Reflexões e (in)consequências do Concurso de Mobilidade para Titulares

Movida pela curiosidade espreitei os resultados do Concurso de Mobilidade para Titulares e fiquei a cogitar com os meus botões se, hipoteticamente, tivesse havido Titulares do Departamento a que pertenço a concorrer, poderia ter acontecido que para o seu lugar tivesse entrado alguém muito menos graduado, cuja Titularidade poderia ter sido conseguida com uns meros 70 pontitos (ou menos) e que por força de todas as injustiças, incongroências, arbitrariedades e o “factor sorte”, iria ocupar um lugar que para os que foram opositores ao primeiro concurso, nem sequer tinha chegado a existir.

Estamos perante mais um exemplo de atropelo e ultrapassagem completamente ilícita e imoral, que por certo, terá sido a oportunidade, para alguns, de alcançarem um lugar que nunca teriam conseguido se a carreira não tivesse sido dividida. Dá que pensar!…

Estou perfeitamente indignada, estupfacta e revoltada!

Uma mera professora, com uns meros vinte e nove anos de serviço

Margarida Pires