Já começo a ficar cansado com o recurso aos dados da OCDE para caracterizar a situação privilegiada dos docentes portugueses. Até parece que a OCDE não publica aquilo que o ME lhe envia e que, em boa verdade, deveria estar disponível publicamente no próprio site do Ministério.
Para os mais distraídos, a OCDE não recolhe dados de forma independente, apenas faz a compilação dos dados oficiais de cada país e compara-os, sendo que nem sempre as metodologias e contextos são comparáveis.
Mas mesmo que o sejam eu gostaria de deixar aqui uma pequena posta para explicar, por exemplo, porque o rácio alunos/professor é mais favorável entre nós na aparência do que em outros países.
O método usado é básico: divide-se o número de alunos pelo número de professores e já está. Temos um rácio. Vê-se que é operação sofisticada.
Mas o que é que isto não explica?
Não explica que em Portugal são os professores que desempenham muitas funções que em outros países estão atribuídas a outro pessoal qualificado, como assistentes sociais, psicólogos, terapeutas, etc.
No bendito rácio não estão apenas os professores que dão aulas, estão todos, incluindo os que não dão aulas por estarem no ensino especial a apoiar os alunos com NEE, na coordenação das bibliotecas com redução de horário, nos centros de formação, etc, etc.
Acaso encontramos nas estatísticas da OCDE o rácio de alunos por psicólogo educacional? Ou sabemos qual a relação entre o número de terapeutas especializados ou assistentes sociais nas escolas holandesas, finlandesas ou inglesas e os que existem nas portuguesas?
Quem anda pelas escolas sabe perfeitamente que há muitos milhares de professores a desempenhar funções que, num país civilizado e desenvolvido, não são as suas. Aliás, esta é uma das maiores falhas do sistema, a do uso dos professores para tudo e mais alguma coisa.
E isto torna-se evidente quando se olha para outros números, que os Henriques Monteiros, Fernandas Câncios, Joões Mirandas e Manuéis Serrões da nossa praça não vislumbram, umas porque não querem, outros porque não sabem.
Porque se vamos analisar um outro indicador, que é o de alunos por turma, Portugal deixa logo de estar numa situação favorável, pois temos turmas com uma dimensão superior à média.
Mas as e os inteligentes isso não vêem. Ou se o vêem não explicam o paradoxo. Que é simples de perceber. Há em Portugal um enorme défice de outros técnicos especializados nas área da saúde e assistência social nas escolas ou, pelo menos, em redor das escolas. Porque não é natural que uma colega minha passe horas num Centro de Saúde para conseguir uma consulta especializada de Pedo-Psiquiatria para os alunos e dependa dos humores de um enfermeiro para a conseguir em prazo útil.
Mas isso, claro, escapa aos números oficiais que o ME fornece à OCDE e que apascentam alguma douta opinião transformada em espaço nas páginas de alguns jornais.
Dezembro 13, 2008 at 11:42 am
Paulo,
Obrigado pelo esclarecimento. Mas já desconfiava.
Já agora uma pergunta, para quem possa responder:
– Qual será a RACIO médico/pacientes? Juiz/Processos; e por aí adiante?
E absolutamente de acordo: O SERRÃO poderá falar de MODA, e um pouquinho de DIREITO, vá lá, de futebol pra quem o quiser ouvir. Agora de EDUCAÇÃO? Que percebe ele de EDUCAÇÃO; se nem ele tem nenhuma?
Dezembro 13, 2008 at 11:48 am
O que está a acabar com a paciência e,em muitos casos com a saúde, dos professores é também a posição acusatória de “opinantes” que realmente não sabem do que falam e dos também “opinosamente” maldosos que sabem que estão a atacar-nos injustamente porque estão partido-dependentes. Querem abater-nos? Abatam-nos. Mas assumam que esses é, e foi, o único e perverso objectivo.
Estou cansada,muitíssimo cansada desta gente toda e não lhes perdoarei porque sabem muito bem o que querem fazer…
Dezembro 13, 2008 at 11:49 am
#1
ribeiro, o que andou a dizer o Serrão? Falou de Educação? Uff!!!
Dezembro 13, 2008 at 12:19 pm
Vou fazer cópia de um comentário no profavaliação:
Gama enganou-se a contar os votos
SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO
http://www.expresso.pt
Guilherme Silva, vice-presidente da Assembleia da República, defende que a proposta do CDS para a suspensão da avaliação dos professores, votada na famosa
sessão parlamentar de dia 5, foi aprovada na primeira votação. O anúncio da rejeição, feito por Gama, “enferma de lapso”, pois não levou em conta os votos divergentes de sete deputados do PS, diz o ‘vice’ da AR. A restante oposição concorda.
Será esta uma das razões porque existiu pressa em antecipar a reunião do dia 15?
Dezembro 13, 2008 at 12:23 pm
#4 cristal,
LAPSO!!! Estamos a lidar com perversões inimagináveis!!!! Ai a transparência, ai a transparência desta gente!!!!
Dezembro 13, 2008 at 12:24 pm
E já agora, é bom lembrar que também são os profs a assegurar a manutenção de equipas de primeiros socorros nas escolas (promovem a formação e coordenam os socorristas, que na minha escola são recrutados no secundário). Em França, há um enfermeiro por escola!
Dezembro 13, 2008 at 12:34 pm
E se o Gama se enganou ,isto fica assim ?
Dezembro 13, 2008 at 12:35 pm
petruska: isso é em França! Nós estamos a tentar copiar o Chile
Dezembro 13, 2008 at 1:29 pm
O modelo português não foi “copiado”, porque não é de todo idêntico, mesmo que haja semelhanças. Para quem quiser ver, explore o site chileno relativo à avaliação de desempenho docente. Por exemplo, vemos imediatamente que os municípios têm um papel central na condução do processo – algo que está longe de acontecer no modelo português.
Dezembro 13, 2008 at 2:06 pm
Não há melhor dado da OCDE do que conhecer professores em vários países e saber o que por lá se passa. Esses é que são os meus dados, porque esses são verdadeiros!
Dezembro 13, 2008 at 2:08 pm
Ts, vai para o Chile que aqui não fazes falta nenhuma.
Dezembro 13, 2008 at 2:41 pm
Vivemos num país dominado por “rácios” (até a palavra me irrita) e por uns opinadores que se baseiam intelectualmente por estes. Ou seja, vivemos num país fictício, gerido e analisado por uma realidade virtual. Pior de tudo é depois sermos dominados por anormais que não vêem para além disso!
Dezembro 13, 2008 at 2:42 pm
Tá fora do contexto mas é mais uma…
Que não passe em claro!
É o fim da picada neste país… E se fosse com um puto????
Já tinha caído o Carmo e a Trindade.
http://reinodamacacada.blogspot.com/2008/12/demita-se-senhora.html#links
Dezembro 13, 2008 at 2:43 pm
Não entregar objectivos individuais.
Greve por tempo indeterminado no 2º período. Concordo com estas formas de luta.
Dezembro 13, 2008 at 2:46 pm
Fazer as avaliações normalmente.
Descansar que estamos todos a precisar. Ignorar o que é dito sobre avaliação.
Esta não está nos nossos planos para este período.
Começar greve no 2º período.
Dezembro 13, 2008 at 2:50 pm
Assinar
http://www.fenprof.pt/abaixoassinado/avaliação/
Dezembro 13, 2008 at 3:24 pm
Porque não é natural que uma colega minha passe horas num Centro de Saúde para conseguir uma consulta especializada de Pedo-Psiquiatria.
E posso assegurar que não é caso único este aqui apresentado pelo Paulo.Não sei como é nas outras escolas relativamente aos CEFs, mas posso assegurar que na minha são os coordenadores dos cursos que vão por conta própria bater à porta das empresas durante horas incontáveis e gastando tempo e combustível para conseguirem os estágios para os alunos.
Dezembro 13, 2008 at 3:53 pm
O meu presente não existe senão graças ao meu futuro, sob a pressão do meu futuro…
Ora a definição de objectivos é essencial para saber o que devemos fazer hoje em ordem a alcançar o que quermos. Avaliar desempenhos é essencial!
Dezembro 13, 2008 at 3:56 pm
Professor morre sem assistência médica
O Instituto Nacional de Emergência Médica volta a estar envolto em polémica pelas piores razões. Desta vez, um professor da Escola Secundária de Espinho sofreu uma paragem cardíaca e morreu sem receber assistência médica. O INEM não tinha uma viatura disponível.
Ontem, o professor, de 51 anos, sentiu-se mal depois de uma aula, tendo os colegas tentado contactar várias vezes o INEM mas sem sucesso, noticia a RTP1.
A escola, situada perto do Hospital de Espinho, recorreu aos bombeiros, que, por sua vez, conseguiram ligar para o 112. A emergência médica devolveu então a chamada aos professores mas disse não ter uma viatura médica disponível e que a vítima devia ser transportada para o hospital, conta o canal de televisão.
Uma ambulância dos bombeiros acabou por ser enviada para Escola Secundária, mas não estava equipada com o fármaco necessário para tratar o professor, que o INEM habitualmente transporta nas suas viaturas.
Também a unidade de saúde local não dispunha do medicamento, nem podia enviar um médico para assistir a vítima, o que ditou o transporte do professor para o Hospital de Gaia, onde acabou por falecer, relata a RTP1
Dezembro 13, 2008 at 4:00 pm
Em rsposta ao post Bálsamos
“Caríssimo Paulo,
Li com atenção o que escreveu. Casos como o seu devem ser divulgados e devem constituir exemplos de “Boas práticas”. Quantos colegas é que falaram consigo para descobrir vias para melhorarem o rspectivo desempenho? Quantos é que reconhecem que podem aprender com quem sabe mais? Penso que é essa humildade que nos faz falta para sabermos e fazermos mais e melhor.
Sabemos que as suas práticas ainda são, infelizmente, casos isolados. Há dias numa escola o Director da Turma sugeriu que uma vez por mês cada um dos professores convidasse parte da Turma para ir almoçar na cantina. Os professores mais novos acederam de pronto. Os mais qualificados, duas mulheres, uma delas Titular, deram a seguinte resposta: “já estou cheia deles, só faltava ainda aturá-los ao almoço!!”. Como se pode inferir nem todos se comportam como o Paulo, logo o Paulo deve ser diferenciado e relação aos que apenas “cumprem os mínimos”. A situação que descreve é um bom argumento para defender o Modelo de Avaliação de Desempenho. Saberá porque é que os ex-alunos se realacionam bom consigo. Estabeleceu com eles uma boa relação pedagógica. Isso avalia-se: “Concessão de iguais oportunidades de participação, promoção da integração dos alunos e da adopção de regras de convivência, colaboração e respeito”. Pode ver a fchinha aqui
O Paulo não se deve confundir com quem à falta de argumentos diz “Não perca tempo com eles”, “são crápulas”, “O rato TS”, “alguém precisa de lhe ir aos cornos”, ” O TS e outros jumentos…” e, como sabemos, há muita gente por aqui que não honra o nome do professor.
PS:
1) O atraso na resposta resulta do facto de ser corresponsável pela logística familiar;
2) Voltarei ao seu post com mais tempo;
3) Aos que me insultaram apenas digo: procurem ser felizes e aprendam com o Paulo Guinote!”
e ainda
Como se pode concluir por estes últimos comentários são todos a favor da Escola Pública desde que não dê muito trabalho e não haja lugar a qualquer avaliação.
O Paulo fez mais do que lhe seria exigível, não se limitou a despejar conteúdos, estabeleceu uma excelente relação pedagógica com os seus alunos que mesmo depois de deixarem de o ser, mantiveram uma relação de proximidade com ele.
Ele era dos que iria à cantina almoçar.
Pergunto: não deve ser valorizado por estabelecer uma boa relação pedagógica? Deve, pois. É para isso que serve a avaliação de desempenho. É ver as fichinhas.
Há muitos que não perceberam o post do Paulo, são os que apenas olham para o recibo do fim do mês e no “sacrifício” de ser professor.
Disse!
Dezembro 13, 2008 at 4:02 pm
Pedagogía Axiológica
La educación en valores se ha puesto actualmente de moda (en España, desde la implantación de la LOGSE, en 1990), y en ella sucede lo mismo que acabamos de ver en la educación moral (pues la moralidad es uno de los valores). En efecto, no se conciben los valores como absolutos sino como relativos, con lo cual la educación en valores no consiste en proponer (o inducir, o imponer) unos valores ideales, sino en admitir que cada cual tiene los suyos y que, por lo mismo, son los buenos para él, debiendo conocerlos, afirmarlos y vivirlos. Es el llamado método de “clarificación de valores”.
Quintana se opone a este tipo de educación axiológica puramente permisiva, entendiendo que, si hay unos valores objetivos y justificados en sí mismos, la educación ha de procurar que el educando los conozca, los acepte y ajuste a ellos sus valoraciones personales. Esta función constituye un deber del educador.
Mas, para llegar a tal teoría de la educación axiológica, hay que demostrar antes que los valores poseen este estatuto ontológico. Esto es lo que hace el Dr. Quintana en la Primera Parte de su Pedagogía Axiológica (1998), en la que compone todo un tratado de Filosofía de los Valores (el único existente hoy día en España), exponiendo la historia de esta filosofía y las discusiones en torno al concepto de valor, los sistemas y escalas de valores y la cuestión de si estos son absolutos o relativos. Dentro de un sistema de Filosofía racional (no decimos racionalista), la educación en valores supone una guía educativa al educando para que éste se oriente correctamente en la difícil tarea de saber hacer unas valoraciones correctas.
José Maria Quintana Cabanas
Dezembro 13, 2008 at 4:06 pm
Teoría de la Educación
La Teoría de la Educación explica la educación en sus aspectos esenciales: sus objetivos, sus principios, sus medios y sus métodos generales. Todo esto se entiende de uno u otro modo según el concepto de persona que se tenga, por lo cual no hay una teoría de la educación objetivamente válida para todos, sino que cada autor (y cada educador) tiene la suya, la cual debe él haber elaborado a partir de una reflexión crítica sobre las diversas teorías existentes. Así lo entiende el Prof. Quintana, el cual ve en la educación un objeto muy complejo, lleno de antinomias (21 antinomias ha encontrado y analizado él), que sitúan la acción educativa entre un dejar hacer y un guiar, entre la libertad y la autoridad, entre lo natural y lo cultural, entre lo social y lo individual, entre la ciencia y el arte, entre lo intelectual y lo afectivo, etc.
En todas estas alternativas, Quintana adopta siempre una posición de término medio, que él llama “realista” y que, de un modo general, entiende la educación como una ayuda al educando, porque se admite que éste, por su propio desarrollo natural, se orienta ya hacia los fines de la educación, pero no de un modo seguro y sin fallos, siendo preciso, a veces, estimularlo, encauzarlo y corregirlo, es decir, “ayudar” a su proceso natural de desarrollo para que éste sea perfecto.
Con esto, Quintana se distancia de la tendencia contemporánea, muy extendida, de dejar la iniciativa de la educación e instrucción al propio educando. Afirma la necesidad de la autoridad educativa en el educador y de la imposición de la cultura sobre la naturaleza, para asegurar en el educando su mejor desarrollo humano.
Dezembro 13, 2008 at 4:06 pm
José María Quintana Cabanas indica los fallos de la educación actual (en los países occidentales), así como sus causas, sus peligros y sus remedios. Los síntomas los ve tanto en la educación escolar (bajo nivel de conocimientos obtenidos, el fracaso escolar, una falta de disciplina, de respeto y de autoridad en las aulas y la presencia, en estas, de violencia y de indisciplina); en las familias, se exige poco a los hijos y se los rodea de demasiadas comodidades. Todo esto puede resumirse en el síndrome de la flojedad y la desorientación.
Esta desorientación está, sobre todo, en el propio sistema educativo y en los principios en que se inspira. A este respecto, Quintana critica enérgicamente el “naturalismo pedagógico” reinante hoy día (esperar demasiado de la espontaneidad del alumno) y el desprestigio en que han caído los métodos tradicionales de estudio (uso de manuales, etc.) a favor de los métodos “activos” y “globales”, que son inadecuados para alumnos ya mayorcitos. Igualmente censura el principio de “comprensividad”, por el que se mezclan, en una misma aula, alumnos de capacidades y posibilidades muy diferentes.
Todo esto se explica y demuestra a partir de principios pedagógicos evidentes, y señalando los errores de principios y prácticas habituales (excesiva optatividad del alumno, promoción automática de curso, abuso de la teoría constructivista del aprendizaje, poca apelación al esfuerzo del alumno para aprender). Esto último, unido a la poca autoridad que se concede a los profesores y al malestar existente en las aulas, sitúa a estos en una posición profesional incómoda, frustrante y desalentadora. Quintana propone, como remedio, educar y enseñar según el modelo de la Pedagogía Humanista.
Dezembro 13, 2008 at 4:08 pm
Una Pedagogía Humanista
Por humanismo entendemos el modelo cultural que expresa “lo esencial humano”, esto es, aquello por lo cual el hombre es hombre en un sentido pleno que lo dignifica, y que confiere al género humano una excelencia que lo sitúa por encima de todo el mundo existente. Hay diversas concepciones de humanismo, pero nosotros nos situamos en el humanismo tradicional o europeo, que parte del humanismo clásico grecorromano, enriquecido con el espíritu cristiano, el Renacimiento, la Ilustración, el neoclasicismo alemán y las formas más constructivas del humanismo contemporáneo. Se reconoce la “razón” como el distintivo humano específico, con lo cual se valora todo lo racional que hay en los principios éticos, axiológicos, estéticos, jurídicos y culturales. Se estima la cultura y se la considera como un ideal de educación.
Pero, en la Filosofía moderna y contemporánea, el concepto de “razón” ha entrado en crisis, muy manifiesta en el actual pensamiento postmodernista, de modo que, para muchos, no puede hablarse ya de naturaleza humana, de moral natural ni de principios ideales absolutos.
Ahora bien, el Prof. Quintana sigue afirmando las posibilidades de la razón como órgano trascendente de conocimiento y de orientación humana, cosa que se proyecta en una concepción de la educación, la cual entronca así con lo que fue en la mejor tradición cultural europea. Tal es la propuesta de una Pedagogía Humanista.
Para establecer las tesis de ésta, consideremos que el concepto de humanismo se opone al de “naturalismo” y que, por ende, la educación humanista se opone a una educación naturalista.
Hay dos clases de naturalismo: el romántico (o rusoniano) y el científico (del positivismo y el materialismo). Para el naturalismo romántico, la educación consiste en: 1) “dejar hacer” al educando; 2) enseñarle con métodos “activos y globales”. Para el naturalismo científico, no existen principios éticos ni valorativos ideales y absolutos, por lo cual esos temas se resuelven por mero consenso social.
De lo anterior, y por oposición a ello, se deduce que las tres grandes tesis de la Pedagogía Humanista son estas: 1) Una pedagogía que guía, estimula y corrige al educando; 2) una pedagogía que habitúa al alumno a un trabajo intelectual sistemático; 3) una pedagogía que tiende a unos valores ideales y que propone ciertas normas absolutas.
Dezembro 13, 2008 at 4:29 pm
No bendito rácio não estão apenas os professores que dão aulas, estão todos, incluindo os que não dão aulas por estarem no ensino especial a apoiar os alunos com NEE, na coordenação das bibliotecas com redução de horário, nos centros de formação, etc, etc.
Junta aí os professores que estão na gestão.
Há ainda as consequências do currículo do básico que exige muitos tempos lectivos.
Não explica que em Portugal são os professores que desempenham muitas funções que em outros países estão atribuídas a outro pessoal qualificado, como assistentes sociais, psicólogos, terapeutas, etc.
Pois é, mas está mal. Deviam ser entregues a pessoal especializado, ficava mais barato.
Dezembro 13, 2008 at 4:34 pm
Sei que vão dizer que como não sou avaliadora é fácil falar.
Mas se a maioria dos avaliadores (já se sabe que há sempre adesivos) não avaliasse? Se se recusassem a avaliar, não haveria avaliação.
Argumentar com o seu curriculum. Até ao momento não foi garantida formação (a sério) para a avaliação dos colegas.O currículo diz tudo. Onde está a especialização? Como se avaliam colegas? O que é um bom professor?
Todos argumentariam e bem. Os colegas apoiariam esta decisão. Se houve 20 000 professores na manifestação, então há que continuar a união. Um processo apenas e, pelo menos, 120 000 iriam para a rua. Haja coerência. Não queremos este estatuto.
Dezembro 13, 2008 at 5:03 pm
Caro TS
Já reparou como acabou de dar razão à nossa luta?!
Ainda ontem lia um comentário seu em que defendia e legitimava as competências dos professores titulares. Até ontem, parece que era inquestionável, para si, claro, que o ser professor titular significava ser mais competente que o professor avaliado. Agora repare bem nas suas PRÓPRIAS PALAVRAS: “Há dias numa escola o Director da Turma sugeriu que uma vez por mês cada um dos professores convidasse parte da Turma para ir almoçar na cantina. Os professores mais novos acederam de pronto. Os mais qualificados, duas mulheres, uma delas Titular, deram a seguinte resposta: “já estou cheia deles, só faltava ainda aturá-los ao almoço!!”. Como se pode inferir nem todos se comportam como o Paulo, logo o Paulo deve ser diferenciado e relação aos que apenas “cumprem os mínimos”. ”
Parece-me que o Paulo não é professor titular. E se ele vier a ser avaliado por um/uma colega que partilhe da opinião da professora titular de que nos fala? E se esse titular vir com maus olhos esse tipo de apoio aos alunos? Não será que esses professores mais jovens correm o risco de ter uma avaliação negativa?
Dezembro 13, 2008 at 5:17 pm
Não podemos esquecer que nas escolas os professores ainda têm um papel administrativo muito significativo:
– Fazem matrículas
– tratam da papela do SASE (entregar aos alunos, receber dos alunos e entregar na secretaria toda a papelada) dos alunos das suas direcções de turma.
– Entregam papéis dos computadores (no 1º ciclo até fazem ficha de inscrição!)
-Fazem a distribuição dos cacifos.
– Fazem actas a “torto e a direito”!
– Fazem o levantamento das faltas, o seu registo e justificação.
– Enviam cartas para casa por excesso de faltas (indepentemente da natureza destas!)
-Enviam cartas para casa por causa de planos de recuperação ou de acompanhamento
-Enviam cartas para protecção de menores.
– Tratam dos processos dos alunos
– abrem os livros de ponto
-etc…etc….etc…
–
Dezembro 13, 2008 at 5:22 pm
Há ainda um outro aspecto que poderá alter substancialmente o rácio alunos/professores: o número de disciplinas que os alunos têm por ano em cada país. Na minha última contagem, um miúdo do 7º ano poderia ter 16 disciplinas ou afins. Eu acho este número espantoso pela sua enormidade! Não conheço as realidades dos outros países da OCDE mas se acaso este número for menor, estaremos a comparar alhos com bugalhos, já que
Sobre a forma de justificar políticas com base em relatórios da OCDE, já tinha também abordado esta questão:
«Talvez já tenha o leitor pensado, como eu, de forma obtem a OCDE estes dados. Vem ao terreno fazer as suas próprias investigações? Tem sucursais? São-lhe fornecidos por outrem? É, no meu entender, uma questão pertinente, pois da confiança nestes dados resulta a validade das conclusões obtidas.
Ora este “Education at a Glance 2007” contém uma secção “Sources”, onde que lê que as fontes para este relatório foram, no caso português:
* The Bureau for Information and Evaluation of the Education System,
* National Statistical Institute,
* The Financial Management Bureau,
* Science and Higher Education Observatory.
Ou seja, a respectiva proveniência é o Estado português. O que não deixa de ser curioso: a ministra da educação justificou todas as suas polémicas decisões com base nos dados publicados pela OCDE. Mas a OCDE apenas trata, compara e publica informação baseada nos dados fornecidos, no caso português, pela própria ministra. Um verdadeiro caso de pescadinha com rabo na boca e de nos interrogarmos seriamente sobre a ética de fazer política assim.»
Dezembro 13, 2008 at 5:28 pm
#17
Na minha escola também é assim, para além de se fazer o acompanhamento efectivo do aluno, na formação em contexto de trabalho. Isto não obsta a que se tenha também turmas do ensino profissional, do regular, exercício de outros cargos, etc. Sei do que falo.
Dezembro 13, 2008 at 5:30 pm
hmmm problemas com o copy/paste.
No primeiro parágrafo, a frase incompleta é esta:
«Não conheço as realidades dos outros países da OCDE mas se acaso este número for menor, estaremos a comparar alhos com bugalhos, já que o número de disciplinas que cada aluno tem reflecte-se directamente no número de professores de cada aluno, o que, por sua vez, altera notoriamente o quociente alunos/professores.»
Dezembro 13, 2008 at 5:32 pm
Penso ser correcto o título do post “mistificação dos rácios”.
Não há nada de pior, que a utilização parcial de dados estatísticos (em qualquer ramo), pois leva a conclusões erradas e distordasl.
Falei em utilização parcial, porque os opinadores não fazem a leitura completa de todos os rácios e outro tipo de dados da OCDE. Sim, existem dados e rácios que bem interpretados, até mostram que os professores portugueses não assim tão maus.
Agora, quando se vai para uma análise baseada em falsos sensos comuns e se tenta utilizar estatística daqui e dali sem contexto,para a justificar, está-se a tentar manipular e a não esclarecer os outros.
Dezembro 13, 2008 at 5:46 pm
Ph,
Mas essa resultado – Titulares sem competência – resulta principalmente do problema da naão avaliação de desempenho.
H+a que mudar as coisas. Se O modelo estivesse já em plicação essa nunca teria chegado a Titular!
Dezembro 13, 2008 at 5:48 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2008/12/13/bras-brigadas-revolucionarias-anti-socrates-proposta-de-luta/
Dezembro 13, 2008 at 6:30 pm
tangerina (comentário 2) disse:
“O que está a acabar com a paciência e,em muitos casos com a saúde, dos professores é também a posição acusatória de “opinantes” que realmente não sabem do que falam e dos também “opinosamente” maldosos que sabem que estão a atacar-nos injustamente porque estão partido-dependentes. Querem abater-nos? Abatam-nos. Mas assumam que esses é, e foi, o único e perverso objectivo.
Estou cansada,muitíssimo cansada desta gente toda e não lhes perdoarei porque sabem muito bem o que querem fazer…”
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Subescrevo por inteiro estas palavras!
Para mim, muito mais que a avaliação em si e as suas veredas de víbora, é o que se diz e escreve sobre a classe docente. É o que está por detrás desses procedimentos e dessas opiniões. É a “sacanice” intelectual tanto de opinadores como de governantes. É o aspecto perverso e pulha das suas intenções!
Muito mais que as problemáticas sindicais e laborais está a HONRA e a DIGNIDADE. Sinto-me ofendido principalmente porque essa ofensa reside na ignorância, na má-fé no cinísmo e principalmente na inveja. Sinto-me ofendido porque tudo isso é fruto dos sentimentos mais baixos da condição humana.
É por isso que em 20 anos de serviço fiz a minha primeira greve e estarei pronto para mais fazer! Essa gente despertou em mim um vulcão adormecido. Não vacilarei, pois sinto-me profundamente revoltado
Para todos “p*ta que os pariu”!
Dezembro 15, 2008 at 11:43 pm
Deve dizer-se uma/a rácio ou ratio. O plural não é os rácios, mas “as rationes” (ninguém diz isto está “no razão de x para y”, mas sim “na razão”).
Agosto 27, 2014 at 3:21 pm
[…] A Mistificação Dos Rácios […]