Sábado, 7 de Março, 2009


Depeche Mode, Wrong

2005-2009: Uma legislatura de mais e melhor Educação

O Ministério da Educação divulgou hoje um ‘AaZ da Educação’, onde se faz um ponto de situação do trabalho feito e dos resultados alcançados nesta legislatura. No texto de abertura, cuja versão integral é aqui disponibilizada, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues salienta que colocar a escola ao serviço dos alunos e das suas famílias e reduzir as desigualdades no acesso à formação e ao conhecimento foram os imperativos deste Governo.

Mário Nogueira: “Está tudo em aberto, até a greve à avaliação dos alunos”

Já sei que há quem me considere demasiado tacticista e até mesmo ponderado, mas eu não gostaria que se repetisse aquela coisa da greve aos exames que levou mais de dois anos a sarar, tamanho foi o tiro nos pés.

Estragar tudo quase no final seria imperdoável, abrindo o flanco para tiradas albinianas-valterianas (e atenção à boca do MST, ainda meio disfarçada, hoje no Expresso) do género «estão os alunos como reféns».

A técnica de começar a gritar mais alto, o mais cedo possível, é capaz de não ser a melhor ideia. Mas que sei eu, que não passo de um gajo sentado à frente de um computador, sem os pergaminhos de décadas de «luta».

Caro Paulo

Penso que o mais importante e preocupante do Decreto-Lei n.º 51/2009, e que até hoje nem dgrhe, nem sindicatos souberam esclarecer, está no preâmbulo: «Por último, face à entrada em vigor da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, adaptaram-se os tipos de vinculação ao novo regime legal, sendo o processo de recrutamento efectuado através da celebração de contrato de trabalho».
Com a entrada em vigor do nº 4, do Artigo 88.º da Lei 12-A/2009, onde diz que:
«Os actuais trabalhadores nomeados definitivamente que exercem funções em condições diferentes das referidas no artigo 10.º mantêm os regimes de cessação da relação jurídica de emprego público e de reorganização de serviços e colocação de pessoal em situação de mobilidade especial próprios da nomeação definitiva e transitam, sem outras formalidades, para a modalidade de contrato por tempo indeterminado.»
Surge a seguinte dúvida: se no concurso de pessoal docente, que se avizinha, um docente, com contrato a tempo indeterminado numa determinada escola, concorrer para outra escola e mudar, que tipo de contrato celebra com a nova escola, mantém o de tempo indeterminado que tinha na escola anterior, ou altera para contrato de trabalho?
Não estará aqui a vingança da senhora ministra?
Porque razão não houve concurso para professores titulares, mas sim transferências?
Recrutamento não será um concurso?
Atenção colegas, a vontade de aproximar de casa (a loucura do concurso) pode levar a que no futuro não tenhamos direito à mobilidade especial.

O pugnador

Afinal está explicado o mistério da estranha escrita da DREN: já está adaptada ao magalhanês.

Cordão humano com milhares de professores acena lenços brancos à passagem pelo Largo do Rato

Ainda não foi adiantado quantos professores participaram no protesto de hoje, em Lisboa, que tinha como objectivo construir um cordão humano entre o Ministério da Educação, na Avenida 5 de Outubro, e a Assembleia da República, passando pela Rotunda do Marquês de Pombal, pela Avenida Braancamp, morada do primeiro-ministro, e pelo Largo do Rato, morada do partido Socialista.

À passagem pela sede do partido socialista os professores gritaram palavras como “aldrabões” e “mentirosos”, acenando lenços brancos, antes de descerem a São Bento onde os vários grupos de delegados sindicais estão a ser recebidos por todos os grupos parlamentares. Inicialmente o PS não tinha confirmado se ia receber uma representação dos professores, mas acabou por também se prontificar a receber a classe.

Às 17h00 está programado um grupo dirigir-se à residência oficial de José Sócrates para entregar um envelope gigante que guarda a carta com as reivindicações dos professores. Sócrates já avisou que não vai estar ninguém para receber a carta mas que a podem deixar com um funcionário.

O cordão humano que os professores promovem hoje em Lisboa não podia ter um significado mais claro: “Os professores estão unidos e vão regressar em força à luta no terceiro período lectivo”, legendou Mário Nogueira, da Federação Nacional de Professores (Fenprof), promotora deste cordão.

O segundo período já acabou?

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Cartoons de Joe Heller, Petar Pismetrovic e Walt Hendelsman

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