanto tempo foram a imagem da aparente ponderação. Em outros casos trata-se apenas de demonstrar quem é o mais radical dos radicais na forma mais tradicional e conservadora de encarar este tipo de “lutas”.

Falta-me os pergaminhos, eu sei. Mas também sei que alienar a opinião pública e publicada nesta fase do processo seria um erro de consequências enormes por causa de posicionamentos organizacionais e interesses políticos particulares.

E há que atentar no adversário de agora que não o mesmo de há 10 anos.

Para além disso, não estou preocupado em defender posições populares, muito menos as que roçam a demagogia a caminho do abismo. Basta ver o que se passou com os OI durante Janeiro, quando muitos dos que antes andavam de negro e gritavam alto a revolta acorreram a entregar o papelinho.

E é sempre interessante ver a instigar à acção quem não tem de o fazer pessoalmente.

E vá lá, batam-me com força que eu hoje não estou bem disposto.

Eric Clapton & Buddy Guy, Sweet Home Chicago

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