Libération, 25/26 de Outubro de 2008
Para quem não conheça, os RASED – Les Réseaux d’Aides Spécialisées aux Elèves en Difficulté – constituem a rede de docentes de apoio a crianças com dificuldades de aprendizagem e NEE em França. Materiais sobre a questão aqui.


Outubro 26, 2008 at 4:44 pm
Engraçada a argumentação. Procura-se “sedentarizar” este tipo de professores porque “perdem muito tempo nos transportes. Colocam-se os professores “normais” a fazer parte deste trabalho e assim “racionalizando” conseguem despedir 3000 de 7.000 deste tipo de professores.
Fantástico Sarko. A racaille não merece evoluir.
Outubro 26, 2008 at 5:07 pm
Estas medidas economicistas estão na base da contestação por toda a Europa.
Outubro 26, 2008 at 5:09 pm
Um bem triste retrocesso.
Outubro 26, 2008 at 5:35 pm
Palavras para quê!?!
A populaça não pensa e assim não exige qualidade aos políticos, que desbaratam os nossos impostos em viagens com os/as namoradas/os !!! e vivem como os últimos e corruptos senhores de Roma.
Querem uma Europa à imagem da China!! Qualquer dia introduzem a pena de morte, nos “delitos de opinião”?
Outubro 26, 2008 at 7:34 pm
A adesão cega e incondicional à cartilha da Declaração de Salamanca foi o primeiro passo.
Neste momento, são as organizações transnacionais que comandam os destinos dos povos.
Do FMI ao Conselho Europeu, passando pelo Banco Mundial e a ONU, tudo depende do que estas organizaçõs e os seus “especialistas”, “consultores” e “cientisas” decidam recomendar o que é melhor para o nosso “bem-estar”.
A “inclusão” nas escolas e a proletarização/desvalorização dos docentes, já há muito que são defendidas pelo Banco Mundial. Mas como o modelo de Escola-monopolista-do-Estado aparentemente saía reforçado com o enclausuramento de toda a população escolar debaixo do mesmo tecto, toda a comunidade de especialistas e de cintistas da educação, com o coração à esquerda, apoio e incentivou essas medidas.
Os próprios curricula educativos já começam a ser planeados por comissões que englobam empresários, autarcas, personagens religiosas, donos de media e elementos de ONGs, no sentido de “adequar” melhor as “competências” dos alunos ao mercado capitalista e multicultural do nosso tempo.
É evidente que os alunos NEE vão começar a ser um encargo pesado, “a racionalizar” cada vez mais, a partir do momento em que o orçamento do Estado sofra uma acentuada penúria de fundos. O que for prioritário para investimentos em faraónicas obras públicas, será obrigatoriamente desviado de sectores sem grande impacto no espectáculo mediatico e financeiro do domínio político-partidário.
O mais intrigante é que sendo os partidos de esquerda a favor das mega obras publicas, não percebam que o dinheiro não chega para tudo e que algo tem de ser sacrificado.
Mas na sua cruzada pelo reforço do Estado, cultivam tudo o que seja aumentar a influência da Nomenklatura burocrática conotada com a administração central, mesmo que esta seja apenas um elo na gestão do mercado financeiro global.