Caro Paulo Guinote
Aqui vai a posição de cerca de 70 professores deste agrupamento.
Na EBI André de Resende, à qual pertenço, só lamento que muitas destas pessoas assinem o documento e depois entreguem os OI.
Falta de integridade, ou esperar que outros lutem por eles?…
N. Monteiro

DECLARAÇÃO DOS PROFESSORES

DO AGRUPAMENTO N.º 2 DE ÉVORA

Os signatários, fazendo valer o seu direito à avaliação, de acordo com o estipulado pelo artigo 11, N.° 1, do Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, comprometem-se a cumprir todas as funções que decorrem da sua actividade profissional, como sempre têm feito enquanto professores conscientes dos seus deveres para com os alunos e a comunidade educativa em geral.

Consideram ainda que:

1. O modelo previsto no Decreto Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro nunca reuniu condições de exequibilidade, tendo sido um factor determinante na degradação do relacionamento interpessoal no seio da classe docente e profundamente perturbador do clima escolar, com reflexos negativos, directos e indirectos, no processo de ensino e aprendizagem.

2. Este modelo, ainda em vigor, encontra-se já completamente desvirtuado por força da introdução de diferentes despachos, emendas e pelo actual/velho Decreto Regulamentar 1-A/2009, nenhum deles, resultado de uma discussão aberta e participada com a classe docente, carecendo igualmente de uma avaliação científica objectiva.

3. É um modelo que estratifica a carreira artificialmente em professores titulares e professores não titulares, sem qualquer fundamento de ordem profissional, ética e pedagógica, não correspondendo a qualquer diferenciação funcional.

Pelo exposto, reiteram a sua intenção de ser avaliados, mas nunca por este modelo, mesmo numa versão que se limita a simplificar o acessório, mantendo os aspectos essenciais mais gravosos. Manifestam ainda o seu direito a ser avaliados através de um modelo que seja justo, testado, simples, formativo e que, efectivamente, promova o mérito pela competência científica e pedagógica, mas sem diferenciação de natureza administrativa.

Os professores decidem ainda:

  • Manter a luta contra a viabilização deste modelo de avaliação do desempenho;

• Manter a disponibilidade para continuar a luta por um ECD que dignifique e valorize a profissão docente.

Évora, 15 de Janeiro de 2009

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