A notícia suscita-me alguns comentários, que vou evitar, porque não quero ofender ninguém:

Fenprof admite avançar com acções judiciais

Mas há uma parte da notícia que eu não resisto a transcrever:

Sindicatos e tutela fazem agora uma interpretação divergente em relação à execução do modelo, alegando os docentes que se o avaliado não entregar os OI, cabe ao avaliador fazê-lo, porque seria essa a situação prevista caso não houvesse acordo entre os dois.

“São interpretações obtusas da lei”, defende Rui Sousa, insistindo ser ilegítima a recusa dos órgãos dirigentes de fixarem os objectivos e de avisarem que não receberão as fichas de auto-avaliação no final do ano – se o fizerem, a Fenprof accionará processos judiciais, afirmou.

Este tipo de abordagem por parte dos« sindicatos» (deve ler-se no plural ou singular?) deixa-me pasmado.

Mas então há dirigentes sindicais que, querendo a suspensão do modelo como linha política inegociável, depois se preocupam em negociar a implementação concreta desse modelo, querendo mesmo que os PCE imponham os OI a quem decidiu não os entregar?

A mim quer-me parecer que há quem deseje o melhor de dois mundos: recusar a avaliação para efeitos de luta e depois tê-la para asegurar a vidinha.

Pois.

Realmente há quem ande um bocado desorientado. Ou pareça. Ou queira apresentar serviço. Ou não sei o qu~e.

Vá lá, so uma questão simples: recusar este modelo de avaliação só implica recusar aquilo que ela não tem explícita, ou seja, a entrega dos OI, mas depois aceita–se fazer a auto-avaliação e ser classificado?