Quarta-feira, 4 de Março, 2009


TV On The Radio, Dear Science: Family Tree

A coisa mais espantosa – será? – que se ficou a saber hoje pela manhã é que o ME prima por não responder às questões colocadas pelos elementos da Comissão, em especial nas aparições ao vivo.

Ao contrário do que eu supunha, sobre os OI não está prevista uma deslocação de ninguém do ME à dita Comissão, existindo sim um pedido, por escrito, de esclarecimento sobre as consequências da sua não entrega. O pedido foi subscrito por unanimidade dos elementos da dita Comissão.

Esse pedido tem, ao que nos foi dito, 15 dias para ser respondido. Ainda não foi. Mas parece ser prática comum esse tipo de conduta. Que vai sempre passando impune, pois parece que não há maneira de…

Não estarei a cometer uma inconfidência – visto que a sessão foi pública e estiveram jornalistas presentes – ao dizer que os elementos de todas as forças políticas presentes mostraram um evidente incómodo perante este repetido desrespeito da equipa do ME em relação ao Parlamento.

Se me apanharem que a escrever que tudo decorreu em ambiente de «cordialidade» e «franca troca de impressões» batam-me logo na cabeça porque me faz sentir dentro de um daqueles episódios da vida política envoltos num manto de hipocrisia.

É verdade que houve cordialidade e que foram trocados pontos de vista por todas as partes, excepção feita ao CDS que primou pela ausência.

Foi-nos explicado que a Comissão estava ali para ouvir e não para deliberar nada. Sim, isso eu já sabia. Mas é bom que nos oiçam e que oiçam com atenção, em especial hoje que lá se deslocavam tanto representantes dos movimentos independentes e três desalinhados (a Maria Lisboa, eu e o Teodoro), como os representantes dos PCE das escolas que se têm reunido e têm procurado estratégias comuns de acção contra este modelo de ADD.

Por parte dos visitantes falaram (e esperarei pelo respectivo relato na primeira pessoa de todos eles nos respectivos espaços):

  • Eu, em nome do soviete umbiguista (não apresentado desta forma, claro…, que fiz questão principalmente em sublinhar a necessidade de uma rápida clarificação da situação em torno dos OI e que as escolas em nada estão a beneficiar com esta teimosa forma de implementar o modelo de ADD a todo o custo).
  • O Ilídio Trindade pelo (MUP (que levava uma dispensável gravata vermelha para me provocar).
  • O Octávio Gonçalves pelo PROmova (que se levantou às quatro e tal da matina e merece uma medalha enorme pelo sacrifício pessoal).
  • O Ricardo Silva pela APEDE (que fez as intervenções mais efusivas da manhã).
  • O Jaime Pinho pelo MEP (que teve as tiradas mais acutilantes da manhã, ao considerar acertadamente que isto se tornou uma fraude e farsa imensas).

Do lado dos visitados tiveram a palavra (e faço um resumo muito resumido das intervenções):

  • Pedro Duarte pelo PSD, que reiterou a ausência total de diálogo construtivo do ME com a própria Comissão e as forças da Oposição, sublinhando que tem existido uma completa falta de esforço em obter consensos nesta área da govrnação.
  • Luísa Mesquita, deputada independente, Ana Drago, pelo BE, e João Oliveira, pelo PCP, reiteraram o apreço pela intervenção cívica dos professores ao longo deste processo, nomeadamente aqueles que o fazem em acumulação com as suas actividades profissionais.
  • Luís Fagundes Duarte, pelo PS, confirmou que nem tudo tem estado a correr bem neste processo e que é inegável o conhecimento de que o clima nas escolas está longe de ser o melhor.
  • António José Seguro, m nome da Comissão destacou a receptividade e rapidez com que a mesma tem tentado ouvir todos os intervenientes neste processo.

Mo final houve uma segunda ronda de intervenções e quase diálogo sobre alguns aspectos específicos da situação e da legislação, os quais tentarei abordar em outros posts menos apressados.

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Nada de prática. Ainda não foi desta que experimentei um meio-Windsor em seis movimentos, pois perco-me sempre à terceira voltinha. Um Cavendish em oito movimentos cheira-me a Kama Sutra com um inglês pelo meio.

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(c) Antero Valério

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