Não o legítimo.

O escritor.

Parece que ele pode ofender a generalidade da classe dos professores, mas custa-lhe que alguém riposte.

Fosse o betovisionário escritor dono de uma imaginação maior do que trocadilhar o meu apelido com o verbo guinar e uma pessoa ainda se poderia divertir. Numa coisa tem razão, realmente acerca dele o maior esforço que consigo fazer é googlá-lo.

Já quanto a gozá-lo.

Há que ter respeitinho. Afinal ele é Deus. E é «escritor», poças, o rico, tá a ver?.

Por isso, com todo o respeitinho, deixei-lhe lá este comentáriozinho, à laia de despedida:

O Rodrigo é um escritor
Disso fiquei sem qualquer dúvida
Porque escreve e tão bem,
Pena que não pense também
Eu, afinal, sou apenas um googlador,
Mas não me envergonho de ser professor,
Ao contrário que quem de consultor,
Tem vergonha de se assinar
Quanto a escola particular,
É verdade por lá andei,
Mas por desenfado a dar aulas,
A ensinar este e aquele rei
A uns e outros rodrigos,
Que da escola pública da grei
Se dizem muito amigos,
Mas que se lhes chegam perto,
Ficam em tamanho aperto
Que se lhes ataca cá uma urticária,
Pior mesmo que a malária
Porque à moda dos engomadinhos
Que têm muitos pergaminhos,
Gostam muito dos pobrezinhos,
Mas é se for em acto de caridade
Para ganhar alguma felicidade.
No alto reino dos Céus,
Não é assim escritor Deus?