Domingo, 8 de Março, 2009


The National, Slow Show

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Sim, para a próxima lava o bico depois de comer.

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Fotos da Armanda Sousa

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Fotos do J. Costa

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(c) Luís C. Guerreiro e Paulo Guinote

Se bem que desta vez a minha planificação da tira tenha ido para as cucuias, que o artista se apoderou da ideia à sua maneira e lixou-se para o meu minimalismo.

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Já estão traduzidos os dois, mas assim compram-se ambos pelo preço de um. Lamento a quebra de solidariedade com os editores nacionais, mas a crise é a crise.

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A biografia da Patricia Highsmith é fascinante, enquanto os diários da eterna enamorada de James Bond são deliciosos.

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Fotos do Ludgero Brioa.

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Fotos do João Francisco Silva

O que interessa dizer sobre o ‘Magalhães’

(…)
As polémicas em redor do computador Magalhães são exactamente isso, polémicas. A maioria delas evitáveis e desnecessárias, mas que não retiram mérito ao essencial daquela que deve ser considerada uma das boas medidas deste governo e pela qual, não se duvide, muitos portugueses lhe ficarão gratos nas urnas. Permitir que milhares de crianças portuguesas se iniciem nas novas tecnologias e possam não só usar como ter um computador e acesso à Internet (muitos deles, os de famílias de menores recursos, gratuitamente), é pois o que deve ser sublinhado e não certos casos acessórios.

É claro que deveria ter havido maior cuidado e controlo de qualidade nos programas disponíveis neste computador educacional e que não ter detectado atempadamente as centenas de erros de português num jogo didáctico nele disponível é uma falha grave que podia, e deveria, ter sido evitada. Mas tal como as acções de promoção ao Magalhães por parte do Governo se tornaram demasiado propagandísticas (e são as grandes culpadas de o computador se ter tornado no maior foco do anedotário nacional), também os seus detractores caíram repetidamente no exagero e no ridículo.

Em resumo: o Governo é culpado por não ter sido mais exigente em relação à qualidade do produto (tal como por não ter verificado a situação fiscal dos seus produtores), mas neste caso concreto pediu desculpas, assumiu o erro e já apresentou soluções para o resolver. O resto são pormenores. E tentar tirar proveito político deles revela muito de quem o faz.

Este tipo de lógica é interessante porque é muito católico-estalinista: a malta erra, peca, mas depois confessa-se, faz acto de contrição ou penitência e fica com o cadastro lavado.

Errou, não faz mal desde que peça desculpa.

Vamos ser sérios: não estamos falar de coisas de crianças, mesmo se estamos a falar de coisas para crianças.

Errar é humano, mas acertar também
Pedir desculpa após o erro é bonito.
Mas também era muito fixe acertar e não ter de pedir desculpas.

A fiscalização da actividade bancária do BCP, BPN e BPP andou pelas ruas da amargura? Não faz mal. O Banco de Portugal diz que coiso, nem se desculpa e segue tudo em frente.

Há derrapagens de milhões sobre milhões em imensas obras públicas, a última das quais com o aeroporto do Porto (e nos Metros do Porto, Lisboa e Sul do Tejo, na Casa da Música, no… na… etc, etc, etc) ? No ay problema. Era para ser mesmo assim. Desculpem lá qualquer coisinha e já está.

Portanto vamos ao menos ter o decoro de não acusar de serem os maus da fita aqueles que detectam e denunciam o erro.