Loucura ou Maldade?
Que o diploma sobre a avaliação docente é um verdadeiro monstro burocrático já todos constatámos. Que a esse monstro foram sendo implementadas mais cabeças, com os diferentes despachos e memorandos que lhe foram sendo anexados, em nome da regulamentação do monstro, transformando-o numa hidra de Lerna, também já todos nos apercebemos. Que os serviços intermédios do ME, com as suas estranhas interpretações, ainda, o “amostrenguem” mais, também já todos sabemos.
Que entre nós ainda consigamos aprimorar o “bicho” tornando-o ainda pior do que é, é que já ninguém entende.
Espanto-me, cada vez mais, como alguns elementos de uma classe diferenciada, portadora das mais altas habilitações académicas, revela a sua total iliteracia quanto à leitura, interpretação e aplicação de simples articulados de uma legislação.
Que a maioria das leis são mal redigidas é uma verdade. Que a maioria das leis são dúbias é outra verdade. Que nós não somos juristas também é verdade.
Por isso, o que temos que fazer é, apenas, ler. Ler como quem lê um texto. Ler, analisar e aplicar. Não temos que inventar. Não temos que devanear sobre… Não temos que inventar sobre…
Também sabemos que o considerar os resultados dos alunos, como um dos pontos chaves desta avaliação, é um dos maiores erros do monstro. Todos estamos cientes de que este item apenas visa a obrigatoriedade de mostrar resultados para as estatísticas e não o melhorar do ensino e ou da aprendizagem. Por isso mesmo, ainda se torna mais compungente o resultado da criatividade de que enfermam alguns “artistas grelhadores”.
Outubro 26, 2008
Pela Blogosfera – Professores Sem Quadro
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Educação, Sugestões[5] Comments
Outubro 26, 2008 at 7:11 pm
Artigo muito interessante de reflexão interna para a nossa classe que nalguns casos devia ter comportamentos mais dignos! Parabéns à escritora
Outubro 26, 2008 at 9:49 pm
Loucura ou maldade? Parece haver uma mistura de ambas.
Outubro 27, 2008 at 12:02 am
Maldade e estupidez, qual loucura…
Outubro 27, 2008 at 1:02 am
«Por isso, o que temos que fazer é, apenas, ler. Ler como quem lê um texto. Ler, analisar e aplicar. Não temos que inventar. Não temos que devanear sobre… Não temos que inventar sobre…»
Mas foi justamente por saber da grande capacidade que temos todos de inventar que o ME não fez as grelhas, e deixou ao nosso critério e à nossa responsabilidade… E já sabia que iriam ser produzidas obras de arte…
Outubro 27, 2008 at 2:23 am
Depois de tudo isto, pergunto eu: Que mais virá por aí?