Por que protestam os professores?
Abordagem diversificada, mas com um ponto de partida ligeiramente enviesado, algo que desde logo referi ao jornalista. Para quem achar que as minhas declarações são demasiado lineares, no post abaixo tem a transcrição completa do meu depoimento escrito em resposta às questões colocadas.

Outubro 26, 2008 at 11:04 am
Mas esta malta julga que está numa redoma de vidro e que não tem que abdicar dos chamados “direitos irreversíveis”?! A vida custa a todos. Andamos há mts anos a viver acima das nossas possibilidades. Não se é obrigado a ser funcionário público, quem tem sentido do risco pode ir para a privada e verá que aprende depressa.
Outubro 26, 2008 at 11:27 am
Uns cada vez mais ricos e outros a pagar a crise…
Outubro 26, 2008 at 11:27 am
#1
“direitos irreversíveis”??? Só se forem os seus!!!
Está a falar de quê? Ou melhor? Sabe do que está a falar?
Outubro 26, 2008 at 11:32 am
Há por aí muita ignorância. Infelizmente, é pena as pessoas não se informarem antes de se pronunciarem mas, à boa maneira portuguesa, toda a gente dá palpites sobre tudo!
Outubro 26, 2008 at 11:35 am
José Silva
Portanto qualquer contrato deixa de ter valor legal e pode romper-se sem penalizações.
Eu contratei uma renda de casa, como não há coisas irreversíveis decidi começar a pagar metade ao senhorio a partir do próximo mês. Se ele se queixar atiro-lhe com as “coisas irreversíveis”
Outubro 26, 2008 at 11:35 am
…”mudança de regras e introdução de normas de rigor e exigência”?!
Outubro 26, 2008 at 11:41 am
OLÁ SWAN..se quiseres ir deitar um olho…
http://bulimunda.wordpress.com/
Outubro 26, 2008 at 11:42 am
Senhor José,
poupe-nos a esse discurso formatado! Porque não defende o aumento dos salários mais baixos, descendo os mais altos, para esbater a escandalosa diferença salarial em Portugal? Porque não defende a diminuição dos gastos por parte do estado e administração pública que nada têm a ver com salários? Também acha normal que os jovens não possam ter melhores ordenados e empregos? Porque não sugere à sua entidade patronal, se é que trabalha, que lhe pague o ordenado mínimo para ser solidário com as pessoas a quem a vida custa mais?
Realmente em portugal tem-se vivido acima das dificuldades mas mesmo assim há quem queira o tgv, entre outras coisas, para diminuir em 20 min uma viagem Lisboa-Porto. Francamente… os professores agora não podem lutar por um ensino de qualidade? Também não podem lutar pelos seus direitos? Não podem dizer o que pensam? Eu lamento é que os portugueses não se zanguem a sério e não saiam todos à rua para lutar pelos seus direitos e exigir que os políticos comecem a trabalhar em prol do bem comum!
Outubro 26, 2008 at 11:53 am
#7
Adicionadíssimo aos favoritos.
😉
Outubro 26, 2008 at 11:57 am
Parabéns Paulo.
Destaco aqui no artigo uma frase do meu professor de Sociologia da Educação, Ivo Domingues:
“Do ponto de vista da análise sociológica, a questão da identidade profissional é muito importante. Ou seja, na medida em que os professores se vêem a eles próprios como formadores de personalidades e de cidadãos, assumem para eles o comportamento de cidadania que lhes permite dizer com toda a liberdade o que pensam. E como não têm constrangimentos de natureza contratual que os possa fazer sentir em perigo, porque o patrão é o Estado e é ao Estado que compete garantir todos os direitos de cidadania…, avançam para a rua.”
Outubro 26, 2008 at 12:02 pm
Olinda, o segredo está aqui:
E como não têm constrangimentos de natureza contratual que os possa fazer sentir em perigo, porque o patrão é o Estado e é ao Estado que compete garantir todos os direitos de cidadania…, avançam para a rua.
É por isto que os funcionários públicos, e entre eles os professores por mais esclarecidos e com mais tempo para se embrenharem em causas, têm de ser “abatidos”. Não é só pela poupança de dinheiro que depois pode ser entregue aos “amigalhaços” é também para retirar da sociedade qualquer exemplo de contestação. Assim fica uma mole enorme de escravos desorganizados e temerosos.
Outubro 26, 2008 at 12:14 pm
Também à boa maneira portuguesa o que se defende é nivelar por baixo e defender a perda de direitos adquiridos, alguns à custa de muitos sacrifícios humanos!É uma tristeza!
Outubro 26, 2008 at 12:47 pm
O que me parece é que o senhor jornalista Jorge Pinto tem um conhecimento superficial sobre o tema. Já agora porque não faz como os verdadeiros jornalistas e pede autorização para trabalhar um mes numa escola publica e acompanhar diariamente a vida de um professor. Para começar deveria inteirar-se de toda a legislação saida por este ME. Já agora os colegas deveriam ernviar para o seu correio electrónico todas as fichas e grelhas que estão a ser produzidas nas nossas escolas. É que se fossem aplicadas ao senhor jornalista, o senhor não iria para lá do Regular….
Outubro 26, 2008 at 12:47 pm
O que é dito no comentário 11 é correcto! Junte-se a desvinculação de todo (ou quase) funcionalismo público a partir de Janeiro (e então a partir daí cuidado com as chefias!!!…..) e a sua passagem a um regime de contrato de trabalho de função pública!
Por outras palavras, para a maioria do funcionalismo público vai-se instalar a precaridade… Professores incluídos, não pensem os mais distraídos que estarão escudados em qualquer vinculação (QE, QZP, etc…).
E o novo regime de gestão é apenas uma parcela mais no edifício da domesticação e “amansamento” do funcionalismo. Sobre todo e qualquer funcionário passará a estar pendente sobre a sua cabeça a “espada de Dâmocles”. Bastará uma “simples” reestruturação de serviços, decidida pelas chefias para ser possível fazer cessar um contrato de trabalho por tempo indeterminado.
A negociação em Junho/Julho que estava prevista no “memorando de entendimento” já seria feita com os sindicatos sem força para impor o que quer que seja, pois nessa altura, e de acordo com o calendário de transição para o novo modelo de gestão, os “novos” directores já estarão escolhidos!
As dificuldades e o novo tipo de contrato de trabalho iriam desmobilizar muita gente, que só irá tomar verdadeira consciência do que lhes estará a acontecer quando começar a acontecer! Um pouco como a questão da avaliação e do ECD e outras coisas mais. Bem se tentou avisar mas muitos preferiram continuar metidos nas suas tamanquinhas e assobiar para o lado! Agora quando elas começam a “morder” já todos se “coçam”!
Mas ainda bem! Esperemos que já não tenha sido tarde demais.
Outubro 26, 2008 at 12:48 pm
tantas gralhas e faltas de pontuação…..
Outubro 26, 2008 at 12:51 pm
Este modelo de avaliação não é mais do que um excelente processo de controlar os avaliados.
Calas-te ou apanhas com insuficiente. Ora toma. ainda não há muito tempo este tipo de controlo era mais descarado. Agora é camuflado. Venha o diabo e escolha.
Eu não quero nada disto:
Eu controlo-te; Eu controlo-vos; Tu és controlado; Tu controlas; Ele controla; Ele é controlado; Nós somos controlados; Vós sois controlados; Vós controlais; Eles são controlados; Eles controlam-nos; …
Outubro 26, 2008 at 12:56 pm
Querem domesticar os professores.
Querem calar uma das poucas classes críticas deste país.
Querem “comprar” o nosso silêncio com o medo. Medo, porque vivemos do nosso trabalho e temos, como a maioria , contas para pagar. Pelo medo muitos se estão a calar.
O que se está a verificar é a escalada social do lambe-botas e do bufo.
Outubro 26, 2008 at 1:03 pm
14 fm
A negociação em Junho/Julho que estava prevista no “memorando de entendimento” já seria feita com os sindicatos sem força para impor o que quer que seja, pois nessa altura, e de acordo com o calendário de transição para o novo modelo de gestão, os “novos” directores já estarão escolhidos!
As dificuldades e o novo tipo de contrato de trabalho iriam desmobilizar muita gente, que só irá tomar verdadeira consciência do que lhes estará a acontecer quando começar a acontecer! Um pouco como a questão da avaliação e do ECD e outras coisas mais. Bem se tentou avisar mas muitos preferiram continuar metidos nas suas tamanquinhas e assobiar para o lado! Agora quando elas começam a “morder” já todos se “coçam”!
Mas ainda bem! Esperemos que já não tenha sido tarde demais.
Muito bem visto! Ainda não tinha lido esse argumento que é muito forte.
Todavia tenho dúvida sobre se as pessoas dos 100.000 estariam disponíveis para algo mais.A mim parece-me que grande parte esgotou na manifestação a sua intervenção para aquele período. Gostava de estar errado.
Outubro 26, 2008 at 1:30 pm
Um bom artigo no blog “professores sem quadro” que nos mostra que a loucura não se deve apenas à legislação, como bem nos mostrou o Paulo ontem, nos exemplos de grelhas que aqui postou.
http://professorsemquadro.blogspot.com/2008/10/loucura-ou-maldade.html
Outubro 26, 2008 at 1:35 pm
Paulo
mail
Outubro 26, 2008 at 1:44 pm
#19
excelente artigo. Devia ser lido e relido em voz alta pelos adesivos…
Outubro 26, 2008 at 1:56 pm
O Sr. José é a prova de que a mentalidade (mesquinha e invejosa) dos portugueses, não tem cura!
Outubro 26, 2008 at 2:16 pm
Um sábio Árabe disse:
للأعيان وعدد أعبحت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعياننواب
حسب الدستور المعدل عام أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظام ملكي برلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني مقسم الى مجلسين واحد للأعيا وعدد أعضاء يبل عين و واحد للنواب و عدد نتائج الانتخابات نائب. نتائج الانتخابات الأخير مباشرة من أصبحت الشعبسنوات، بينما كل 4 سنوات، بينما يعين1 عنتخاباتضو من مجلس الأعيان و ينتخب الباقون الشعب أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على نتائج الانتخابات النيابية. أهم الأحزاب
الإس أصمقسم الى مجلسين واحد للأعيان ( وعدد الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعيان
Profundo, não é…?
Não fiques envergonhada(o) eu também chorei….!!! principalmente na parte em que diz:
أصبحت إسبانيا دولة قانون إجتماعية و ديمقراطية تحت نظامبرلماني. الملك منصبه فخري و رن و واحدئيس الوزراء هو الحاكم..
PS – Pois é. É exactamente assim a avaliação do desempenho docente!…
Outubro 26, 2008 at 3:28 pm
Mas não é na privADA QUE TODOS LAMBEM O CU AO CHEGE E QUE QUEM O LAMBER MAIS SOBE…
Outubro 26, 2008 at 3:38 pm
“Como este cenário não se verifica e como os professores têm uma identidade profissional muito própria, o resultado está à vista: manifestações e mais manifestações. Do ponto de vista da análise sociológica, a questão da identidade profissional é muito importante, segundo Ivo Domingues. Ou seja, na medida em que os professores se vêem a eles próprios como formadores de personalidades e de cidadãos, assumem para eles o comportamento de cidadania que lhes permite dizer com toda a liberdade o que pensam. “E como não têm constrangimentos de natureza contratual que os possa fazer sentir em perigo, porque o patrão é o Estado e é ao Estado que compete garantir todos os direitos de cidadania”…, avançam para a rua.
Mas será que esta falta de concertação é exclusiva do sector da Educação? Não, diz o sociólogo. A questão é que, explica, os médicos e os juízes, por exemplo, têm outros palcos de influência e de defesa dos seus interesses. “Estão mais representados nos órgãos centrais do Estado”, sintetiza.”
E neste bocadinho de texto está tudo dito!
Os professores não são simples produtores! Os professores “FORMAM”, não “ENFORMAM” como este governo pretende.
Os professores têm uma identidade própria, fruto da sua formação e da especificidade do seu conteúdo profissional que não pactua com teorias mercantilistas do uso da sua função para outros fins que não a formação de cidadãos com capacidade de pensar e com conhecimento para o fazer. E por isso têm o poder e a OBRIGAÇÃO de dizer NÃO.
Os professores têm que ir para a rua porque não têm no poder representantes que interfiram por si (e aqui está o ponto para que sempre chamei a atenção – não sendo contra a formação de uma ordem, mais uma vez constato que as outras profissões não têm poder por terem uma ordem, mas sim por serem profissões liberais com dinheiro e poder nos centros de decisão)
Outubro 26, 2008 at 3:40 pm
Paulo Guinote, V. é uma inspiração para quem procura ainda manter a cabeça levantada perante tanta perseguição. Obrigado.
Há pouco, Manuela Ferreira Leite falou da humilhação aos professores e outros profissionais. Tal como as críticas de Ana Drago (BE) ou Fernanda Velez (PSD), estas declarações vão certamente ser olimpicamente ignoradas pelos media…
Outubro 26, 2008 at 3:40 pm
O sucesso é uma consequência e não um objectivo
Flaubert, Gustave
Outubro 26, 2008 at 3:41 pm
Diz-se geralmente que, em Portugal, o público tem ideia de que o Governo deve fazer tudo, pensar em tudo, iniciar tudo: tira-se daqui a conclusão que somos um povo sem poderes iniciadores, bons para ser tutelados, indignos de uma larga liberdade, e inaptos para a independência. A nossa pobreza relativa é atribuída a este hábito político e social de depender para tudo do Governo, e de volver constantemente as mãos e os olhos para ele como para uma Providência sempre presente.
Eça de Queirós,
bOA TARDE DE SOL..ATÉ LOGO cARPE LE SOLEIL…
Outubro 26, 2008 at 3:48 pm
O JN, acerca do tema, poderia também ter perguntado ao Medina Carreira para explicar aquela declaração dele, segundo a qual os encarregados de educação também sairiam à rua, SE SOUBESSEM O QUE SE PASSA NAS ESCOLAS.
Outubro 26, 2008 at 3:53 pm
Bastante enviesado …
Outubro 26, 2008 at 4:05 pm
raiva,
Não tive tempo de ler os comentários todos, mas adorei esse sábio árabe.
Percebi tudo, tudinho!
😆
Mais logo volto cá.
Outubro 26, 2008 at 4:07 pm
José Silva,
Só um pequeno detalhe: na lei do OE para 2009 vai-me ser proibido recorrer à mobilidade especial para me ir embora caso o queira.
Mas o Estado pode mandar quem quiser, se lhe convier.
Não me parece uma relação equilibrada.
Garanto-lhe eu que já conheci o sector privado (educação e não só) tem tantos ou mais defeitos que o sector público e faltam-lhe algumas das qualidades.
Outubro 26, 2008 at 4:07 pm
Carlos Félix Fernandes
Outubro 26, 2008 às 3:53 pm
Caro mentor deste blogue,
Os movimentos que levaram ao 25 de Abril, quando surgiram, também eram inorgânicos.
Com os professores há uma vantagem: se os sindicatos quiserem passam a considerar válidas essas milhares de vozes inorgânicas que vivem e sofrem o novo modelo (avaliativo e quejandos) nas escolas.
Quem não perceber isto está bem agarrado a tiques, perspectivas e acções concretas ideologias centralizadoras que levam a nada.
E se quiser, a Plataforma Sindical junta-se a esses movimentos sentidos (e por isso bem orgânicos) e marcha conjuntamente com eles dia 15.
CFF
Outubro 26, 2008 at 4:11 pm
P. Guinote,
Opss! O que queria escrever era:
Resposta ao mentor do blogue (Re)flexões (que alude a este blogue).
Os movimentos que levaram ao 25 de Abril, quando surgiram, também eram inorgânicos.
Com os professores há uma vantagem: se os sindicatos quiserem passam a considerar válidas essas milhares de vozes inorgânicas que vivem e sofrem o novo modelo (avaliativo e quejandos) nas escolas.
Quem não perceber isto está bem agarrado a tiques, perspectivas e acções concretas, a ideologias centralizadoras que levam a nada.
E se quiser, a Plataforma Sindical junta-se a esses movimentos sentidos (e por isso bem orgânicos) e marcha conjuntamente com eles dia 15.
CFF
Outubro 26, 2008 at 4:29 pm
http://www.fne.pt/media/video/show/id/409
Outubro 26, 2008 at 4:29 pm
O arabês é sobre o sistema político de Espanha. Viva o Google tradutor 🙂
Outubro 26, 2008 at 4:41 pm
#23
nunca ninguém o disse de uma forma tão clara… 🙂
Outubro 26, 2008 at 4:46 pm
Mas eu acrescentaria:
تقييم أداء المعلمين في البرتغال هو مجموعة متشابكة من التشريعات التي لا أحد يعتقد ذلك. المرسوم لتلغي القوانين والمراسيم لهذا التعميم. التشريعية الاسهال هو استمرار للخروج ومواجهة المدرسين الذين DESJA وغير القادرين على العمل وفعل الأشياء التي لأنها قد أعدت و: تعليم
pegando na dica do .(ponto) 🙂
Outubro 26, 2008 at 4:50 pm
我认为中国将是更易于理解。毕竟教师是已经成为眼中的这么多嘴网
🙂
Outubro 26, 2008 at 4:57 pm
Olha olha… o umbigo está a tornar-se universal!!!
Outubro 26, 2008 at 5:01 pm
Tambem sei…Aí estao os meus pontos de vista expostos em coreano…
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Outubro 26, 2008 at 5:03 pm
A mim o que me espanta é que os professores não se dêem conta que estão a jogar com a grande maioria dos portugueses e lhe querem fazer passar a ideia de que etão muito preocupados com a educação dos seus (deles) filhos e que se maifestam por causa disso. E é por isso que os portugueses quer se manifestem cem mil ou dez mil lhe é indiferente. E ao governo também.
Os professores na sua maioria não quer qualquer modelo de avaliação: eles querem ter uma carreira única e marchar em conjunto unanimente até ao topo. Primeiro não quiseram que os pais participassem na sua avaliação. Agora não querem este modelo. Em verdade, não querem avaliação nenhuma. E são eles que protestam contra o facilitismo da avaliação dos alunos!
Pior do que tudo isto é porque andam de mau humor levarem o mau humor para as aulas e prestarem um mau serviço aos alunos. E talvez até vigarem-se. Se assim não é digam-me qual a justificação para um professor mandar os alunos copiar 50 (cinquenta vezes) as regras e atitudes na sala de aula. E as regras não são 11 como os mandamentos mas 13 (treze). Como não sou pedagogo talvez haja razões que~estão longe de serem a que aventei.
Outubro 26, 2008 at 5:05 pm
“Como não sou pedagogo talvez haja razões que~estão longe de serem a que aventei.”
Se não sabe porque manda palpites?
Outubro 26, 2008 at 5:33 pm
Ó Luis Leonardo acredite que ás vezes copiar 50 vezes as regras e atitudes a ter dentro da sala de aula é a unica forma de certos “selvagens” que chegam ás escolas perceberem que afinal… há regras. Nao sou professor mas a minha mulher é. Conta-me cada coisa! È de bradar aos céus..E nós vivemos numa cidade do interior, calma, e sem grandes problemas sociais..Faço ideia noutros sitios do país. O grande problema é que os pais deste país demitiram-se de ser pais. Não incutiram regras de comportamento aos seus filhos… E olhe que os piores as vezes sao os filhos daqueles que exercem as chamadas profissoes de referencia deste país…
Outubro 26, 2008 at 5:50 pm
“O pior é o mau humor que se leva para as aulas.”
Por vezes não há humor que aguente, são pessoas, que diabo, com vidas difíceis e problemas a resolver na família. Não queiram ver tudo sorridente que não há grandes motivos para isso.
Outubro 26, 2008 at 5:59 pm
Já soube de escolas onde professores foram enxovalhados pelos pais …vão trabalhar diziam eles..curioso muitos deles mesmo não trabalhando não ligam peva aos putos vão para a taberna discutir futebol e dizer carvalhadas..olha se calhar estão na taverna do vesgo…
Luís o sucesso é uma consequência e não um objectivo ..como disse o Flaubert..só oara que pessoas como você o sucesso tem de ser a qualquer preço..deve ser um daqueles que se estivessem numas das empresas americanas até os balanços trimestrais eram alterados ..só para que houvesse sucesso claro..a bem do sucesso..olhe onde chegaram as coisas com a obssessão do sucesso..
Outubro 26, 2008 at 6:00 pm
só que para …
Outubro 26, 2008 at 6:05 pm
#42
Luís Leonardo,
“Pior do que tudo isto é porque andam de mau humor levarem o mau humor para as aulas e prestarem um mau serviço aos alunos. E talvez até vi(n)garem-se.”
Diga-me uma coisa: Será o chamado efeito de contaminação?!
Diga-me outra coisa: Será que pôs de si no que disse?
Diga-me ainda outra coisa: Será que é o seu “modus operandi” sempre que está insatisfeito profissionalmente?
Diga-me só mais uma coisa: Como é que sabe que o que diz efectivamente se passa?
Menos, menos…
Outubro 26, 2008 at 6:09 pm
Luís Leonardo
Quando Portugal perceber que a educação dos seus cidadãos não depende exclusivamente dos professores, mas também aos pais, que a troco de 50 euros deixam os filhos de 15, 16 anos a pulular nas discotecas a apanharem bebedeiras de “shots”, então a sociedade terá dado um grande passo em frente.
Já agora que é tão preocupado pela educação, porque razão não sugere que esses pais se sentem no banco dos réus, como acontece em muitos países do Norte da Europa, por negligenciarem a educação dos filhos! Tenho a impressão que os tribunais de família começariam a abarrotar de processos.
É que muitos pais precisam de levar tau-tau apanhando uma pena de “serviços a prestar à comunidade”.
Se isto acontecesse o sucesso escolar duplicaria, penso eu de que…
Outubro 26, 2008 at 6:11 pm
Em (49) em vez de ler “aos pais” deve ler-se “dos pais”
Outubro 26, 2008 at 6:17 pm
Pedro se quiseres dá uma vista de olhos…(estou a fazer marketing…!)
http://bulimunda.wordpress.com/
Outubro 26, 2008 at 6:39 pm
Manda o bom senso e parce que também o conhecimento científico que se relativize. Assim sendo, nem todos os pais são bêbados, negligentes, desinteressados da educação dos seus filhos; nem todos os professores são maus educadores. A diferença é que ser pai, ao contrário de ser professor, não é uma profissão. Claro que a sociedade devia ter mecanismos de responsabilização dos pais e «muitos pais precisam de levar tau-tau apanhando uma pena de “serviços a prestar à comunidade”». Quanto aos professores tratando-se de uma profissão tem de haver mecanismos que possam sancionar o seu desempenho, sobretudo em casos extremos. Porque há casos extremos.
Quanto aos alunos se fossem educados não precisariam de ir para a escola. As esolas precisam de ter os mecanismos necessários e suficientes para que possam educar todos, mesmos os mais difíceis, sobretudo estes. Como em todas as profissões, os bons profissionais são aqueles que são capazes de resolver os casos difíceis. Normalmente, estes são os profissionais mais prestigiados.
O que me parece, do que leio por aqui, do que leio nos jornais, é que os professores passam a vida a lastimarem-se da realidade. O que é mau para a realidade e para eles.
Outubro 26, 2008 at 7:28 pm
Tanto quanto me é dado saber este é um blog sobre ensino e educação. Quando nele omito opinião é isso mesmo: uma opinião. Um ponto de vista apenas. O facto de não saber de dentro não quer dizer que não possa omitir opinião. Ficaríamos bem limitados se apenas pudessemos opinar da nossa profissão:os médicos dde medicina, os advogados de direito, os polícias de segurança, etc.
Aceito e fico agradado com pontos de vista diferentes do meu.
Outubro 26, 2008 at 7:30 pm
Luis Leonardo:
Se se der ao trabalho de ler a parte do Codigo Civil sobre “Poder Paternal” lá vai encontrar quem são os responsaveis pela educação dos seus filhos : Os pais. Nem poderia ser de outra forma. Hoje está na moda transpor para as costas dos professores esse dever essencial. No tempo eu que eu fui “criado”, como se dizia na aldeia onde nasci, os pais tinham orgulho em dizer “dei uma boa educução aos meus filhos”…Ou seja os pais, muitos deles iletrados ,tinham consciencia desse dever essencial. Hoje, num Portugal supostamente mais moderno, os pais dizem “ai e tal o meu filho é mal educado porque nunca teve professores de jeito …Depositam-se os filhos na escola das 8h as 18h e espera-se que a escola e os professores resolvam estes “casos dificeis” como eufemisticamente designa..
Outubro 26, 2008 at 8:28 pm
nós também.:)
mas que tal oferecer-se para acompanhar uma semana na escola um qualquer professor malandro para lhe dizer como sefaz?
e já agora qual é a sua profissão e qual a sua avaliação?
é que eu queria comentar…
Outubro 26, 2008 at 8:58 pm
Quando aparecem por aqui discursos de Srs, como José Silva e Luís Leonardo, que mudam de nick, mas cujo estilo discurso se enxerga à distância, é sinal de que alguma coisa está a tremer… E não é do lado dos professores.
Outubro 26, 2008 at 10:11 pm
Sou professora num agrupamento da zona de Lisboa, coordenadora de departamento, membro do conselho pedagógico e da comissão de avaliação de docentes além de que, tenho uma turma de 24 alunos.
Desde que começou o ano lectivo, tem havido Conselhos Pedagógicos todas as semanas (a semana passada houve dois), mais as reuniões da comissão de avaliação onde temos andado “de volta” das grelhas do portfólio e também tem havido reuniões de departamento. Trabalho praticamente em contínuo,são horas e horas em que faço tudo, menos ser professora que prepara convenientemente aulas e mãe de uma adolescente.
Foi só um desabafo.
Outubro 26, 2008 at 11:49 pm
omito não emito.
lá está. novas oportunidades.:)
Outubro 27, 2008 at 12:02 am
Porque é que os colegas avaliadores que andam exaustos com isto tudo, não tomam uma posição de força no sentido de acabar com esse suplício?
Outubro 27, 2008 at 12:03 am
Anabela será aluno de um EFA?
Outubro 27, 2008 at 12:12 am
Recebi a seguinte SMS:
“Na EB2,3 de Ronfe já há aulas assistidas. depois de uma aula assistida de 45 minutos o Avaliador massacrou a avaliada durante 5 horas. A ministra conseguiu pôr os carrascos nas escolas. Passa a msg.”
Se alguém souber detalhes que os partilhe, pf
Outubro 27, 2008 at 11:10 am
59#Apontar a solução para outros, não é sério. Só em conjunto poderemos pôr fim aos suplicio.
Outubro 27, 2008 at 11:49 pm
O sr. José Silva (1) é uma pessoa com muito sentido de humor.
😆