Sindicatos médicos querem avaliação mas especial

Conflito entre organizações sindicais e Ministério da Saúde está longe do fim
Os líderes dos sindicatos médicos garantiram ontem que não estão contra a avaliação de desempenho mas reclamam apenas que o processo tenha em conta as especificidades da profissão. O secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, apressou-se a esclarecer que é isso mesmo que está previsto: a avaliação levará em conta as “características específicas” do sector, assegurou.
A nova proposta do Ministério da Saúde sobre as alterações das carreiras médicas, enviada na sexta-feira para os sindicatos, prevê a avaliação de desempenho dos médicos, no contexto genérico do sistema da avaliação da administração pública (Siadap), segundo adiantou ontem o Diário de Notícias. Para Carlos Arroz, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), esta notícia é “pura contra-informação” e a comparação com o processo de avaliação dos professores “é absolutamente absurda”.
“Os médicos precisam da avaliação, até porque têm as promoções congeladas há cinco anos porque não são avaliados”, frisou. “Concordamos com a avaliação, mas com adaptações à especificidade da profissão e das várias especialidades”, disse Arroz. Também Mário Jorge Neves, da Federação Nacional dos Médicos, não contesta a avaliação em si, mas sim a aplicação pura e simples aos médicos de um processo que foi “concebido para a área administrativa”. A negociação das carreiras médicas foi interrompida em Dezembro, na sequência do movimento de contestação que levou a ministra da Saúde a prometer alterações às propostas apresentadas. (Público, sem link)

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