Eis como o excelso SE Lemos resume a situação dos professores que contestam as políticas do ME em declarações ao JN:
Valter Lemos admite que houve, nesta legislatura, uma alteração significativa à organização do trabalho dentro da escola, que obriga a uma maior permanência do docente no estabelecimento de ensino, bem como a introdução do princípio de carreira, por ser a única classe que não o tinha. “São alterações profundas, estruturais”, reconhece, afirmando, por isso, compreender a “perplexidade, intranquilidade e estupefacção”.
Pois, até verdade.
- Perplexos estamos pela forma como esta equipa chegou à 5 de Outubro sem passado digno de referência e, sem qualquer tipo de fundamentação empírica e/ou estudos que o demonstrassem (para além do famoso “estudo” de João Freire sobre o Estatuto da Carreira) mas muita habilidade comunicacional, impôs uma agenda pseudo-reformista eivada de equívocos, soluções erradas e formas encapotadas de promover um falso sucesso educativo. Tudo aconchegado num ataque sem precedentes ao desempenho dos docentes que se traduziu em repetidas declarações atentatórias da dignidade profissional da esmagadora maioria.
- Intranquilos estamos porque sabemos que os efeitos negativos e perversos destas políticas se irão fazer sentir de forma bem grave a médio prazo, quando a tríade ministerial estiver bem resguardada em prateleiras douradas mas os professores que resistirem à debandada e ao cilindro compressor ainda estiverem no activo e forem obrigados a assistir à necessidade de rever tudo o que foi feito de errado.
- Estupefactos estamos por ser possível a um secretário de Estado produzir legislação em forma de despachos sucessivamente desautorizados pelos tribunais sem que sofra qualquer sanção política e, pelo contrário, pareça beneficiar de uma imunidade especial concedida por uma qualquer afinidade com quem tem o poder de mando (repetição de exames, pagamento de aulas de substituição, etc).
Outubro 26, 2008 at 5:42 pm
Essa é que é essa! Os intocáveis, mas espero que não por muito mais tempo!
Outubro 26, 2008 at 5:45 pm
Bem focado Paulo.
Outubro 26, 2008 at 5:56 pm
Na “mouche”, Paulo! Confesso que estou perplexa, intranquila e estupefacta com a natureza desta tríade ministerial.
Outubro 26, 2008 at 7:15 pm
Tens toda a razão, Paulo!
Mas o que o V.Lemos desconhece ( ou finge não ver) é que, além de perplexos, intranquilos e estupefactos, estamos unidos como nunca estivemos e com a força da razão a empurrar-nos para movermos o que for preciso para acabar com esta loucura!
Outubro 26, 2008 at 7:25 pm
Caia o Lemos, caia o Pedreira, caia a Rodrigues …. preferencialmente de mão dada com o Sócrates.
Outubro 26, 2008 at 8:57 pm
Foi uma grande surpresa o aparecimento deste trio. Provavelmente trabalharam para isso, hoje em dia nada acontece por acaso.
Outubro 26, 2008 at 9:21 pm
O que interessa para já é que caia o modelo de avaliação. A seguir, o ECD e o novo Estatuto do Aluno.
Outubro 26, 2008 at 9:26 pm
Eu gosto bué deste governo. São bué da compreensivos, não são??
Dialogam bastante, não é??
Mas no final, a deles é que prevalece!!!!!!!
Outubro 26, 2008 at 9:57 pm
#8 gata escondida,
Não vai prevalecer a deles, porque a insistir na loucura a escola pública vai estoirar.
Pim! (à moda do Fafe)
Ou ainda com mais força, ao estilo dos terroristas que nos governam.
Paulo G.,
Muito Bem argumentado.
Outubro 26, 2008 at 10:11 pm
Em São Bento e na 5 de Outubro, reina o pânico, disfarçado de intransigência.
É uma tristeza!
Professor, não temas!
Outubro 27, 2008 at 12:46 am
Apoiado!Clareza meridiana.
Só é pena este comentário não poder ter a mesma visibilidade que aquele que o inspirou…
Outubro 27, 2008 at 12:52 am
“São alterações profundas, estruturais”, reconhece, afirmando, por isso, compreender a “perplexidade, intranquilidade e estupefacção”.
SE Lemos
Não, nós ficámos isto tudo, não foi por causa das alterações. Suportar alterações, para os professores, é como mudar fraldas a bébés. Não temos feito outra coisa que aturar alterações diárias que TODOS os ME têm imposto. Aliás, os ME de Portugal não sabem fazer mais nada.
Não, SE Lemos, estamos perplexos, intranquilos e estupefactos por causa da radiosa e ofuscante auréola que sai da sua cabeça.
Outubro 27, 2008 at 1:13 am
O que eu queria mesmo era passar as 35 horas semanais na escola, porque agora as preocupações que trago para casa, para além de me obrigarem a suplantar essas horas, não me deixam sequer espaço para saborear/vivenciar a disponibilidade sobrante … há sempre qualquer coisa em falta, tal o grau da loucura burocrática em que nos atolaram … e não é só na avaliação, é em todos os domínios. Esta gente pirou: tratamento psiquiátrico já, para os alienados da 5 de Outubro, mais para o “inginheiro” que os cauciona, campeão da demagogia, do populismo e da mentira: A ESCOLA HOJE, no geral, ESTÁ MUITO PIOR. Mostram-no todos os dias o número de professores que a abandonam, os que o desejam fazer mas não podem e todos aqueles que descobrirem, mais tarde, que o sucesso escolar apregoado é exclusivamente estatístico e com fins meramente eleitorais.
Outubro 27, 2008 at 1:19 am
Nós perplexos, intranquilos e estupefactos. Eles per… int… e estup… de facto!