Terça-feira, 3 de Março, 2009


Escola e exclusão social

Elementos sobre o estado da Escola Pública 24: laxismo e facilitismo estudantil significa exclusão social

Onde é que será que esta colega leu que o tempo de serviço não conta para efeitos de concurso?

notificasandre

O destinatário não pediu, mas eu eliminei a sua identidade…

VOCAÇÃO OU MOTIVAÇÃO?

Há muito que me apetecia escrever sobre isto. Ao ler o Paulo Guinote sobre o assunto, senti que era a hora. Devia estar quietinho, pois dizer mais e melhor do que o Paulo é tarefa impossível. Mas vou tentar, pelo menos, acrescentar uma pedra ao paredão.
Em primeiro lugar, a vocação, a meu ver, quase nunca rima com profissão. E porquê? Porque a profissão é, por princípio, uma necessidade, uma obrigação ou imposição . Não uma necessidade, ou obrigação, de ser, mas uma necessidade de ter. ter dinheiro para poder comer, vestir, educar e formar os filhos, construir uma casa, etc.. A vocação, quando existe, é uma espécie de fulanização de uma actividade social num entidade pré- , pos- ou hetero-motivada . O médico, por vocação, é aquele que não se cansa de atender os seus pacientes , sempre com a mesma paciência e sem cansaço no seu cansaço; O Juiz , por vocação, é o que examina os processos até à exaustão, e se preocupa com as sentenças que lavra.
Mas quantos médicos , quantos juízes são assim? Bem sabemos que muitíssimo poucos.
É que os médicos ou os juízes que assim procedem não o fazem apenas por puro altruísmo. Fazem-no porque sentem que o seu esforço é reconhecido socialmente. E esse reconhecimento social tem hoje um paradigma, que é o carro de marca, o relógio de marca, a roupa de marca , a casa “de marca”…
E porque será que são tão poucos os vocacionados?
Não será por ausência de motivação?
Ninguém duvidará que a “profissão” onde as vocações mais e melhor se revelam é a de futebolista. Ninguém é profissional de futebol por imposição de quem quer que seja.
Mas vejam como o futebolista, quando não está motivado para um certo jogo em particular, vacila na sua entrega, e perde a sua alegria de jogar.
E já agora , conhecem algum arrumador de carros com vocação?
Para mim, a conclusão é esta: não há vocação sem motivação.

CUNHA RIBEIRO

David Bowie, Rebel, Rebel

cartaz

O casting desta iniciativa parece o de uma sessão do congresso do PS. O contraditório fica à porta para não incomodar.

Convivo bastante bem com as críticas, em especial com as mais aceradas e violentas. Quem se queixar de tal, é melhor fechar a loja e ir à sua vidinha.

No entanto, é impossível deixar de notar como são semelhantes certas formas de se incomodarem comigo, unindo-se na forma e no tom certos discursos para-sindicais e para- ministeriais. Bilros ou Tretas, parece que a pedra no sapato é a mesma.

Agora imaginem que eu, no meu imenso narcisismo, colocava fotos minhas em tudo o que é manifestação na barra lateral do blogue…

O problema, Isabel, é que os espelhos escasseiam em casa quando tanto se querem oferecer aos outros…

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