Porque não gostei que um par de comentadoras colocassem em causa um post aqui deixado no domingo à noite acerca da situação na Região Autónoma dos Açores, fica aqui o conteúdo de uma notícia do Expresso Online:

CDS-Açores apela a deputados PS para suspenderem avaliação

O Governo açoriano suspendeu a avaliação dos professores na região. A votação do projecto de lei dos populares prevendo a aplicação de um modelo transitório e simplificado no continente está marcada para amanhã.
A secretaria regional da educação dos Açores decidiu suspender o modelo de avaliação do desempenho dos professores em vigor no arquipélago e aceitar, para este ano lectivo, a aplicação de uma solução transitória e muito simplificada. Na véspera da votação parlamentar de um projecto do CDS-PP que tem o mesmo objectivo, mas aplicável aos docentes do continente, o líder dos populares nos Açores apela a que os socialistas façam o mesmo que os seus colegas do Governo regional.

“Para evitar os mesmos problemas que se têm visto no continente, o Governo Regional suspendeu na prática a avaliação de desempenho. Acho que, em coerência, os deputados do PS eleitos pelos Açores deviam seguir o bom exemplo do seu partido a nível regional, pois foram eleitos pelo PS-Açores, e suspendam a avaliação a nível nacional”, defende Artur Lima, líder do CDS-Açores.

(…)

Na prática, os professores vão ter de fazer apenas um relatório de auto-avaliação, com um máximo de 15 páginas, onde apreciam o seu trabalho em várias áreas. Desde o ensino à relação com a comunidade escolar. O documento é apreciado por um dos professores avaliadores e só há duas notas possíveis: Insuficiente ou Bom.

No continente, o Governo de Sócrates também avançou com simplificações ao seu modelo de avaliação, mas não foi tão longe quanto nos Açores.

A grande diferença entre os dois modelos de avaliação reside no facto de, nos Açores, não haver quotas para as classificações mais altas e a carreira não estar dividida entre professores e professores titulares.

Não sei se sabem que partido está no Governo Regional dos Açores, mas…

E ainda há algo mais complicado que é o facto de, apesar de serem concursos diferenciados, os docentes em exercício na RAA com estas regras de classificação e progressão poderem concorrer no concurso nacional de 2013 em posição de evidente vantagem.

E por 4estas e por outras é que eu gostava de saber se as leis são efectivamente para cumprir, ou só ás vezes quando dá jeito e de acordo com os humores de cada poder local ou regional.

E nem é  bom falar quando a avaliação dos professores ficar vulnerável à interferência dos poderes locais. Vai ser o caos total.

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