Caro colega!
Envio-lhe o documento que foi aprovado em Reunião Geral de Professores da Escola E. B. 2,3 Professor Napoleão S. Marques, Trofa.
Foi assinado por 67 docentes, que não representam a totalidade, uma vez que, dado estarmos em reuniões de avaliação e nem todos poderem estar presentes, não foi possível esperar pela assinatura da totalidade. A urgência decorreu do facto de nos ter sido exigido que entregássemos na próxima 2ª feira um documento a pedir a avaliação, a menção desejada, o tipo de avaliador, etc.
Saliento que nos inspirámos num documento elaborado pelo Agrupamento Vertical Dr. Leonardo Coimbra – Lixa.

Gostaria que servisse como estímulo para a resistência de outras escolas.

Paulo Alves

Escola E. B. 2,3 Professor Napoleão S. Marques Trofa

Exmo. Sr. Presidente do Conselho Executivo

do Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa

Os docentes abaixo-assinados, na sequência da afixação de informação no dia 18 de Dezembro, na qual se apresenta um calendário de tarefas e se refere que os professores deverão manifestar o seu interesse em ser avaliado pelo Coordenador do Departamento ou por Avaliador do mesmo grupo de recrutamento, indicar se pretendem obter a menção de “Muito Bom” ou “Excelente”, reformular objectivos individuais e indicar se necessitam de formação e o seu teor, vêm, por este meio, requerer a Vossa Excelência que se digne prestar os seguintes esclarecimentos:

– Qual é o Decreto-Lei que obriga os docentes a preencherem tal documento?

– Que artigo do Regulamento Interno impõe aos professores tal preenchimento?

– Se os professores podem reformular os objectivos até ao dia 6 de Janeiro de 2009, por que razão têm de indicar se pretendem a avaliação científico-pedagógica?

– Quais são os perfis de um professor “Excelente” ou “Muito Bom”?

-Que número de Excelentes e Muito Bons pode o agrupamento atribuir em cada categoria?

– Que ambiente educativo se pretende alcançar, se não se promove o trabalho colaborativo, a articulação, a transversalidade das competências e a partilha de experiências, fomentando, pelo contrário, a competição entre colegas?

Uma vez que os professores, entre correcção de testes, avaliação dos alunos, aulas e reuniões não se têm apercebido da mudança diária das leis no nosso país, solicitam não só os devidos esclarecimentos, mas também o adiamento (caso seja um imperativo legal) da entrega do referido documento.

Além disso, os professores consideram que, numa época de paz (como é a do Natal), não é positivo que se tente quebrar a união dos professores, colocando-os “entre a espada e a parede”. Para além disso, consideram que as decisões sem informação sustentada e sob pressão nunca são boas nem trazem bons frutos.

Por último, os docentes reafirmam a sua oposição a este modelo de avaliação de desempenho docente – ainda que simplificado – uma vez que continua a fracturar os professores entre professores e professores titulares e a promover um clima de competição e conflito entre os docentes.

Gratos pela atenção, pedem deferimento,

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