Sei que me repito, mas aqui ficam algumas para aqueles que lêem o Umbigo há menos tempo e não conhecem mais em detalhe a minha embirração solene com as soluções de modelo único propostas pelo 75/2008. E nem sequer vou entrar na parte jurídica da coisa.

  • O facto de agora ser obrigatória, e não facultativa, a liderança unipessoal. Antes – de acordo com 115/98 – essa solução já existia a par da colegial. Se foi adoptada por uma minoria de estabelecimentos de ensino porque será agora apresentada como a única possível? Será melhor a escolha de uma única pessoa, a partir de uma análise de tipo curricular,  num colégio eleitoral formado à laia de uma mini câmara corporativa ou a eleição de uma equipa completa com um programa de acção?
  • A contradição entre um modelo de gestão que impõe menos condições para se ser Director do que para se aceder a professor titular, ou seja, em que o potencial avaliado de ontem ou hoje se pode transformar no avaliador supremo de amanhã, sendo que por sua vez terá de responder perante um Conselho geral cuja composição é uma espécie de pout-pourri.
  • A tentação por entregar cada vez mais competências às autarquias, sendo que parte significativa delas está longe de ser um modelo de gestão rigorosa, precisando de sucessivos balões de oxigénio para pagar as rotundas e passagens desniveladas pré-eleitorais. E lá está, o meu problema não é existir a possibilidade, mas sim a tentação da obrigatoriedade.