À presidente do Conselho Executivo

do Agrupamento de Escolas Nuno Álvares Pereira

Ao Conselho Pedagógico

Ao Conselho Geral Transitório

Sem querer fazer um levantamento exaustivo de todos os aspectos que viciam a aplicação do disposto no Decreto Regulamentar 2/2008 mas levantando alguns dos pontos de que enferma o corrente processo de avaliação de desempenho dos professores,

– Uma avaliação subordinada a quotas;

– Uma avaliação feita por pares, necessariamente inquinada por conflito de interesses;

– Uma avaliação que integra a avaliação dos alunos como factor, abrindo mais uma zona de conflito;

– Uma avaliação assente em instrumentos de medida concebidos arbitrariamente, teórica e cientificamente inconsistentes e incapazes de determinar o valor do desempenho de cada professor;

– Uma avaliação que conta com avaliadores necessariamente impreparados para a função;

– Uma avaliação burocrática, inexequível e inútil para a formação dos professores e que os impede de cumprirem com energia e alegria o trabalho com os alunos;

– Uma avaliação que coloca em situação de desigualdade, com graves consequências para concursos e progressão na carreira, os professores de grupo disciplinar para grupo disciplinar, de escola para escola;

Os professores abaixo assinados do Agrupamento de Escolas Nuno Álvares Pereira – Camarate vêm requerer a imediata suspensão do processo que consideram iníquo.

Camarate, 29 de Outubro de 2008

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