Notícia do Sol, a ser lida com muita atenção, em especial pelos críticos dos professores e por todos os que acham que se vão embora os medíocres e os que não tinham vocação para a função, porque eram apenas licenciados a dar aulas (corrente tavarista-rangeliana-moitadedeusinha).

Numa das melhores escolas públicas do país, saem muitos dos seus melhores elementos e certamente aqueles que ajudaram a moldar a história daquela instituição educativa verdadeiramente de referência.

Não estamos a falar de gestores de sucesso que vivem de negócios e contratos preferenciais com o Estado, ou daqueles que ajudaram a afundar instituições financeiras, que negociaram em off-shores produzindo prejuízos imensos ou que absorveram fundos comunitários sem produzir riqueza para mais do que si próprios. Ou mesmo de autarcas que distribuíram frigoríficos ou casas municipais às resmas, conseguindo com isso, em vários casos, ascender a cargos da maior responsabilidade na condução do país.

Estamos a falar de pessoas com 30 ou mais anos de uma carreira digna, que deram o melhor de si e que agora se fartaram de ser desrespeitados.

Não os considero desistentes. Considero-os sensatos. Há que saber até que ponto o sacrifício pessoal faz sentido.