GUANTANAMO DOS TITULARES
Tendo por base, o normativo referenciado na postagem anterior, podemos concluir a monitorização da respectiva linha de análise crítica.
Os Titulares, ainda que salvos, numa primeira fase, da futura turbulência que irá nortear a vida dos outros docentes, ainda não assimilaram que o futuro pode ser mais negro do que o previsto. Estão enganados e na minha escola, pouquíssimos são os Titulares que se dispõem a viajar até à Alface-mor.
Por um lado, esses titulares se tiverem duas classificações negativas poderão ser despromovidos, não estando explícito o grau de baixa de categoria.
Na realidade, esses penoseiros da treta, eventualmente irão ficar, ao contrário dos restantes, inibidos de aderirem aos actuais sistemas de mobilidade especial, como seja a de prestar assistência a familiares ou devido a doença do próprio, etc. Uma das soluções, seria a da renúncia de tal título de nobreza de sangue vermelho, mas o M.E. parece ter pensado nessas eventualidades e faz da satisfação desse desejo o regresso ao passado, vira maçarico do novo século, ou seja, passa a contratado, perdendo todas as regalias, anteriormente adquiridas.
Outubro 26, 2008
Pela Blogosfera – Secos & Molhados
Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Blogosfera, Docentes, Sugestões, Titulares?[90] Comments
Outubro 26, 2008 at 11:34 pm
Do despacho das quotas (Despacho n.º 20131/2008 de 30 de Julho) aprendemos que, à partida, apenas 5% dos professores poderão ter Excelente e 20% Muito Bom (ponto 1). Lendo o ponto 6 ficamos a saber que as quotas serão aplicadas independentemente a: titulares avaliadores que não sejam coordenadores, restantes titulares, professores e contratados. Da soma destes dois pontos resulta que apenas haverão excelentes nas escolas em que haja mais de 20 professores em cada um dos grupos referidos anteriormente. (5% de 20 = 1) Nos casos em que a percentagem não chega à unidade, o ponto 5 diz que esse valor é agregado aos Muito Bons. Ou seja, se não houver 20 titulares avaliadores que não sejam coordenadores, nenhum será Excelente; se não houver 20 titulares que não sejam avaliadores nem coordenadores, nenhum será Excelente e se não houver 20 contratados, nenhum será Excelente…
Os valores melhoram se a escola tiver sido avaliada positivamente (ponto 2), mas para haver 1 Excelente terá de haver sempre, no mínimo e na melhor das hipóteses, 10 docentes no respectivo grupo de avaliados. Não conheço número concretos, mas julgo que são muitas as escolas em que não se cumprem estes mínimos, com a excepção do grupo dos que são professores (leia-se não-titular e não-contratado).
Outubro 26, 2008 at 11:56 pm
Na minha escola estão inscritas dezenas de colegas para ir a Lx. Muitos são titulares.
«Haverão excelentes», não, isto é péssimo português: Haverá excelentes.
Outubro 26, 2008 at 11:59 pm
afinal os excelentes apenas servem para antecipar a titularidade, os que já o são não precisam dele? Os contratados estão a anos luz de luz de lá chegar portanto, é tudo virtual. Os titulares terão de ser também uma espécie de sargentos sem vida pessoal própria ao serviço do ME.
Outubro 27, 2008 at 12:06 am
# 1
Na minha escola, só um departamento tem mais de 20 profs.
Relativamente ao texto deste «post», devo dizer que não apreciei o tom de ódio que o seu autor patenteou pelos titulares. A «minha» titular também vale pouco, mas não são todos assim. O tratamento dado só revela despeito.
Outubro 27, 2008 at 12:23 am
Feliz ou Infelizmente também sou Titular. É uma chatice. Todos têm razão e o idiota que escreveu esse post devia ser queimado vivo na fogueira e amaldiçoado até às profundezas do inferno.
Outubro 27, 2008 at 12:25 am
Recebi a seguinte SMS:
“Na EB2,3 de Ronfe já há aulas assistidas. depois de uma aula assistida de 45 minutos o Avaliador massacrou a avaliada durante 5 horas. A ministra conseguiu pôr os carrascos nas escolas. Passa a msg.”
Se alguém souber detalhes que os partilhe, pf
Outubro 27, 2008 at 12:27 am
A aula assistida não tem de ser de 90 minutos?
Reunião de 5 horas?!!!!
Outubro 27, 2008 at 12:29 am
Sendo assim, o processo já está em marcha acelerada para satisfação do Ministério.
Como pará-lo?
Outubro 27, 2008 at 12:30 am
Esse SMS é treta. Só pode.
Outubro 27, 2008 at 12:33 am
A aula é de 45 minutos – 1 aula – 1 tempo – 1 falta, se for o caso
Outubro 27, 2008 at 12:34 am
Sísifo já se anteci+ou mas também senti o mesmo. este não é o momento de lamentar erros passados mas de combater os presentes.
agora é ecd ( eu ei que está lá…), gestão e avaliação.
o fogo amigo também faz baixas. perguntem aos américas
Outubro 27, 2008 at 12:35 am
SE for verdade o comentário 6 , não é o avaliador que tem culpa, foi quem esteve a ouvi-lo: não tinha aulas? não tinha aulas para preparar , não tinha vida fora da Escola? então que esteve a fazer? para a próxima o avalaiador que vá dar 1 aula e em 45 m mostra-lhe como se faz…
Outubro 27, 2008 at 12:36 am
Colegas,
alguém poderá informar-me relativamente à disposição legal que permite que se possa obrigar um C.E. a convocar uma Reunião Geral de Profs, se houver 51% do total de professores a requerê-la?
Muita urgência na resposta!
Obrigada
Outubro 27, 2008 at 12:37 am
OK. NO Secundário a aula é de 90 minutos. por isso, a aula assistida, tal como as outras , é de 90 minutos.
Outubro 27, 2008 at 12:39 am
Ana s. mas tens 2 faltas : é 1 bloco de 90 m , mas 2 tempos logo 2 aulas , com 2 períodos de 45 m
Outubro 27, 2008 at 12:39 am
Hoje, correu aqui pelo interior a notícia de que as escolas de Lisboa tinham recusado a avaliação.
Bem me pareceu que era mentira…
Outubro 27, 2008 at 12:40 am
#9
a contra informação… semear informação falsa entre o inimigo para depois a usar em seu favor… alguém acredita nessa do massacre das cinco horas?
mas esta gente não lê livros de história?
o bb não citou já aqui a arte da guerra?
Outubro 27, 2008 at 12:40 am
no 2º ciclo é o mesmo : e temos blocos de 90 m e e períodos de 45 m , logo…
Outubro 27, 2008 at 12:40 am
Eu não sei o que aconteceu, não sei quem foram os intervenientes, só sei que fica ali pròs lados de Guimarães.
Se alguém souber de algo é bom que se saiba.
Outubro 27, 2008 at 12:41 am
os de lisboa são uns cagarolas ehehehehe
Outubro 27, 2008 at 12:41 am
No Secundário há disciplinas com aulas de 135 minutos.
Outubro 27, 2008 at 12:41 am
Todo o sistema de avaliação está feito no sentido de jogar os professores uns contra os outros, de modo a eliminarem a participação activa no tecido social de gente que pensa e não se submete às aberrações que nos querem impôr. Estas novas leis são contestada e desmascaradas por alguns mas também podem ajudar revelar o pior que há em alguns de nós.
Outubro 27, 2008 at 12:43 am
15
Não a aula é mesmo de 90 minutos. Não há 45m+45m. Todas as aulas de 90m são numeradas como uma aula e não duas.
Outubro 27, 2008 at 12:43 am
Conhecendo eu alguns executivos como conheço, e alguns colegas … As 5 horas não me espantam mesmo nada.
seja como for, ao longo da semana vou tentar saber algo mais.
A minha escola fica na região.
Outubro 27, 2008 at 12:44 am
Mais um mês ou dois e toda a “malta” já pirou!
Outubro 27, 2008 at 12:49 am
Fada ouviste algo sobre a carlos do amarante..falei com um colega dessa escola-coordenador de um departamento-que me disse que andavam a fazer um abaixo assinado para suspender ou retardar o processo…aliás os objectivos ainda não se sabiam quando seriam entregues..e estamos a falar de a maior escola de Braga e uma das maiores do país…
Outubro 27, 2008 at 12:49 am
bem-vindos à nova idade média
Outubro 27, 2008 at 12:49 am
Aulas assitidas de 45 ou de 90 minutos, depende do critério da escola. Na minha decidiu-se pelo mínimo, ou seja, 3 aulas de 45 m., embora no secundário isto corresponda na verdade a meia aula.
Agora há outras escolas que até são mais sinistras do que a sinistra e programaram assistências a 5 aulas: as 3 deste ano mais as 2 do ano passado que não se fizeram por causa da suspensão da avaliação…
Outubro 27, 2008 at 12:50 am
ou talvez não…
Outubro 27, 2008 at 12:51 am
Também era interessante saber onde é que já começaram com as as aulas assistidas.
Os objectivos individuais já foram entregues nalgumas (talvez a maioria?)escolas.
Outubro 27, 2008 at 12:51 am
REVOLTEM-SE! CARAMBA SOMOS 150.000!
Não abram os olhos que não é preciso…:
HEIL SIEGEL
Afinal de contas para que serve o Processo de Avaliação dos Professores, que tanta celeuma está a gerar? Parece que a realidade ultrapassa a ficção, na medida em que se fizermos uma leitura comparada e cruzada de toda a legislação vigente, nomeadamente o DL 35/2007 de 15 de Fevereiro sobre a Contratação de docentes, Lei n.º 75/2008 que impõe o novo modelo de Gestão, a Lei n.º 11/2008 de 20 de Fevereiro que define o regime de mobilidade dos trabalhadores com contrato individual de trabalho, o Decreto-Lei nº 124/2008 de 15 de Julho sobre a Mobilidade Especial para os Docentes, o Despacho n.º 19117/2008 ao definir a organização do ano escolar 2008/09 e horários dos professores e o Projecto de revisão do DL 20/2006 sobre os concursos de docentes, versão do Ministério da Educação, podemos verificar que, as últimas atitudes dos responsáveis da Educação, deste Governo, de aparente reconciliação, ao demonstrarem uma dessimulada intenção de simplificação dos processos de avaliação, sem se comprometerem com o adequado suporte normativo, face à presença de um ano eleitoral muito turbulento e problemático, não são mais do que manobras de diversão. Na verdade, o futuro pós-eleitoral apresenta-se muito pouco risonho, para os professores e não vão faltar situações caricatas, quando os novos Reitores se comportarem com autênticos Gauleiters Escolares.
No fundo, estamos perante duas realidades que, aparentemente se digladiam pelo Poder, mas que são complementares nos respectivos objectivos (respectivamente redução das despesas primária – deficit do OGE – em salários e entronização do Poder Real Absoluto local) e assentam numa relação de hierarquia imposta e consentida. Poder-se-á considerar que este paradoxo inconsequente está anulado, por estarmos numa democracia. Aqui é que está o busílis da questão, o 75/2008 impõe que os futuros Reitores (mais a respectiva entourage do Conselho Geral) sejam totalmente subservientes à Tutela Governativa e ao mesmo tempo concede-lhes total liberdade de acção dentro das respectivas áreas educativas.
Se queremos reduzir as despesas com pessoal, nada mais fácil do que aplicar o princípio da multiplicação dos pães, para depois dividir para reinar.
Exemplificando:
O Governo do Capitão de Rebordelo, senhor todo o poderoso, das massas imberbes e pouco esclarecidas, pretende reduzir o deficit público para -5%, ou seja criar um superhavit, de forma a tornar o Estado, um centro de distribuição de benefícios para os camaradas, mesmo que a taxa de mortalidade de não jovens sofra um acentuado agravamento. Se Hitler mandou exterminar os parasitas da sociedade (velhos, não jovens, doentes, etc.), Moi, com maior subtileza, crio as condições ideais, para que os tais se aconcheguem no estertor da próxima reencarnação. Por outro lado, os idiotas, mas fiéis súbditos reitores, na ânsia de agradarem ao muy grande líder e querendo continuar a reinar nos seus feudos impunemente, aceitam as orientações de qualquer Idi Amin. Deste modo, há que fazer sair do sistema, todos os não titulares que, estando nos escalões topo da carreira, podem ter o azar (para a pátria) de subirem para o título e substituí-los por outros que ainda se encontram na meninice do índice remuneratório, os chamados contratados, se possível.
Assim, o Gauleiter do Agrupamento das Escola Secundárias da cidade de Rebordelo, Dr. Salamaleques e Tinhoso, alvo de críticas, por parte de alguns professores traidores aos grandes desígnios do seu feudo, e em consonância com o Primeiro-Ministro, aceita que sejam colocados, na sua escola, cerca de 100 professores contratados, sabendo, ambas as partes de que, para além dos horários de Titulares, o número de horas lectivas só dá emprego a outros 100 felizardos, não titulares, existindo, por isso mesmo, cerca de 100 quadros de escola em situação periclitante.
O nosso herói penoseiro, na hora da distribuição de horários, exclui os tais que o Governo quer na rua, os críticos da sua gestão e a sua ex mais o filho da mãe do professor de educação física que lhe destruiu o lar doce lar.
Claro que os ex quadros de escola, não vão para o desemprego, mas ficaram criadas as condições inerentes para passarem à disponibilidade da mobilidade…; assim, os excluídos, numa primeira fase, irão ser obrigados, cada quatro anos, a concorrerem para cerca de 25 agrupamentos, abertos e identificados pelo Ministério, em todo o território nacional, incluindo Berlengas e Selvagens.
Os professores que não se ponham finos antes das eleições, que depois irão sentir na pele o pão que o diabo amassou. É evidente que o descontentamento face ao actual Governo, parece trazer sorrisos aos PSDs, embora saibamos que também não são flores que se cheirem (se algum dia forem governo), visto que, tudo farão para manter o satatus quo vigente e que foi obra do Partido da Xuxa. Sócrates é o ex (?) militante do PSD que virou (infiltrado?) secretário-geral e primeiro-ministro do partido rival, é uma Avis rara.
http://sacosmolhados.blogspot.com/2008/10/heil-siegel.html
Outubro 27, 2008 at 12:52 am
assistências a 5 aulas até é capaz de nem ser mau…
eu bem que me bati por elas mas ficou apenas nas três.
Outubro 27, 2008 at 12:52 am
ABRAM OS OLHOS E DIVULGUEM ESTE DOCUMENTO…:
Outubro 27, 2008 at 12:57 am
Eu já tenho gente (alguns alunos são mais velhos do que eu – ando pelos “enta”) a assistir a todas as minhas aulas. Por isso, o melhor é, sempre que quiserem, aparecerem por lá! Talvez, fosse boa ideia colocarem uma câmara de filmar em todas as salas. Criava-se uma central para o “brother” assistir e, se fosse necessário, podia intervir chamando a atenção do professor ou dos alunos logo na hora! Surreal ou futuro?!
Outubro 27, 2008 at 12:59 am
Três é o número mágico que vai aferir todas as minhas qualidades ou defeitos, acumulados há quase duas décadas no ensino.
Outubro 27, 2008 at 1:01 am
Porque é que não consigo comentar?
Outubro 27, 2008 at 1:02 am
Bulimunda
Não sei específico nada da Carlos Amarante
Mas sei que é uma escola com colegas que se batem pelos seus direitos.
também sei que vários já se reformaram.
Outubro 27, 2008 at 1:04 am
Fad não sei se sabes mas eu mudei..virei de Big para Buli…já agora vais a manif no dia 8 ou 15 ou ás duas?
eu provavelmente vou á de 15..mas gostaria que a 29 se entendessem todos..todos somos poucos…já agora dá uma espreitadela…e diz de tua justiça..
http://bulimunda.wordpress.com/
Outubro 27, 2008 at 1:05 am
Inquérito no Sapo sobre avaliação de professores
Com a página aberta, vá a Perguntas (no ecran, lado direito, em baixo). Clicar em “Perguntas anteriores”.
Depois clicar em “Concorda com o processo de avaliação aos professores” de 24 de Outubro.
Seleccione e vote!!
Neste momento o SIM ganha!
Outubro 27, 2008 at 1:07 am
As aulas de 90 minutos contam uma falta para os alunos,mas duas para os professores. Senão vejam a vossa componente lectiva. Tem 22 blocos de 90 minutos? Bom, na formação dada aos avaliadores foi recomendada a observação de uma aula de 45. Numa de simplificação e na interpretação do Me. Não queiram ser mais papistas do que o papa! Sou avaliadora de 9 colegas e na minha escola há-os com mais. Já fizeram as contas se as aulas observadas fossem de 90?
A história da Carlos Amarante é verdadeira e outras se seguirão na cidade. Na minha escola as aulas observadas já estão marcadas e, como sou avaliadora e avaliada, no meu departamento vou ser a 1ª a ter uma aula observada pelo Coordenador logo a seguir à manifestação, se for a 15, às 8,25 da manhã de segunda-feira. Ah, tenho 33 anos de serviço, mas perdia 45% se pedisse reforma. Quem me mandou ser boa aluna e precoce? Sou titular sem nenhum orgulho, mas com algum medo das consequências se não concorresse.
Outubro 27, 2008 at 1:10 am
A minha Coordenadora de Departamento resolveu exigir planificações aula a aula e portefólio, sugerindo até um esqueleto do dito em documento afixado na sala do meu departamento, por alma de quem?
Pela minha não foi com toda a certeza.
http://anabelapmatias.blogspot.com/2008/10/novidades-desacordo-h-novidades-na.html
Eu tenho sorte. Os Coordenadores da minha escola são uns santos. São tão santos que eu nem dou por eles.
Outubro 27, 2008 at 1:13 am
O meu avaliador tem 12 professores para avaliar e todas as aulas que assistir terão a duração de 90 minutos.
Outubro 27, 2008 at 1:14 am
Na minha escola, há uma fichinha que serve para os avaliados avaliarem o seu coordenador-avaliador-titular.
# 41
Quando é que os avaliados vão solicitar o mesmo aos avaliadores? Quero ver os seus planos aula-a-aula e o portefólio…
Outubro 27, 2008 at 1:17 am
os avaliadores deviam ser os primeiros a ser avaliados e a mostrar o seu desempenho em aula e o respectivo portefólio.
É injusto que sejam unicamente avaliados pelo Executivo não sei bem com que critérios.
Outubro 27, 2008 at 1:18 am
blimunda, já visitei o teu blog, gostei e comentei.
Já sabia que eras o BB, reconheci o registo.
Aguardo reunião do sindicato 3ªfeira pra me decidir. O meu coração pende para 15, mas logo se vê.
Outubro 27, 2008 at 1:24 am
OBrigado..o que eu gostava mesmo é que se entendessem ..a união faz a força e contra adamastores todos não somos muitos…
Boa noite..carpe diem..
Outubro 27, 2008 at 1:25 am
Ando-me a convencer que a melhor maneira mandar a avaliação para o galheiro era arranjarmos todos os pretextos para recusar a avaliação pelos pares. Somos todos colegas. Não temos nem a formação nem o distanciamento nem a isenção para nos avaliarmos. O ME, se nos quer avaliar, que trate do assunto.
É que o ME não trataria do assunto. Pois se nem os mega-titulares, que deveriam ser avaliados por inspectores, o irão ser!
Outubro 27, 2008 at 1:28 am
#44 ana s
Grande parte dos avaliadores não percebe patavina daquilo e a formação que nos deram foi assombrosa, no meu caso foi 1 módulo só com decretos Leis.
Fiquei na mesma e já disse no meu departamento que não sei como vou avaliar. tenho andado a pesar os prós e os contras de me suspender de avaliador.
Outubro 27, 2008 at 1:32 am
António Duarte, completamente de acordo.
Outubro 27, 2008 at 1:34 am
Há sempre papistas mais papistas que o papa, isso não é novidade pra ninguém,
é claro que a nossa ilustre socióloga sabe isso lindamente, é com isso que ela conta.
Perdoai-lhes senhor….
Vou nanar, a mudança da hora faz-me sempre jet-lag. levo aí uns bons 10 dias a acostumar-me.
Enfim, não passo de uma professorazeca!
Outubro 27, 2008 at 1:38 am
Talvez não fosse má ideia, relembrar!
A Lei 12A de 2008 generaliza a precaridade a todos os professores!
Já chamei a atenção, a vários colegas, para o que diz a lei 12-A de 2008, só que, como de costume, o pessoal pensa que isto é só para os outros, para os mais novos, para os que têm contratos precários, para quem não está nos quadros…
Só que pela lei 12-A de 2008 deixou de haver quadros, pela lei 12-A passou a haver mapas de necessidades, por seviço, e cada escola/agrupamento é um serviço. E é tão fácil meter alguém na rua. É tão fácil, nos dias de hoje, criar um horário zero (e se passarmos para as autarquias…).
Pois! Some-se: avaliação (SIADAP) + esta lei + alargamento do professor generalista e cruzemos intenções.
Esta lei foi feita exactamente para reduzir pessoal sem grandes problemas e sem grandes possibilidades de contestação judicial. Pode não ser o nosso problema mais premente, pode demorar uns dois anos (eleições pelo meio) mas rapidamente começaremos a ser postos fora.
por: Maria Lisboa
COMENTÁRIO:
É por aqui, pelos mapas de pessoal, que a precaridade dos professores de nomeação definitiva vai começar. Leia com atenção:
“Mapas de pessoal
1 — Os mapas de pessoal contêm a indicação do número de postos de trabalho de que o órgão ou serviço carece para o desenvolvimento das respectivas actividades, caracterizados em função:
a) Da atribuição, competência ou actividade que o seu ocupante se destina a cumprir ou a executar;
b) Do cargo ou da carreira e categoria que lhes correspondam;
c) Dentro de cada carreira e, ou, categoria, quando imprescindível, da área de formação académica ou profissional de que o seu ocupante deva ser titular.
2 — Nos órgãos e serviços desconcentrados, os mapas de pessoal são desdobrados em tantos mapas quantas as unidades orgânicas desconcentradas.” In Lei A 12 de 2008
Como bem refere Maria Lisboa, se o conceito de professor generalista for estendido atá ao 6º ano de escolaridade, vão ficar com horários zero milhares de professores efectivos do 2º ciclo do E.B. Esses milhares de professores ficarão fora dos mapas de pessoal. É por aí que a precaridade desses professores vai começar.
http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/2008/03/lei-12a-de-2008-generaliza-precaridade.html
Outubro 27, 2008 at 1:41 am
Também não gostei do modo como aqui, foram tratados os titulares. Tomar o todo pela parte é a prática da ministra. A nós não nos fica bem. Na minha escola os titulares têm lutado tanto ou mais que outros que o não são. A culpa não é dos titulares, a culpa é do ECD. Honestamente, quem reunia as condições para concorrer arriscava não o fazer?
Outubro 27, 2008 at 1:48 am
já me despedi ali em baixo mas ind’aqui volto para lembrar uma frase do napoleão: nunca interrompas o teu adversário quendo ele está a cometer um erro.
escusam de vir com a sorte que o destino lhe reservou mas que é uma frase a ter em conta nestes tempos conturbados, é.
uma boa semana
Outubro 27, 2008 at 1:49 am
laranjalima:
Devíamos todos deixar bem claro nas escolas que certas coisas que podemos fazer não são contra os colegas mas contra o sistema de avaliação. Por exemplo, se eu contestar a competência ou a isenção do meu coordenador para me avaliar faço-o essencialmente para empatar o processo (e deveria haver muitos professores a fazê-lo). O avaliador só se deverá ofender se estiver a levar a sério o seu papel de dar notas aos colegas. Mas nesse caso não tenho pena nenhuma dele.
Outubro 27, 2008 at 1:55 am
# 52,
Na minha escola, calhou na rifa, uns tantinhos tritolé, lerdinhos de todo.
Como se tratou dum sorteio, deve existir de tudo.
Um professor, a sério, passa-lhe pela cabeça dizer (já nem falo do “fazer”!) que vai avaliar um colega de carreira?!
Se tivesse esse poder, colocava na RUA, fora do Ensino, quem o tivesse proferido nestes tempos. Não tem nível para ajudar a formar, jovens!
Outubro 27, 2008 at 1:58 am
# 54,
Já dei conhecimento, na minha escola, que o vou fazer. Contra o sistema, claro!
Estou à espera da tal delegação, em D.R.
Outubro 27, 2008 at 2:10 am
È contra o sistema que estamos, Mas nenhum avaliador pode levar a mal quando um colega diz que ele não tem competência para avaliar porque , na realidade, não tem. Eu também não tenho e assumo. Não avalio um colega com tantos ou mais anos de ensino quanto eu. Não é essa a nossa função. Partilhar saberes, avaliar para corrigir, sem a carga da quantificação , é bem diferente.
Está tudo doido quando pensam, e muito mais , quando implementam tal modelo de avaliação.
E VIVAM OS PORTA-FOLHAS. Bem poderia passar a ser o lema nas escolas.
Outubro 27, 2008 at 2:11 am
livresco (33),
hummm. Gostei do avatar. Porreiro, pá.
Outubro 27, 2008 at 2:20 am
«Por um lado, esses titulares se tiverem duas classificações negativas poderão ser despromovidos, não estando explícito o grau de baixa de categoria.»
Pronto, já está, a morte anunciada dos titulares, ou pela forca, ou pela guilhotina. Três questões:
Primeira, interrogo-me sobre a selecção deste texto. Mas como não sou dono do banco… à frente.
Segunda, o autor parece ser imberbe que não tem em conta que quase todos os titulares são pessoas muito competentes e experientes. Assim, a probabilidade de não serem excelente ou muito bom é remota.
Terceira, os não titulares deveriam preocupar-se em exigir a revogação do ECD para acabar com a divisão da carreira e, enquanto isso não acontece, com a sua avaliação, e deixar os pobres titulares fazerem o mesmo.
Outubro 27, 2008 at 2:25 am
54António Duarte
Concordo absolutamente com tudo o que disse. Já defendi isso aqui muitas vezes. Mas se na escola há diálogo, se as pessoas estiverem esclarecidas sabem que é assim.Se o modelo avançar eu própria irei na certa reclamar. Não sei, ainda, de quê mas razões não me vão faltar.
Mas isto é muito diferente de apontar as baterias aos titulares como se a culpa fosse deles.
Outubro 27, 2008 at 2:30 am
Laranjalima,
Eu não tenho nada contra os Titulares, como escrevi no comentário 41, na minha escola não complicaram o modelo de avaliação com aquelas grelhas absurdas e exigências descabidas.
Se estivesse em situação de concorrer a titular, em princípio, concorreria, mesmo sendo contra a divisão, a não ser que na escola todos se recusassem a concorrer.
Outubro 27, 2008 at 2:31 am
A hora vai adiantada e acabo com uma proposta de reflexão para os que ficarem: o facto de se escrever aqui no blog e não baixar o cú ao ME pode ser motivo para um professor titular ser identificado e avaliado regular ou insificiente?
Outubro 27, 2008 at 2:32 am
António Duarte,
Eu bem tenho estado à espera que:
– os colegas que não são do meu grupo contestem a minha competência para observar as suas aulas… mas até agora nada!
– questionem a minha capacidade (e legalidade) para, para além de todas as minhas funções, ser capaz de estar disponível para “avaliar” (quem sou eu para isso?) 17 colegas, de 7 grupos diferentes… mas até agora nada!
Outubro 27, 2008 at 2:39 am
Só concorreu a titular quem quis ou quem teve medo (devido aos conselhos dos sindicalistas).
Houve muito boa gente (talvez mais atenta) que, apesar de saber que não mais progrediria, não concorreu.
Outubro 27, 2008 at 2:42 am
O calão não é argumento!
Outubro 27, 2008 at 2:42 am
Eu fui dos que concorreram a titular, pois havia ameaças implícitas no ar para os que não o fizessem estando em condições de o fazerem. Mais: o que era certo era que não concorrendo seríamos obrigados a fazer o mesmo serviço.
Sanções para professores que sejam identificados por escreverem em blogues? Não sei, já nada me espanta, mas da maneira que isto está, se os outros puderam estar presos no Forte de Peniche, nós agora também podemos sofrer nas mãos do novo S!
Outubro 27, 2008 at 2:45 am
Sim, eu tive medo devido aos conselhos dos sindicalistas e não sindicalistas. Um medo relativo, mas medo.
Outubro 27, 2008 at 2:46 am
Medo? De quê?
Um cão adquirido faria o serviço.
Outubro 27, 2008 at 2:51 am
Medo de sanções, de perseguições… Não entendi essa do cão adquirido
Outubro 27, 2008 at 2:54 am
É apenas uma alusão ao provérbio «Quem tem medo compra um cão.»
Outubro 27, 2008 at 2:57 am
Não estou contra os titulares, mas, sim, contra o ME.
Ricardo Gomes não é caso único.
Sei de mais casos em que “pairava no ar” algo negativo.
E também é verdade que há titulares a posicionarem-se activamente contra o sistema e os (futuros) avaliados, só se queixam baixinho nas costas do PCE.
Há casos e casos.
Não devemos perder de vista que a revolta é com o ME.
Outubro 27, 2008 at 3:02 am
Escrevi agora uma resposta mas não entrou. Quero eu dizer que na altura toda a gente concorria e eu, estupidamente, fiz como os outros, contrariando os meus instintos.
Agora sinto-me traidor dos colegas, embora nunca tenha sido ideia minha querer ser mais que os outros. Concorri por receio de sofrer sanções…
Outubro 27, 2008 at 3:02 am
Bolas!
Tirando 2 ou 3 pessoas, como a Teresa do Teia, que assumiu que não queria concorrer, todos concorreram ou concorreriam.
Eu não concorri por medo porque há coisas que não me assustam. Não concorri pelo poder porque se há coisa que não me interessa é o poder.
Concorri porque não quis ser novamente prejudicada nem profissionalmente, nem financeiramente, como me aconteceu, por altura do outro ECD, com a passagem para o 8º escalão. Apenas por isso. Para além disso fiz contas e percebi que, concorrendo ou não, o resultado prático, em termos de situação no processo, seria o mesmo. Iria acontecer-me exactamente o que me está a acontecer hoje.
Para além disso o problema não está nos titulares. Está na divisão da carreira, apenas com efeitos economicistas e não de qualquer organização do ensino (veja-se que o PCE ou mesmo o futuro director não precisa de ser titular, tal como não o precisam a maioria dos elementos do futuro Conselho Geral). Portanto esta medida não visou a tão apregoada hierarquização do sistema, nem o reconhecimento dos melhores para ocuparem os cargos de gestão e organização das escolas. Também pela possibilidade de não havendo titulares se poder “titularizar”, para efeitos de cumprimernto do serviço, um professor que não o seja se vê que não se pretendia mais do que o que um estrangulamento da carreira que impedisse a maioria de chegar aos vencimentos mais altos.
O problema não está nos titulares. O problema está na massa de que são feitas algumas pessoas. E isso não é inerente ao titular. É inerente à pessoa que tendo um pequeno “poder” vira ditadora da pior espécie. E a pior espécie é aquela que usa os pequenos poderes para se afirmar. Consegue, muitas vezes, ser pior do que quem tem poder “a sério”.
Outubro 27, 2008 at 3:04 am
Eu tenho sempre protestado activamente. Tem havido abaixo-assinados só com uma assinatura: a minha. A minha campanha é feita às claras, em voz bem alta, educada mas firmemente. E continuarei a pugnar pelo fim de tanta humilhação e perseguição. E espero que acabe a divisão da carreira ou que possa voltar a ser “apenas” professor. Vou ter que avaliar e assistir a aulas de colegas bem mais velhos. É triste.
Outubro 27, 2008 at 3:08 am
# 73,
Completamente de acordo.
Há seres humanos(?) que gostam do poder pelo poder e viram “tiranetes”.
A maldade não é inerente ao cargo, mas, sim, às pessoas.
Outubro 27, 2008 at 3:12 am
Pois, mas, se não tivesse havido candidaturas a titulares, o castelo começava a ruir nesse momento. Certo?
O problema é que, por esta ou aquela razão, nós lá vamos cumprindo os ditames da Sr.ª.
Outubro 27, 2008 at 3:17 am
Acha? Eu desde o princípio que teria mandado o castelo pelos ares. Mesmo agora, vejo incrédulo folhas de objectivos individuais onde professores se comprometem a beijar os pés às pessoas, e assim…
O Ministério diz para nos mandarmos de um precipício e logo há colegas que são capazes de compôr os óculos, pegare no bloco-notas e perguntar de que altura deve ser o precipício, se podem usar almofadas, se têm que ir em traje de cerimónia…
Outubro 27, 2008 at 3:19 am
E não começou agora, começou com a Ana Benavente, que ia a certas reuniões com representantes dos professores, ouvia as perguntas e abandonava a sala.
Nessa altura fizeram-se Regulamentos Internos que diziam, por exemplo, que os professores deviam ser simpáticos e ensinar bem os alunos.
Para certos professores, nunca haverá limites. Baixam-se sempre.
Outubro 27, 2008 at 3:20 am
Não-há-paciência,
foi exactamente isso que aconteceu da outra vez. Não se concorre para que não exista o estrangulamento. Só que, como sempre, “não se concorre” mas toda a gente foi “metendo o papelinho” e quando o processo foi desbloqueado so uma “meia dúzia” de palermas, como eu, é que não tinham “metido o papelinho”. E, apesar de termos conseguido suspender a intenção de estrangulamento, os que não concorreram ficaram bastante prejudicados.
Outubro 27, 2008 at 3:23 am
Não-há-paciência,
Desculpe, mas por essa ordem de ideias, mal saiu o novo ECD, devíamos ter saído todos à rua.
Não saímos.
A tomada de posição devia ter sido na altura e colectiva.
Não foi.
É necessário agir agora.
Outubro 27, 2008 at 3:24 am
Ricardo Gomes,
o problema é exctamente esse. De entre muitas que já vi, basta ver os 2 exemplos que cito aqui http://professorsemquadro.blogspot.com/2008/10/loucura-ou-maldade.html para se perceber do que determinadas pessoas são capazes.
Outubro 27, 2008 at 4:56 am
Depois de tanta tentativa…
Outubro 27, 2008 at 4:58 am
Está mesmo retido…
Outubro 27, 2008 at 4:59 am
o meu 1º comentário
Outubro 27, 2008 at 10:11 am
Tanto fel contra os titulares! Afinal a senhora está a conseguir os seus intentos. Não gostei do tom do post. O seu autor fomenta a divisão, a maledicência e a a mesquinhez contra colegas que nos merecem todo o respeito. Lembrem-se de que não foram eles que criaram a categoria…
Nota: não sou titular.
Outubro 27, 2008 at 3:22 pm
ana s. as aulas de 90 m são numeradas como 2 e temos 2 faltas; a ana qts faltas tem se faltar a 1 “aula ” de 90 m?
Esta manhã, para meu espanto, 1 colega do sindicato dos professores licenciados já dizia que nos inscrevêssemos no autocarro da manif do dia 8 que já estava decidido que ia haver apenas 1 e era dia 8… mas se a reunião é dia 29, como pode ser? haverá mesmo novidades? ou é o sindicato a lançar poeira …
Eu sou titular: quando perguntei a pessoas do sindicato que me acontecia se não concorresse , o panorama que me “pintaram” deixou-me confusa e receosa… foi como quando houve greve aos exames: os pps sindicatos amedrontaram as pessoas, embora eu fizesse greve, mas quando a pp lei é omissa, tudo pode acontecer…
Outubro 27, 2008 at 4:26 pm
Eu desde já afirmo o meu conflito de interesses: não sou professor titular.
Quando abriu o concurso extraordinário para professor titular, houve da parte de muitos colegas, que reuniam as condições para aceder a tal concurso, uma certa resistência e vi muitos que até ao último minuto resistiram em concorrer a tal concurso.
Surpreendentemente, os sindicatos, naquele fatídico final de ano lectivo, recomendaram a todos os professores do 8º, 9º e 10º escalões que concorressem ao cargo de titular, amedrontando os professorescom com o facto de poderem sofrer sanções, caso não concorressem ao referido concurso. Na Escola onde lecciono, a maioria dos actuais professores titulares foram ao tal concurso extraordinário, amedrontados, pelo aconselhamento sindical. Neste aspecto os sindicatos tiveram um mau desempenho e não estiveram à altura das circunstâncias.
Não serve isto de desculpa para todos os professores, pois houve alguns, uma minoria, que rejubilaram perante a oportunidade que lhes foi oferecida. O título e o prazer de “mandar” nos outros foi para alguns professores uma espécie de “orgasmo” e uma boa altura para ajustarem contas com alguns colegas pelos quais se incompatibilzaram. Muitos desses colegas assumiram posturas de autênticos peritos em educação, fazendo propostas que horrorizaram outros colegas (titulares e não titulares)e elaboraram grelhas de avaliação das quais muitos exemplares fomos tomando conhecimento nos blogs e nos contactos entre colegas. A esses colegas deve MLR a multiplicação do MONSTRO.
No entanto devemos reflectir a seguinte questão:
Estando a maioria dos professores titulares contra o sistema porque razão se mantêm no cargo de titulares?
Sendo legal o pedido de demissão das funções de professor titular, porque razão demoram os professores que desempenham este cargo a tomarem uma decisão drástica: PEDIREM A DEMISSÃO DE PROFESSOR TITULAR!
A medida mais eficaz e devastadora que destruria por completo a estratégia política deste governo seria o pedido de demissões em massa da esmagadora maioria dos professores-titulares! SERIA A QUEDA DE MLR! Não se esqueçam que o princípio basilar de MLR para as escolas foi a HIERARQUIZAÇÃO DA CARREIRA DOCENTE!
Sem isto, o que resta ao governo?
Não sendo titular, tenho tido muito prurido em reinvindicar tal medida, e dou desde já de bandeja o facto de me poderem atirar à cara o seguinte argumento:
“Gostava de ver se tu reunisses as condições, se também não concorrerias?”
Mas colegas titulares somente estou a alertar para UM GRANDE PODER QUE A VOSSA TITULARIDADE CONTÉM EM SI PRÒPRIA; ela é
A PEDRA BASILAR DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE E SEM ESTA PEDRA O ECD FICA DEFINITIVAMENTE MORIBUNDO!
Outubro 27, 2008 at 4:52 pm
Em relação ao 1º Concurso a Professor Titular, na minha escola e depois de dirigentes do SPN terem alertado e aconselharam a não concorrerem porque seria perigoso, alguns dos presentes (cerca de 100) decidiram desvincularem-se desse sindicato, porque consideraram que estavam a ser atraiçoados, na defesa dos seus direitos de serem Titulares. Agora, são-no, discordam de apenas algumas das medidas da Ministra e dentro desse grupo, há os que também recusam fazer manifestações, porque se existem problemas, com eles isso não se passa.
Por outro lado, houve professores que tudo fizeram para obter o título e por 1 ponto ficaram de fora e muitas amizades ficaram desfeitas (levantaram-se inúmeras suspeições e favorecimentos, entre colegas do mesmo grupo disciplinar e/ou entre filiados do mesmo sindicato).
Por conseguinte, esse tipo de apelo será sempre inócuo.
Renunciar, segundo o Ministério pode ser problemático, na medida em que, em alguma legislação aparece sempre uma advertência, nos seguintes termos:
A não oposição ao concurso referido no número anterior determina, por iniciativa do director do agrupamento de escolas ou escola não agrupada onde o docente exerce funções, a abertura de procedimento disciplinar com vista à exoneração.
Depois, se quer ser outra vez Professor vai ter de recomeçar como contratado.
Outubro 27, 2008 at 5:06 pm
(88) Ó Armando, na minha escola dois docentes um do 9º escalão e outro do 10º não concorreram, por quetões de consciência, ao sorteio. E nada lhes aconteceu e nem poderia acontecer segundo os juristas que consultaram.
E mesmo que existissem sanções, acha que o ME levantaria processos disciplinares a milhares de docentes titulares se estes pedissem a demissão do cargo de titular?
Quanto à posição dos Sindicatos, houve na minha Escola professores que consultaram o SPN e foi-lhes recomendado concorrerem a titular. Foi-lhes apresentado o argumento de que um professor titular com horário “zero” por falta de alunos nunca sairia da escola onde se encontra com o cargo de titularidade.
Um dos grandes motivos porque muitos docentes concorreram ao cargo foi para garantirem a estabilidade do local de trabalho!
O outro foi evidentemente a progressão na carreira!
Outubro 27, 2008 at 8:00 pm
Será, que desta vez,passa?
As 35 horas na escola acabavam logo com estes devaneios e desvarios todos! (e nada mais… até ao limite de 5 e PAGAS!)
– Não houve tempo para preparar aulas… paciência: leia-se o livro, faça-se uma revisão, lembrem-se conteúdos importantes, veja-se um filmito, vá-se até ao centro de recursos, jogo do galo, net…
– Fichas de trabalho… qual quê – foi chão que já deu uvas…,
– trabalhos… quando der, conceptualizo e organizo… talvez veja e corrija no próximo ano,
– avaliações escritas… lá para o próximo período se houver tempo,
– actas… no meu computador e em minha casa – tire o cavalinho da chuva – até que nem somos secretários (as secretárias ganham bem mais),
– faltas dos alunos… talvez em Dezembro consiga ter as de Novembro,
– provas para os que faltaram…serviço comunitário com a vigilância do executivo,
– comunicações/contactos com os pais… tenho pena – até porque também o sou – mas fora de horas de serviço também tenho uma família;
– serviços de protecção de menores / psicólogos/ assistentes sociais… quando houver tempo telefona-se ou responde-se…,
– reuniões… versão continuação da continação da continuação da continuação…acabaram-se – não há horas!
– Avaliações de alunos… também, interessam a quem? – interessa é que passem!
– Não há tempo???… a srª ministra que faça mais um hábil, voluntarioso e pleno de boa-fé despachozito a despachar com a rotação terrestre!
– 35 horas na escola!!!! (depois há que ser mãe, pai, cônjuge, avó, tio, amigo, vizinha, cidadão, eu: os professores não têm que ser mais missionários que qualquer outro profissional e foi exactamente este espírito que os fez chegar onde estão e é à custa dele que os continuam a espezinhar!
– 35 horas na escola! já!- nem que tenha que ficar de pé!
Já agora, um médico não é obrigado a concorrer a director de serviço e por tal não pode ser penalizado… nem um jurista das finanças a inspector ou todos nós a 1º ministro!