Retirado do Crítica da Educação do Henrique Santos:

E.B. 2,3 Escultor António Fernandes de Sá, Gervide

21 de Outubro de 2008

Excelentíssima Senhora Ministra da Educação

Considerando que esta avaliação do desempenho docente, imposta pelo Ministério da Educação que Vossa Excelência dirige, é um injusto e emaranhado processo burocrático que está a desviar os professores e as escolas daquilo que deve ser a essência da profissão e da organização escolar: ensinar e promover aprendizagens de qualidade em todos os alunos;
afirmando com uma convicção alicerçada na experiência do terreno que esta avaliação do desempenho, tal como está configurada, mais não passa de um absurdo desperdício de recursos de toda a espécie: humanos, temporais, materiais, emocionais, desperdício esse que em nada contribui, bem pelo contrário, para o desenvolvimento e valorização profissionais dos professores deste País ou para a melhoria da sua escola pública;
defendendo que a profissão de professor deve continuar a ser marcada pelos valores de colaboração e de solidariedade a que a competição estéril e o individualismo são alheios,
percebendo entre as intenções deste modelo de avaliação, – de forma directa ou indirecta e articulada com o também imposto Estatuto da Carreira Docente, – a de impedir a progressão na carreira da grande maioria dos professores e a de obter um sucesso escolar meramente estatístico sem correspondência no sucesso educativo real dos nossos alunos,

os professores abaixo-assinados que representam 98,68 % dos professores desta escola entendem ser seu dever ético e deontológico:
-recusar o modelo em vigor exigindo a sua suspensão urgente antes que produza mais estragos e consuma mais recursos;
-partir de imediato para a negociação de um modelo diferente de avaliação do desempenho que esteja expurgado dos defeitos intrínsecos atrás mencionados. ”

Este foi o Abaixo-assinado, já com o resultado, enviado à senhora ministra.
Da nossa escola estão inscritos 52 professores para a manif de 8 de Novembro. É obra não é? É virtude de haver quem, sempre, na nossa escola, mesmo sem estar na direcção do sindicato, sempre esteve com ele, mesmo criticando-o. Malta da Fenprof, claro. Que não esquece o que aprendeu naquela frase antiga “o Sindicato somos nós”.

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