Na 6ª feira parece que vai existir um encontro entre a Plataforma e o ME para discutirem o novo modelo-simplex da avaliação.

Os documentos já estão por aí, um par de posts abaixo, e as ideias do ME estão divulgadas.

Quanto às propostas da Plataforma ainda não as conhecemos, pelo que talvez fosse boa ideia tentarmos ir a tempo de os ajudarmos a apresentar uma contra-proposta para este ciclo de avaliação, mas que em simultâneo pudesse servir como base de um modelo alternativo ao actual e que o substituísse definitivamente a partir de 2009-10.

Fica pois aqui a proposta para que apresentem as vossas ideias em comentários ou textos enviados para os mails do Umbigo (guinote@gmail.com e guinote2@gmail.com), de modo a que elas possam chegar a quem de direito, já que eu sei que eles espreitam o que por aqui se escreve. E pode ser que, evitando entendimentos apressados, também possamos ajudar a desbloquear eventuais irredutibilidades, causadas pelo receio de novas acusações.

Pela minha parte, que ando às voltas com dois textos sobre o assunto, adiantaria apenas um par de ideias para tentar desbloquear o impasse actual, mesmo se são ideias destinadas a ser aplicadas a um período transitório e não representam bem o meu modelo ideal de avaliação do desempenho docente:

1) Suspender a aplicação das grelhas propostas pelo Ministério, assim como o seu elenco de parâmetros, e substituí-las pela apresentação de apenas quatro documentos:

  • A definição (o mais rapidamente possível) de um plano de trabalho pelo avaliado para o ano lectivo, contemplando as actividades a desenvolver, de acordo com o PAA e o PE do seu estabelecimento de ensino, assim como uma projecção dos objectivos a atingir pelas suas turmas.
  • A apresentação no final de um portefolio com os materiais produzidos ao longo do ano lectivo.
  • O preenchimento (no final do ano lectivo) de uma ficha de auto-avaliação por parte do avaliado, em que proceda a uma análise crítica da concretização do plano de trabalho incialmente definido.
  • O preenchimento de uma ficha de hetero-avaliação por parte do coordenador de departamento ou outro avaliador, assim como principal responsável pelo órgão de gestão (será já o Director Executivo?).

2) Traçar o perfil para a atribuição de três classificações-base (Insuficiente, Bom, Excelente), sem um sistema de quotas rígido e sem que, neste ciclo de avaliação, as bonificações fossem contabilizadas para efeitos de concurso. Também deveria ser abolida a obrigatoriedade dos 100% de aulas dadas para a obtenção da menção de Excelente, a qual deveria resultar mais de critérios de mérito científico-pedagógico do que de aspectos administrativo-burocráticos. Valorizar a promoção e dinamização de projectos de tipo extra-curricular que funcionem de forma efectiva e mobilizem alunos em risco educacional ou envolvam a comunidade educativa.

Isto significaria deslocar a avaliação do desempenho principalmente para a componente científico-pedagógica e combater todo o aparato burocrático grelhador do projecto do Ministério.

Mas são apenas ideias soltas, que eu gostaria de ver confrontadas, alteradas, criticadas, transformadas pelos leitores e colaboradores do Umbigo.

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