Acabei de ler esta crónica brilhante do José Gil – ainda temos gente que mantém a sanidade mental – e reitero a constatação de um enorme sentimento de derrota.Esta não é a minha ideia de educação,não é o trabalho de mais de 30 anos,é a destruiçãode uma vocação…lutarei pela minha sanidade mental jogando a esse favor o facto de me aproximar de uma reforma que não sei bem como será. Estou a falar de mim apenas? Pelo que vejo na sala de profs da minha escola – cheia até transbordar e com necesidade de semáforos – pelo que vejo também nas instalações que não há – faz anos que o meu departamento luta para ter um estaminé minimamente adequado e seguro para deixar materiais e tecnologias várias- pelo que vejo e ouço estamos a correr sérios riscos de sanidade mental…mais algum tempo veremos os atestados médicos correrem pelas secretarias e profs sem estaleca para enfrentarem as maratonas burocráticas.
NB…reparem para os sorrisos do primeiro e da ministra…similares,aparentando uma satisfação contido, que ameaça explodir em gargalhada…
Estes senhores, marionetas da nova ordem mundial, estão a trabalhar bem. Domesticar primeiro, escravizar depois. Os tempos da revolução industrial vão voltar e a profissão de capataz vai prosperar.
“Uma nêspera
Estava na cama
Deitada
Muito calada
A ver
O que acontecia
Chegou uma Velha
E disse
Olha uma nêspera
E zás comeu-a
É o que acontece
Às nêsperas
Que ficam deitadas
Caladas
A esperar
O que acontece”
O que é também impressionante é o facto de termos plena consciência disto e não conseguirmos dar a volta. Será possível?
Relembro que a APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino) vai realizar uma reunião aberta, dia 11, nas Caldas da Rainha.
Tal como eles referem: “SE NÃO FORMOS NÓS A LUTAR, NINGUÉM O FARÁ EM NOSSO LUGAR”!.
Sabemos bem que se estas políticas forem avante, não haverá volta a dar e o inferno que já estamos a sentir tornar-se-á ainda bem pior!
A profissão tornou-se uma desilusão. O gosto de preparar aulas está-se a perder, pois não há tempo para isso! Agora, estamos atolados de papéis e burocracias várias!
Abaixo a arrogância, a prepotência!
Abaixo a jactância e a impostura
Escondida na armadura
Fashion e macia
Desta macilenta democracia!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
O Sarcos é um bacano
O Sarcos é um porreiro, pá,
Eleito por engano
Em domingo de nevoeiro!
O Sarcos tem um canudo
De cortiça
Um canudo de Entrudo,
Com fitas e tudo,
Comprado depois da missa!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
O Sarcos mente ao país
Com quantos dentes tem!
Cala e fala a preceito
E não sabe o que diz.
O Sarcos não respeita ninguém
O Sarcos não tem coração:
Manda e desmanda sem jeito
O Sarcos é um anão
Do Socialismo e do Direito!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
Um país que tem Sarcos
É um feudo ordinário,
Que fabrica pobreza
Para alimentar a avareza
Do gordo milionário!
O Sarcos vai dar de frosques,
Porque é um Robim dos Bosques
Virado ao contrário!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
O Sarcos é um corvo,
Augúrio do retrocesso
E da liberdade esganada!
O Sarcos é um estorvo
Um empecilho de alabastro
Que nos impede o progresso!
Arranquemos este emplastro,
Esta excrescência da política
Que leva à derrocada
E à liberdade somítica!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
E como se abate
Este bicho ignoto?
Com arma de chocolate:
O VOTO!
Não me sinto exactamente domesticada. E o meu desespero foi bem maior no ano passado, ante a inevitabilidade das coisas. Agora as coisas rolam, começam a instalar-se, é mais perceptível por onde podem ser minadas. Os tempos pedem formas de luta diferentes, nomeadamente a resistência passiva e a permanente greve de zelo. Pedem subtileza também. E solidariedade entre pares. Não podemos ser tão prontos a acatar, nem podemos afrontar o sistema de peito aberto. O desespero rouba-nos a lucidez e a falta de lucidez e o derrotismo servem o inimigo. Creio também que voltaremos à rua. Precisamos do sentimento “tribal” e da presença uns dos outros. Reafirmar um sentido de pertença e de intenções.
Obrigado Professor (meu Professor na Faculdade)por “dar voz” a todos, quase todos, pelo menos a 100 mil(mesmo que não tenha sido essaa intenção)… 100 mil que foram esmagados como esta política educativa, diria burocrática, aterradora e errada. Ao que o Professor disse, eu, que estou no terreno, acrescentaria: da fase da escravidão e da não- inscrição, passámos á fase do medo. Sim, medo de nos expressarmos, porque a avaliação encontrou mecanismos para nos calar. Daí, a não inscrição de uma classe profissional, que é a mais informada e crítica: a dos Professores.
Os Professores não são imbecis; são os mais qualificados. Para além das Licenciaturas, os actuais Professores realizaram um Estágio de dois anos, uma autêntica Pós-graduação, com aulas assistidas, trabalhos de investigação, etc. No meu caso foram 6 anos de preparação e mais três de Mestrado em Educação. Não devo ser tonto! Uma coisa é certa, a minha Formação não foi feita no Modelo “Novas Oportunidades”.
Agora sinto-me minimizado, despromovido, desanimado e com receio de fazer valer a minha opinião. E isso tem um preço: a Cidadania que ensinamos aos nossos alunos está-nos vedada.
Tudo, mesmo tudo gira à volta deste Modelo de Avaliação e da sobrevivência profissional e familiar. Em vez disso, deveriamos estar centrados nas aprendizagens dos alunos.
Tanto eu como eles (os alunos)vamos ter muita dificuladade em nos “inscrevermos”. Caminhamos para a alienação e para a obediência cega.
Por isso estou preocupado comigo e com as futuras gerações. Serão nesperas ou ovelhas, que em rebanho apenas se preocupam com a sobrevivência, perdendo todo o sentido crítico e participativo, que é a espinha dorsal de qualquer Democaracia.
Seria interessante que as pessoas que têm voz nos midia fizéssem uma investigação e/ou auscultação sobre o que se passa nas Escolas e sobre este Modelo de Avaliação. Adredito que ficariam espantados com os procedimentos aliatórios, relativistas e excessivamente controladores e ainda absurdamente burocráticos.
Amigo KAFKA, volta! Estás perdoado!
Paulo, DESCULPE! VENHO RECTIFICAR O TEXTO MAS AGORA SEM AS GAFFES QUE DEIXEI PASSAR POR ENGANO.
Obrigado Professor (meu Professor na Faculdade)por “dar voz” a todos, quase todos, pelo menos a 100 mil(mesmo que não tenha sido essaa intenção)… os 100 mil que foram esmagados com esta política educativa, diria burocrática, aterradora e errada. Ao que o Professor disse, eu, que estou no terreno, acrescentaria: da fase da escravidão e da não- inscrição, passámos á fase do medo. Sim, medo de nos expressarmos, porque a avaliação encontrou mecanismos para nos calar. Daí, a não inscrição de uma classe profissional, que é a mais informada e crítica: a dos Professores.
Os Professores não são imbecis; são os mais qualificados. Para além das Licenciaturas, os actuais Professores realizaram um Estágio de dois anos, uma autêntica Pós-graduação, com aulas assistidas, trabalhos de investigação, etc. Tdos temos Carteira Profissional. Se errámos é porque tivemos que nos adaptar a este Mundo em constante mudança, que não deixa tempo para pensar e reflectir adequadamente.
No meu caso foram 6 anos de preparação e mais três de Mestrado em Educação. Não devo ser tonto! Uma coisa é certa, a minha Formação não foi feita no Modelo “Novas Oportunidades”.
Agora sinto-me minimizado, despromovido, desanimado e com receio de fazer valer a minha opinião. E isso tem um preço: a Cidadania que ensinamos aos nossos alunos está-nos vedada.
Hoje, nas Escolas, tudo, mesmo tudo, gira à volta deste Modelo de Avaliação e da sobrevivência profissional e familiar. Em vez disso, deveriamos estar centrados nas aprendizagens dos alunos.
Tanto eu como eles (os alunos)vamos ter muita dificuladade em nos “inscrevermos”. Caminhamos para a alienação e para a obediência cega.
Por isso estou preocupado comigo e com as futuras gerações. Serão nêsperas ou ovelhas, que em rebanho apenas se preocupam com a sobrevivência, perdendo todo o sentido crítico e participativo, que é a espinha dorsal de qualquer Democracia.
Seria interessante que as pessoas que têm voz nos média (Meios de Comunicação Social) fizéssem uma investigação e/ou auscultação sobre o que se passa nas Escolas e sobre este Modelo de Avaliação. Acredito que ficariam espantados com os procedimentos aleatórios, relativistas e excessivamente controladores e ainda absurdamente burocráticos.
Amigo KAFKA, volta! Estás perdoado!
Sem querer estar armado em pedante, ainda assim parece-me que falta uma parte da “fotografia”, aquela que é “apagada” por questões ideológicas.
Então e o papel dos sindicatos neste jogo ?
É que aquilo que José Gil chama de “desactivação da acção”, tem uma outra componente simétrica neste mecanismo de domesticação programada, a “activação da acção”.
Se a primeira cabe ao governo, a segunda cabe aos sindicatos, numa dança a dois perfeitamente sincronizada e que pára no momento exacto em que o poder da Nomenklatura assim o entende, como aconteceu com o acordo/entendimento entre a FENPROF e o governo.
Esta estratégia de controlo remoto das manadas de produtores-consumidores pela parelha governo-sindicatos, é em tudo semelhante ao jogo de alternância dos partidos do centrão, nos países rendidos à Nomenklatura democrática.
Se acham José Gil brilhante, então experimentem ler Sloterdijk, que tem uma visão muito mais alargada (porque olha a realidade de muito mais “alto”, se assim se pode dizer) do “palácio de cristal” em que se transformou a nossa sociedade.
A lucidez a que José Gil sempre nos habituou. Para além da Domesticação da Sociedade parece-me também importante que constatemos o perigo das maiorias absolutas. Cabe-nos a todos não tolerar o desenrolar deste estado, não nos deixando impregnar pelo espírito do fatalismo lusitano como caricaturas de um Felisberto Desgraçado. O timing vai-se tornando propício à medida que as legislativas se vão aproximando.
Ao olhar para algumas escolas com professores dedicados mas sem força para se afirmarem perante arbitrariedades: pontos descontados por se ter participado em reuniões sindicais, horários que desrespeitam o número de horas estipuladas na lei , entre tantas outras medidas abusivas, receio que a inércia venha a dominar.
Nunca consegui descodificar uma aparente contradição: sendo a generalidade do corpo docente “massa crítica” por motivos de formação, nem sempre se actua em conformidade, há mais queixas do que modos de agir, quanto mais não seja no que diz respeito à apresentação de argumentos fundamentados- sem que se perca a lógica argumentativa- para contrapor à prepotências de alguns directores-caciques de um provincianismo atroz que, na ausência de explicações plausíveis, dão socos na mesa e afirmam “é assim porque eu é que mando” ou dão início a reuniões exaltando os plenos poderes de que se encontram investidos – mal informados, referem poder, nos tempos que correm, despedir qualquer docente da escola.
Lembram-se quando todos dissemos «como foi isto possível?» Ora, aí está a resposta. De facto o acto intecional da não-inscrição infantilizou a luta. Depois daquele Sábado em que a Ministra, com aquele ar que lhe é próprio e que lhe ensinaram, remeteu-nos para um insignificância tal que começamos a perder no último minuto. Parece aquela equipa que marca golo a um minuto do fim e acaba de sofrer o golo da derrota a dez segundos desse mesmo final. Aí baixamos os braços, com a devida anuência dos nossos sindicatos. Ainda não percebemos o que nos aconteceu, estamos atónitos. Sabendo isto o ministério, com os ensinamentos adquiridos no iscte e afins, «bombardeou-nos» com burocracia. Há forma mais óbvia de exercer o poder? Agora andamos todos preocupadíssimos com a aplicação dos decretos e legislações. Enquanto estamos ocupados, não pensamos (excepto em lguns blogs). Mas será que, conversando connosco, conseguiremos alguma coisa? Será que conversando noutro sítio consequiremos alguma coisa? Grande merda! Fomos sodomizados!
O problema é que a vitória foi grande de mais. 100000 é muita gente. Mas também a responsabilidade aumentou. Deviamos ter possibilidades de manter a expectativa alta. Mas isso só era possível se houvesse um pequeno número de pessoas que nos representasse com posições firmes e coerentes. O que nos saiu na rifa foi um aglomerado de sindicatos que assinou um acordo, sem nos darem «cavaco». Por este motivo, concordo com a opinião 14 (desculpem utilizar números). É arriscado, em termos de gestão e de influência, irmos para a rua. Só se fossem 150000. Talvez seja melhor ir às Caldas. Qual o local da reunião? Alguém me sabe dizer?
Desculpem me a sério, mas somente a foto me mete um “nojo” visceral, como é possível termos entregue o País a estes “politicos” (digo políticos para não dizer outra coisa)
Da governação socialista liderada pelo engenheiro Sócrates, o que mais me inquieta e perturba não é tanto as controversas opções neo-liberais por que aquela se norteia e este a subjuga, mas, sobretudo, a ausência de intervenção pública das elites políticas e culturais nacionais e a cada vez mais anémica participação democrática do povo português no destino do país.
Sócrates fez do partido socialista uma espécie de “sala de chuto” da esquerda política portuguesa, para a qual tratou de convocar revolucionários ideologicamente espoliados e de para ela arrastar militantes compulsivamente desalojados do aparelho partidário. Nela – na sala de chuto socialista – as seringas (leia-se o letal silêncio para que muitos foram remetidos) pagam-se a peso de ouro (uma seringa pode, por exemplo, equivaler a um almejado lugar de eurodeputado) e a “maldita cocaína” corresponde, em muitos casos, a um chorudo lugar de topo na administração de uma qualquer (in)viável empresa pública.
O espantoso é que, incólume, Sócrates tenta fazer ao País o que antes tratou de fazer ao seu partido, povoando um e outro de uma cultura de medo, perseguição e intriga palaciana. Mas o problema – o verdadeiro problema – é o de a democracia nacional promovida por Sócrates se assemelhar cada vez mais a um desonesto jogo de ‘poker’, na qual a batotice política é consentida e a delapidação económica do Estado é instigada.
Grande análise do Prof. José Gil, sobre as estratégias de negação dos movimentos sociais de contestação ao governo. Este Comporta-se como Autista. Finge que os outros não têm capacidades para avaliar sériamente a situação, diz que são sempre os comunistas . Este texto Não fala só sobre os Professores. É o mesmo mecanismo que aplicam a toda a contestação laboral, que é práticamente ridicularizada , e apagada da memória , com um discurso e um objectivo de ser “Europeu”, ser “Moderno”.
Parece que pretendem acabar com o Sindicalismo. É muito fácil , Eles têm a maioria absoluta, têm o Poder , respeitam o direito à greve e ao protesto, mas não lhes dão importância, ignoram porque julgam que com isso tiram o valor das propostas alternativas ao modelo social que pretendem para o país.
Isto porque estas formas de protestos , sem um objectivo claro , sem um propósito claro de ruptura, isso não lhes afecta a sua parte de poder.
Na minha opinião , depois da manifestação de 8 de Março, os Professores não deviam admitir sentar-se à mesma mesa com esta Ministra da Educação. Deixou de haver condições de confiança política. Como é que os Professores conseguem ter poder de intervenção numa negociação politica? Não conseguem. têm de provocar fracturas.
Tinham que exigir, uma ruptura séria com essa equipa ministrial e a sua política. Tinham que mudar os Responsáveis, para os Professores poderem aceitar algum tipo de concertação.
Os Professores Portugueses , deviam criar um movimento nacional com um slogan do género Professores Portugueses não votam PS. Não com este modelo de carreira, de estatuto , e de Avaliação.
E recomendam aos encarregados de Educação que não votem PS. Ela (Ministra) qdo se for embora não lhes pode ir pedir de volta os tais Magalhães.
Temos de voltar à rua. Temos de voltar a ter visibilidade. Creio que em pré-campanha começará a doer-lhes… Talvez mais gente com voz na comunicação social, que tem vindo a ficar mais esclarecida, comece a fazer os devidos estragos na monstruosidade montada. As pessoas cá fora não se apercebem do caos que vai pelas escolas, do ambiente a deteriorar-se galopantemente. Temos de tirar mordaças… mas só unidos conseguiremos. Temos de nos organizar e talvez precisemos de um núcleo com capacidade de liderança para tal.
Eu tenho uma esperança. A sério. Tenho sempre muito poucas, mas esta tenho. A de que nada aconteça nos próximos três meses.
Porquê? Para que tudo “expluda” no próximo ano de 2009, mais próximo das eleições. Pegaram na Educação porque não têm mais por onde pegar. Do que se passa em concreto poucos sabem. O Magalhães chega a todos os lares. A oposição política ainda não saiu dos braços de Morfeu. Ninguém fez as contas ao desperdício de tempo e de dinheiro com as inutilidades impostas. Tenho a esperança que no primeiro semestre se faça luz. Uma luz barulhenta.
E que os digníssimos militantes de topo deste Partido vejam finalmente o que lhes fez gente de outras latitudes, bem distantes, ou talvez não.
As coisas irão aquecer de tal forma nos próximos meses talvez aconteça algo deveras complicado.
Por isso, talvez o final dos socialistas esteja mais próximo do que muitos imaginam e nem a ocultação da realidade económica de grande parte da população residente seja suficiente para evitar que a panela de pressão… rebente!
Estou convencido que a tal panela de pressão venha a comportar-se de uma forma estranha e que de rebentamento em rebentamento, se dê o rebentamento final…
Veremos o que acontece nos próximos 3 a 6 meses! Não só no sector do ensino, mas em muitos outros…
Posso confidenciar que estou com receio que o tal rebentamento faça demasiadas vítimas 😦
Diagnósticos aos montes…
O mal estar que se vive nas escolas é antigo e foi forjado nos corredores e gabinetes dos vários governos que antecederam este…
A socretina corte apenas se limitou a acelerar e a impor aquilo que muitos outros desejaram fazer…daí que tantos das “elites” se apressem a aplaudir….
É verdade que os professores , ao longo destes 34 anos, incomodaram muita gente.
Nada melhor que acabar com essa ameaça permanente…
Mas também é verdade que , ao longo destes 34 anos, os professores também foram violentamente incomodados..
Não houve, sequer, um ano de tréguas…exceptuando os intervalos de campanhas eleitorais, onde os professores abundam em colagens partidárias para outros voos.
Agora, o incómodo é muito mais perturbador.
Como cidadão, sinto-o na rua, no café, no local de trabalho, nos jogos de futebol, na noite que baixa e aconselha ao refúgio de muralhas que se julgavam desnecessárias; sinto-o nos jornais, na televisão…
E, agora, com mais de cinquenta anos, começo a julgar que terei que intervir muito mais a sério, incomodando, onde quer que esteja, esta raça de vendidos,de corruptos e corruptores, de doutrinadores da mediocridade de cacete na mão…
Nas juntas de freguesia, nas câmaras municipais, no parlamento…e na escola.
Este governo é uma praga que este país não merece.
O que estamos a viver nas escolas é a consequência lógica de uma visão pedagógica errada, um verdadeiro canto das sereias que se instaluo há muitos anos no ministério: aquilo que Nuno Crato chamou a visão romântica do ensino. A teoria do bom selvagem. A pedagogia que elimina o esforço da aprendizagem, e que faz recair sobre o professor a responsabilidade de despertar o interesse dos alunos. Segundo esta perspectiva, se os resultados são maus (como realmente são) a culpa só pode ser dos professores, já que nunca poderá ser dos alunos. Se os alunos não trabalham, os professores terão de trabalhar o dobro. A estupidez e a perversão deste estado de coisas vai ao ponto de eliminar da equação todas as outras variáveis extra-escola que podem impedir o sucesso do aluno-rei: a responsabilidade das famílias e da sociedade em geral (alunos menores a frequentar bares e discotecas pela noite dentro, etc)
Só os professores é que apanham pela medida grande. Claro que isto não resulta e os autores destas políticas vesgas, cruéis estúpidas e ineficazes irão colher os frutos mais cedo do que pensam…
A panela de pressão está tão quente tão quente tão quente… que basta uma ligeira saída de vapor para….
REBENTAR!!!
Eu estou desejosa que rebente.
Estou fartinha de me sentir “capacho” para os outros pisarem.
Na rua ou em qualquer lado, vou estar presente.
Fora com esta gente.
Não me sinto nada domesticada. É verdade que por vezes tenho muito receio.Sou o ganha pão da minhafamília… Esta gente é demasiado perigosa. Mas, como já referi, este PS vai arrepender-se amargamente de ter humilhado toda uma classe. Já faltou mais!
O governo governa com a maioria e não com as manifestações da rua, diz o Sr. Primeiro-Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.
Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo Estatuto da Carreira Docente e, das três, o PS votou contra suspensão.
(…)
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:
Como diz o amargo e ressequido Saramago, a estupidez pode calhar a qualquer um, levando mesmo os cegos a verem melhor do que as vanguardas e os “nóbeis”.
A prová-lo o paroxismo estatístistico e o delírio com os números, que tomou conta das nossas elites político partidárias.
Depois do dilúvio de propaganda governamental a propósito do pc magalhães, eis que o inefável Vilarigues vem hoje no “Público” extasiar-se com as 700 “teses” produzidas pelas mentes revolucionárias do pc jerónimo.
Queixa-se o destacado intelectual de esquerda, numa linha de reflexão próxima da do Professor Karamba, da falta de visibilidade deste trabalho hercúleo e magistral, só possível de realizar na base do “paradigma” do materialismo dialéctico (digo eu), o mesmo que permitiu ao pc jerónimo a previsão histórica do ajustamento abrupto do mercado imobiliário!!!!
Mas a quem é que iria passar tal coisa pela cabeça ?
Como é que é possível elaborar 700 teses 700 prodígios de escrita e arte adivinhatória do calibre a que nos habituou o pc jerónimo!
Só com uma bola de cristal Zeiss, e com o espírito de Estaline a pairar por cima de cada uma das 54 000 palavras escritas !!!!!
Portugal está coberto por um manto de cinzento, muito parecido com aquele que conheci antes do 25 de Abril (salvaguarde-se as devidas distâncias). Parece um País domado, vergado, desorientado, sem rumo. Assiste-sea um clima de servilismo repugnante,onde uma cáfila de indivíduos, com heranças subsconscientes da genética salazarenta, obedecem cegamente ao homem mais ignorante que governa Portugal desde o 25 de Abril. Calam-se as empresas, porque têm medo de não terem mais contratos do estado, calam-se os magistrados com medo de sofrerem consequências nas respectivas carreiras, calam-se os jornalistas com medo de perderem contratos de publicidade e nós professores damo-nos por vencidos, apesar da demonstração notável de 100000 pessoas, numa das maiores demonstrações de resistência ao poder socratino.
Hoje o Estado Direito não é lei, mas sim o chefe!
Se o chefe o diz é porque tem razão!
Cabe-nos obedecer, mesmo que esteja em causa a solidariedade por quem de sua viva voz exprima os seus pensamentos de forma livre e expontânea. Nunca assisti nos dias de hoje à censura pública daqueles que se manifestam contra os poderosos, ou contra os tiques autoritários.
Nas repartições públicas, nas escolas, nos hospitais, nas empresas, cultiva-se a bufaria para se sobreviver, arruinam-se carreiras com queixinhas ao chefe, promove-se a bajulice, cala-se perante um chefe que nos diz um enxurrada de asneiras.
Em paralelo, assiste-se ao descarado assalto do PS a todas as instituições do estado, tornando-se ele (PS) num estado dentro do próprio Estado. Militantes sequiosos rapinam o erário público e infiltram-se em lugares chaves da esfera privada, porque o sector público a teta começa a secar.
O mundo apontado pelo PS é um mundo virtual, uma autêntica ópera bufa, onde se perdeu a noção de que os mais pobres ficaram ainda mais pobres, a classe média caminha rapidamente para a miséria e os 10% de ricos gozam dos privilégios que o 1º ministro lhes oferece de bandeja, em troca de apoio político ou de favores que fortaleçam o seu poder pessoal.
Assiste-se no PS ao culto da personalidade, de um homem burocrata e ignorante, um “espantado” pela tecnologia, sem compreender, que só com uma educação rigorosa, que somente promovendo a cultura, é que este País pode dar um salto em frente.
No que diz respeito a cultura, educação e ensino aparte, há muitos anos se diz aquela ter “batido no fundo”. Exemplos recentes não faltam, desde o exílio de MJP até ao pagamento de taxas de radiodifusão para espaços comuns de condomínio. A cultura está, definitivamente, arredada dos nossos objectivos.
Não se iludam… o José Manuel Fernandes é dos mais ferozes “teacher haters” que se conhece. Deixem virar paro o PSD e verão como deixa de estar do nosso lado.
Quanto à história do “vota à direita ou à esquerda, não votes PS”, também me parece pouco inteligente. O PSD não faria melhor que o PS. O que nos interessa é que estes dois partidos tenham a menor representação possível na assembleia. Por isso, o meu slogan é: “vota à direita ou à esquerda, mas não votes bloco central”
O zé passou de comunista albanês a fascista suavizado tipo sarco ou berlusconi..nunca confiei em pessoas que supostamente mudam, ao longo da vida porque se apercebem dos erros passados..aos 30, 40, ou são tótos ou o seu cérebro é merd..a coerência -sem ser cega – é algo que hoje em dia é tão raro com encontrar uma lama pura e virgem..salvo seja..
Vão-me desculpar, mas discordo de muitos dos comentários feitos. Quero dizer antes, que muito estimo e aprecio o Professor José Gil. Todavia, este tipo de intervenção que faz já cansa. O seu discurso é impotente; mais, é exactamente o contrário do que pretende ser e, por isso mesmo, idêntico ao que critica. Pode acrescentar-se que tem o mérito de despertar as consciências. Mas isso seria menorizar as pessoas. Todas têm, aliás, parece-me, excesso de consciência. Aos professores, classe a que pertenço, embora sem grande orgulho, como a muitos outros corpos sociais, resta-lhes duas vias para conduzirem o seu futuro: CONFORMAREM-SE E OBEDECEREM ou REAGIREM DE FORMA VIOLENTA (e não num sentido meramente simbólico) às determinações do poder, particularmente quando elas são estúpidas e quando aqueles que as emitem não têm legitimidade para fazê-las (a legitimidade não deriva total ou principalmente do voto popular: eu pessoalmente sinto-me incapaz de reconhecer legitimidade às decisões provenientes daqueles que claramente são intelectual e moralmente inferiores).
Assim, estes “berros mansos” do Professor Gil para mais não servem que encher página de jornal. Sendo eu assumidamente conservador e, portanto, mais à direita, em termos políticos, não posso deixar de dizer que o importante agora não será pensar o estado deplorável a que o sistema educativo português chegou (na hipótese benévola de ainda haver tal coisa!), mas transformá-lo (nem que seja à força).
JMendes,
Percebo a sua posição.
De qualquer modo as posições do JGil, por recorrentes que sejam e não avançando necessariamente por caminhos novos, têm a vantagem de, do lado de fora da classe docente, darem alguma legitimidade teórica a parte das nossas queixas.
Compreendo que, de certa forma, o discursoacaba por ser “manso”, mas atinge alguns dos seus objectivos.
Quanto às estratégias de resistência dos professores, eu julgo que há uma 3ª via, entre a desobediência civil e a resistência passiva que obriga o edifício a entrar em colapso.
Talvez esteja demasiado utópico, mas tenho alguma esperança…
Muita conversa mas já veio tarde, aliás muitos dos que falam são responsáveis pela merda da sociedade em que vivemos e continuamos a deixar que uns quantos senhores e senhoras façam os que lhes dá na vontade e não passamos de uns carneiros a balir, simples.
Eu vi, fiz e trabalhei para construir uma sociedade digna e justa. Muito antes de mim outros cairam e morreram para que eu e outros tivessem liberdade para lutar e depois uns quantos como estes que vocês consideram bons faladores ou escritores falam simplesmente para aliviar as consciências que estão pesadas, mas gostaria eu de saber o motivo de tal peso!
Pena é os que comem a merda que muitos pelo seu amorfismo, comodismo ou o que lhe queiram chamar deixam continuar a viver!
Obrigada Professor
Obrigada pelas tuas palavras, obrigada por nos perceberes.
É da tua Voz e de outras como a Tua que os Professores deste país precisam urgentemente
Não se calem, Por Favor
Eu continuo por formatar, e ainda não estou acefala e assim pretendo continuar.
Muito respeito o professor José Gil, mas concordo e revejo-me em muito do que foi dito no comentário de João Mendes. Leio todas as crónicas de José Gil e há já muito tempo que me parecem sempre a mesma. Que este não está de acordo com as opções governativas da actual administração já percebemos, tive no entanto esperança que o professor tivesse algo mais a comentar acerca do mundo e de Portugal. No entanto todas as semanas, a esperança de algo de novo é confrontada com a nova receita do mesmo discurso.
Acho-me uma pessoa culta, e acredito viver num meio de pessoas igualmente cultas e inteligentes, eis o que observo da minha experiência: há gente inteligente que concorda com as actuais reformas, há gente igualmente inteligente que não percebe como alguém inteligente pode concordar as mesmas reformas. Quero com isto fazer uma critica a esta crónica e dar uma opinião pessoal. Não acho que a sociedade está domesticada, porque a sociedade não são os professores, nem os trabalhadores públicos, nem os comentadores Eixo do Mal. Há de facto pessoas inteligentes que não se acham amordaçadas, simplesmente não encontram algo contra o que protestar. Considero-me uma dessas pessoas. A crónica fala do país como se este fosse uma enorme massa de gente triste e estúpida que ignorante do seu poder se vai deixando levar na sua decadência, e depois, um grupo de ilumidados (100 mil ao que parece) que tentam heroicamente mudar a situação, e a quem o governo cinicamente ataca (maliciosamente ignorando-os). Acho que este Portugal é igualmente imaginário.
Outubro 3, 2008 at 9:19 am
Acabei de ler esta crónica brilhante do José Gil – ainda temos gente que mantém a sanidade mental – e reitero a constatação de um enorme sentimento de derrota.Esta não é a minha ideia de educação,não é o trabalho de mais de 30 anos,é a destruiçãode uma vocação…lutarei pela minha sanidade mental jogando a esse favor o facto de me aproximar de uma reforma que não sei bem como será. Estou a falar de mim apenas? Pelo que vejo na sala de profs da minha escola – cheia até transbordar e com necesidade de semáforos – pelo que vejo também nas instalações que não há – faz anos que o meu departamento luta para ter um estaminé minimamente adequado e seguro para deixar materiais e tecnologias várias- pelo que vejo e ouço estamos a correr sérios riscos de sanidade mental…mais algum tempo veremos os atestados médicos correrem pelas secretarias e profs sem estaleca para enfrentarem as maratonas burocráticas.
NB…reparem para os sorrisos do primeiro e da ministra…similares,aparentando uma satisfação contido, que ameaça explodir em gargalhada…
Saudações a todos
MOrfeu
Outubro 3, 2008 at 9:42 am
Estes senhores, marionetas da nova ordem mundial, estão a trabalhar bem. Domesticar primeiro, escravizar depois. Os tempos da revolução industrial vão voltar e a profissão de capataz vai prosperar.
Outubro 3, 2008 at 9:46 am
José Gil mais uma vez brilhante…
O diagnóstico está feito, colegas…vamos continuar a ser nêsperas?
Outubro 3, 2008 at 9:47 am
e só para recordar:
“Uma nêspera
Estava na cama
Deitada
Muito calada
A ver
O que acontecia
Chegou uma Velha
E disse
Olha uma nêspera
E zás comeu-a
É o que acontece
Às nêsperas
Que ficam deitadas
Caladas
A esperar
O que acontece”
(Mário Henrique Leiria)
Outubro 3, 2008 at 9:50 am
100000 não, mas 15000 poderiam surtir efeito.
Outubro 3, 2008 at 9:51 am
engano – 100000 não, mas 150 000 poderiam surtir efeito.
Outubro 3, 2008 at 10:08 am
O que é também impressionante é o facto de termos plena consciência disto e não conseguirmos dar a volta. Será possível?
Relembro que a APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino) vai realizar uma reunião aberta, dia 11, nas Caldas da Rainha.
Tal como eles referem: “SE NÃO FORMOS NÓS A LUTAR, NINGUÉM O FARÁ EM NOSSO LUGAR”!.
Sabemos bem que se estas políticas forem avante, não haverá volta a dar e o inferno que já estamos a sentir tornar-se-á ainda bem pior!
Outubro 3, 2008 at 10:11 am
A profissão tornou-se uma desilusão. O gosto de preparar aulas está-se a perder, pois não há tempo para isso! Agora, estamos atolados de papéis e burocracias várias!
Outubro 3, 2008 at 10:18 am
Manifesto Anti-Sarcos – Um poema de Luis Costa
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
Abaixo a arrogância, a prepotência!
Abaixo a jactância e a impostura
Escondida na armadura
Fashion e macia
Desta macilenta democracia!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
O Sarcos é um bacano
O Sarcos é um porreiro, pá,
Eleito por engano
Em domingo de nevoeiro!
O Sarcos tem um canudo
De cortiça
Um canudo de Entrudo,
Com fitas e tudo,
Comprado depois da missa!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
O Sarcos mente ao país
Com quantos dentes tem!
Cala e fala a preceito
E não sabe o que diz.
O Sarcos não respeita ninguém
O Sarcos não tem coração:
Manda e desmanda sem jeito
O Sarcos é um anão
Do Socialismo e do Direito!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
Um país que tem Sarcos
É um feudo ordinário,
Que fabrica pobreza
Para alimentar a avareza
Do gordo milionário!
O Sarcos vai dar de frosques,
Porque é um Robim dos Bosques
Virado ao contrário!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
O Sarcos é um corvo,
Augúrio do retrocesso
E da liberdade esganada!
O Sarcos é um estorvo
Um empecilho de alabastro
Que nos impede o progresso!
Arranquemos este emplastro,
Esta excrescência da política
Que leva à derrocada
E à liberdade somítica!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
E como se abate
Este bicho ignoto?
Com arma de chocolate:
O VOTO!
Basta!
Morra o Sarcos! Rá-tá-tá!
Luís Costa
P.S. Com uma vénia à arte e ao engenho de
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com
Publicada por ProfAvaliação
Outubro 3, 2008 at 10:46 am
Li a crónica e palavra de honra que me arrepiei… Mas é isso mesmo. Eu sinto isso em mim e nos meus colegas e nos professores dos meus filhos.
Outubro 3, 2008 at 11:40 am
A mariazeca publicou, em homenagem a Almada Negreiros, um magnífico
MANIFESTO ANTI-MARIA DE LURDES
a não perder aqui neste site http://topodacarreira.wordpress.com/
Não me importo de o gritar palas ruas
Hei, mariazeca! Até parece que foste às andarilhas!…
Outubro 3, 2008 at 12:32 pm
É pena mas é verdade, transformaram-nos em carneiros fabricantes de novos carneiros… Eu não quero ser isso…
Outubro 3, 2008 at 12:34 pm
Não me sinto exactamente domesticada. E o meu desespero foi bem maior no ano passado, ante a inevitabilidade das coisas. Agora as coisas rolam, começam a instalar-se, é mais perceptível por onde podem ser minadas. Os tempos pedem formas de luta diferentes, nomeadamente a resistência passiva e a permanente greve de zelo. Pedem subtileza também. E solidariedade entre pares. Não podemos ser tão prontos a acatar, nem podemos afrontar o sistema de peito aberto. O desespero rouba-nos a lucidez e a falta de lucidez e o derrotismo servem o inimigo. Creio também que voltaremos à rua. Precisamos do sentimento “tribal” e da presença uns dos outros. Reafirmar um sentido de pertença e de intenções.
Outubro 3, 2008 at 12:44 pm
Não podemos voltar à rua, a fasquia, agora, está nos 100 000… menos que isso é uma derrota e esse núnero não se volta a alcançar…
Outubro 3, 2008 at 12:49 pm
Obrigado Professor (meu Professor na Faculdade)por “dar voz” a todos, quase todos, pelo menos a 100 mil(mesmo que não tenha sido essaa intenção)… 100 mil que foram esmagados como esta política educativa, diria burocrática, aterradora e errada. Ao que o Professor disse, eu, que estou no terreno, acrescentaria: da fase da escravidão e da não- inscrição, passámos á fase do medo. Sim, medo de nos expressarmos, porque a avaliação encontrou mecanismos para nos calar. Daí, a não inscrição de uma classe profissional, que é a mais informada e crítica: a dos Professores.
Os Professores não são imbecis; são os mais qualificados. Para além das Licenciaturas, os actuais Professores realizaram um Estágio de dois anos, uma autêntica Pós-graduação, com aulas assistidas, trabalhos de investigação, etc. No meu caso foram 6 anos de preparação e mais três de Mestrado em Educação. Não devo ser tonto! Uma coisa é certa, a minha Formação não foi feita no Modelo “Novas Oportunidades”.
Agora sinto-me minimizado, despromovido, desanimado e com receio de fazer valer a minha opinião. E isso tem um preço: a Cidadania que ensinamos aos nossos alunos está-nos vedada.
Tudo, mesmo tudo gira à volta deste Modelo de Avaliação e da sobrevivência profissional e familiar. Em vez disso, deveriamos estar centrados nas aprendizagens dos alunos.
Tanto eu como eles (os alunos)vamos ter muita dificuladade em nos “inscrevermos”. Caminhamos para a alienação e para a obediência cega.
Por isso estou preocupado comigo e com as futuras gerações. Serão nesperas ou ovelhas, que em rebanho apenas se preocupam com a sobrevivência, perdendo todo o sentido crítico e participativo, que é a espinha dorsal de qualquer Democaracia.
Seria interessante que as pessoas que têm voz nos midia fizéssem uma investigação e/ou auscultação sobre o que se passa nas Escolas e sobre este Modelo de Avaliação. Adredito que ficariam espantados com os procedimentos aliatórios, relativistas e excessivamente controladores e ainda absurdamente burocráticos.
Amigo KAFKA, volta! Estás perdoado!
Outubro 3, 2008 at 1:03 pm
Paulo, DESCULPE! VENHO RECTIFICAR O TEXTO MAS AGORA SEM AS GAFFES QUE DEIXEI PASSAR POR ENGANO.
Obrigado Professor (meu Professor na Faculdade)por “dar voz” a todos, quase todos, pelo menos a 100 mil(mesmo que não tenha sido essaa intenção)… os 100 mil que foram esmagados com esta política educativa, diria burocrática, aterradora e errada. Ao que o Professor disse, eu, que estou no terreno, acrescentaria: da fase da escravidão e da não- inscrição, passámos á fase do medo. Sim, medo de nos expressarmos, porque a avaliação encontrou mecanismos para nos calar. Daí, a não inscrição de uma classe profissional, que é a mais informada e crítica: a dos Professores.
Os Professores não são imbecis; são os mais qualificados. Para além das Licenciaturas, os actuais Professores realizaram um Estágio de dois anos, uma autêntica Pós-graduação, com aulas assistidas, trabalhos de investigação, etc. Tdos temos Carteira Profissional. Se errámos é porque tivemos que nos adaptar a este Mundo em constante mudança, que não deixa tempo para pensar e reflectir adequadamente.
No meu caso foram 6 anos de preparação e mais três de Mestrado em Educação. Não devo ser tonto! Uma coisa é certa, a minha Formação não foi feita no Modelo “Novas Oportunidades”.
Agora sinto-me minimizado, despromovido, desanimado e com receio de fazer valer a minha opinião. E isso tem um preço: a Cidadania que ensinamos aos nossos alunos está-nos vedada.
Hoje, nas Escolas, tudo, mesmo tudo, gira à volta deste Modelo de Avaliação e da sobrevivência profissional e familiar. Em vez disso, deveriamos estar centrados nas aprendizagens dos alunos.
Tanto eu como eles (os alunos)vamos ter muita dificuladade em nos “inscrevermos”. Caminhamos para a alienação e para a obediência cega.
Por isso estou preocupado comigo e com as futuras gerações. Serão nêsperas ou ovelhas, que em rebanho apenas se preocupam com a sobrevivência, perdendo todo o sentido crítico e participativo, que é a espinha dorsal de qualquer Democracia.
Seria interessante que as pessoas que têm voz nos média (Meios de Comunicação Social) fizéssem uma investigação e/ou auscultação sobre o que se passa nas Escolas e sobre este Modelo de Avaliação. Acredito que ficariam espantados com os procedimentos aleatórios, relativistas e excessivamente controladores e ainda absurdamente burocráticos.
Amigo KAFKA, volta! Estás perdoado!
Outubro 3, 2008 at 3:13 pm
Sem querer estar armado em pedante, ainda assim parece-me que falta uma parte da “fotografia”, aquela que é “apagada” por questões ideológicas.
Então e o papel dos sindicatos neste jogo ?
É que aquilo que José Gil chama de “desactivação da acção”, tem uma outra componente simétrica neste mecanismo de domesticação programada, a “activação da acção”.
Se a primeira cabe ao governo, a segunda cabe aos sindicatos, numa dança a dois perfeitamente sincronizada e que pára no momento exacto em que o poder da Nomenklatura assim o entende, como aconteceu com o acordo/entendimento entre a FENPROF e o governo.
Esta estratégia de controlo remoto das manadas de produtores-consumidores pela parelha governo-sindicatos, é em tudo semelhante ao jogo de alternância dos partidos do centrão, nos países rendidos à Nomenklatura democrática.
Se acham José Gil brilhante, então experimentem ler Sloterdijk, que tem uma visão muito mais alargada (porque olha a realidade de muito mais “alto”, se assim se pode dizer) do “palácio de cristal” em que se transformou a nossa sociedade.
Outubro 3, 2008 at 3:28 pm
Vejam ProfAvaliação…parece que se está a organizar alguma coisapara 15 de Novembro.
Se acontecer…EU VOU!!!!!!
Outubro 3, 2008 at 3:51 pm
A lucidez a que José Gil sempre nos habituou. Para além da Domesticação da Sociedade parece-me também importante que constatemos o perigo das maiorias absolutas. Cabe-nos a todos não tolerar o desenrolar deste estado, não nos deixando impregnar pelo espírito do fatalismo lusitano como caricaturas de um Felisberto Desgraçado. O timing vai-se tornando propício à medida que as legislativas se vão aproximando.
Ao olhar para algumas escolas com professores dedicados mas sem força para se afirmarem perante arbitrariedades: pontos descontados por se ter participado em reuniões sindicais, horários que desrespeitam o número de horas estipuladas na lei , entre tantas outras medidas abusivas, receio que a inércia venha a dominar.
Nunca consegui descodificar uma aparente contradição: sendo a generalidade do corpo docente “massa crítica” por motivos de formação, nem sempre se actua em conformidade, há mais queixas do que modos de agir, quanto mais não seja no que diz respeito à apresentação de argumentos fundamentados- sem que se perca a lógica argumentativa- para contrapor à prepotências de alguns directores-caciques de um provincianismo atroz que, na ausência de explicações plausíveis, dão socos na mesa e afirmam “é assim porque eu é que mando” ou dão início a reuniões exaltando os plenos poderes de que se encontram investidos – mal informados, referem poder, nos tempos que correm, despedir qualquer docente da escola.
Outubro 3, 2008 at 4:07 pm
Lembram-se quando todos dissemos «como foi isto possível?» Ora, aí está a resposta. De facto o acto intecional da não-inscrição infantilizou a luta. Depois daquele Sábado em que a Ministra, com aquele ar que lhe é próprio e que lhe ensinaram, remeteu-nos para um insignificância tal que começamos a perder no último minuto. Parece aquela equipa que marca golo a um minuto do fim e acaba de sofrer o golo da derrota a dez segundos desse mesmo final. Aí baixamos os braços, com a devida anuência dos nossos sindicatos. Ainda não percebemos o que nos aconteceu, estamos atónitos. Sabendo isto o ministério, com os ensinamentos adquiridos no iscte e afins, «bombardeou-nos» com burocracia. Há forma mais óbvia de exercer o poder? Agora andamos todos preocupadíssimos com a aplicação dos decretos e legislações. Enquanto estamos ocupados, não pensamos (excepto em lguns blogs). Mas será que, conversando connosco, conseguiremos alguma coisa? Será que conversando noutro sítio consequiremos alguma coisa? Grande merda! Fomos sodomizados!
Outubro 3, 2008 at 4:19 pm
O problema é que a vitória foi grande de mais. 100000 é muita gente. Mas também a responsabilidade aumentou. Deviamos ter possibilidades de manter a expectativa alta. Mas isso só era possível se houvesse um pequeno número de pessoas que nos representasse com posições firmes e coerentes. O que nos saiu na rifa foi um aglomerado de sindicatos que assinou um acordo, sem nos darem «cavaco». Por este motivo, concordo com a opinião 14 (desculpem utilizar números). É arriscado, em termos de gestão e de influência, irmos para a rua. Só se fossem 150000. Talvez seja melhor ir às Caldas. Qual o local da reunião? Alguém me sabe dizer?
Outubro 3, 2008 at 4:26 pm
Desculpem me a sério, mas somente a foto me mete um “nojo” visceral, como é possível termos entregue o País a estes “politicos” (digo políticos para não dizer outra coisa)
Outubro 3, 2008 at 4:51 pm
O Galinheiro de Sócrates
Da governação socialista liderada pelo engenheiro Sócrates, o que mais me inquieta e perturba não é tanto as controversas opções neo-liberais por que aquela se norteia e este a subjuga, mas, sobretudo, a ausência de intervenção pública das elites políticas e culturais nacionais e a cada vez mais anémica participação democrática do povo português no destino do país.
Sócrates fez do partido socialista uma espécie de “sala de chuto” da esquerda política portuguesa, para a qual tratou de convocar revolucionários ideologicamente espoliados e de para ela arrastar militantes compulsivamente desalojados do aparelho partidário. Nela – na sala de chuto socialista – as seringas (leia-se o letal silêncio para que muitos foram remetidos) pagam-se a peso de ouro (uma seringa pode, por exemplo, equivaler a um almejado lugar de eurodeputado) e a “maldita cocaína” corresponde, em muitos casos, a um chorudo lugar de topo na administração de uma qualquer (in)viável empresa pública.
O espantoso é que, incólume, Sócrates tenta fazer ao País o que antes tratou de fazer ao seu partido, povoando um e outro de uma cultura de medo, perseguição e intriga palaciana. Mas o problema – o verdadeiro problema – é o de a democracia nacional promovida por Sócrates se assemelhar cada vez mais a um desonesto jogo de ‘poker’, na qual a batotice política é consentida e a delapidação económica do Estado é instigada.
Ler em
http://www.kosmografias.wordpress.com/2008/05/26/o-galinheiro-de-socrates/
Outubro 3, 2008 at 5:10 pm
Grande análise do Prof. José Gil, sobre as estratégias de negação dos movimentos sociais de contestação ao governo. Este Comporta-se como Autista. Finge que os outros não têm capacidades para avaliar sériamente a situação, diz que são sempre os comunistas . Este texto Não fala só sobre os Professores. É o mesmo mecanismo que aplicam a toda a contestação laboral, que é práticamente ridicularizada , e apagada da memória , com um discurso e um objectivo de ser “Europeu”, ser “Moderno”.
Parece que pretendem acabar com o Sindicalismo. É muito fácil , Eles têm a maioria absoluta, têm o Poder , respeitam o direito à greve e ao protesto, mas não lhes dão importância, ignoram porque julgam que com isso tiram o valor das propostas alternativas ao modelo social que pretendem para o país.
Isto porque estas formas de protestos , sem um objectivo claro , sem um propósito claro de ruptura, isso não lhes afecta a sua parte de poder.
Na minha opinião , depois da manifestação de 8 de Março, os Professores não deviam admitir sentar-se à mesma mesa com esta Ministra da Educação. Deixou de haver condições de confiança política. Como é que os Professores conseguem ter poder de intervenção numa negociação politica? Não conseguem. têm de provocar fracturas.
Tinham que exigir, uma ruptura séria com essa equipa ministrial e a sua política. Tinham que mudar os Responsáveis, para os Professores poderem aceitar algum tipo de concertação.
Os Professores Portugueses , deviam criar um movimento nacional com um slogan do género Professores Portugueses não votam PS. Não com este modelo de carreira, de estatuto , e de Avaliação.
E recomendam aos encarregados de Educação que não votem PS. Ela (Ministra) qdo se for embora não lhes pode ir pedir de volta os tais Magalhães.
Outubro 3, 2008 at 5:32 pm
Temos de voltar à rua. Temos de voltar a ter visibilidade. Creio que em pré-campanha começará a doer-lhes… Talvez mais gente com voz na comunicação social, que tem vindo a ficar mais esclarecida, comece a fazer os devidos estragos na monstruosidade montada. As pessoas cá fora não se apercebem do caos que vai pelas escolas, do ambiente a deteriorar-se galopantemente. Temos de tirar mordaças… mas só unidos conseguiremos. Temos de nos organizar e talvez precisemos de um núcleo com capacidade de liderança para tal.
Outubro 3, 2008 at 5:52 pm
Eu quero, quero mesmo, vencido e convencido, deixar de ser professor. Professor a sério.
Outubro 3, 2008 at 7:50 pm
Eu tenho uma esperança. A sério. Tenho sempre muito poucas, mas esta tenho. A de que nada aconteça nos próximos três meses.
Porquê? Para que tudo “expluda” no próximo ano de 2009, mais próximo das eleições. Pegaram na Educação porque não têm mais por onde pegar. Do que se passa em concreto poucos sabem. O Magalhães chega a todos os lares. A oposição política ainda não saiu dos braços de Morfeu. Ninguém fez as contas ao desperdício de tempo e de dinheiro com as inutilidades impostas. Tenho a esperança que no primeiro semestre se faça luz. Uma luz barulhenta.
E que os digníssimos militantes de topo deste Partido vejam finalmente o que lhes fez gente de outras latitudes, bem distantes, ou talvez não.
Outubro 3, 2008 at 7:57 pm
Meus caros:
As empresas estão a atravessar momentos muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito, muito difíceis…
As coisas irão aquecer de tal forma nos próximos meses talvez aconteça algo deveras complicado.
Por isso, talvez o final dos socialistas esteja mais próximo do que muitos imaginam e nem a ocultação da realidade económica de grande parte da população residente seja suficiente para evitar que a panela de pressão… rebente!
Estou convencido que a tal panela de pressão venha a comportar-se de uma forma estranha e que de rebentamento em rebentamento, se dê o rebentamento final…
Veremos o que acontece nos próximos 3 a 6 meses! Não só no sector do ensino, mas em muitos outros…
Posso confidenciar que estou com receio que o tal rebentamento faça demasiadas vítimas 😦
Outubro 3, 2008 at 7:57 pm
Diagnósticos aos montes…
O mal estar que se vive nas escolas é antigo e foi forjado nos corredores e gabinetes dos vários governos que antecederam este…
A socretina corte apenas se limitou a acelerar e a impor aquilo que muitos outros desejaram fazer…daí que tantos das “elites” se apressem a aplaudir….
É verdade que os professores , ao longo destes 34 anos, incomodaram muita gente.
Nada melhor que acabar com essa ameaça permanente…
Mas também é verdade que , ao longo destes 34 anos, os professores também foram violentamente incomodados..
Não houve, sequer, um ano de tréguas…exceptuando os intervalos de campanhas eleitorais, onde os professores abundam em colagens partidárias para outros voos.
Agora, o incómodo é muito mais perturbador.
Como cidadão, sinto-o na rua, no café, no local de trabalho, nos jogos de futebol, na noite que baixa e aconselha ao refúgio de muralhas que se julgavam desnecessárias; sinto-o nos jornais, na televisão…
E, agora, com mais de cinquenta anos, começo a julgar que terei que intervir muito mais a sério, incomodando, onde quer que esteja, esta raça de vendidos,de corruptos e corruptores, de doutrinadores da mediocridade de cacete na mão…
Nas juntas de freguesia, nas câmaras municipais, no parlamento…e na escola.
Este governo é uma praga que este país não merece.
Outubro 3, 2008 at 8:24 pm
Excelente a teoria do galinheiro!
Outubro 3, 2008 at 8:46 pm
O que estamos a viver nas escolas é a consequência lógica de uma visão pedagógica errada, um verdadeiro canto das sereias que se instaluo há muitos anos no ministério: aquilo que Nuno Crato chamou a visão romântica do ensino. A teoria do bom selvagem. A pedagogia que elimina o esforço da aprendizagem, e que faz recair sobre o professor a responsabilidade de despertar o interesse dos alunos. Segundo esta perspectiva, se os resultados são maus (como realmente são) a culpa só pode ser dos professores, já que nunca poderá ser dos alunos. Se os alunos não trabalham, os professores terão de trabalhar o dobro. A estupidez e a perversão deste estado de coisas vai ao ponto de eliminar da equação todas as outras variáveis extra-escola que podem impedir o sucesso do aluno-rei: a responsabilidade das famílias e da sociedade em geral (alunos menores a frequentar bares e discotecas pela noite dentro, etc)
Só os professores é que apanham pela medida grande. Claro que isto não resulta e os autores destas políticas vesgas, cruéis estúpidas e ineficazes irão colher os frutos mais cedo do que pensam…
Outubro 3, 2008 at 8:53 pm
A panela de pressão está tão quente tão quente tão quente… que basta uma ligeira saída de vapor para….
REBENTAR!!!
Eu estou desejosa que rebente.
Estou fartinha de me sentir “capacho” para os outros pisarem.
Na rua ou em qualquer lado, vou estar presente.
Fora com esta gente.
Outubro 3, 2008 at 8:55 pm
felizmente chegará o dia das eleições já veremos a domesticação
Outubro 3, 2008 at 9:12 pm
Não me sinto nada domesticada. É verdade que por vezes tenho muito receio.Sou o ganha pão da minhafamília… Esta gente é demasiado perigosa. Mas, como já referi, este PS vai arrepender-se amargamente de ter humilhado toda uma classe. Já faltou mais!
Outubro 3, 2008 at 9:29 pm
“A DERROTA DAS MAIORIAS
O governo governa com a maioria e não com as manifestações da rua, diz o Sr. Primeiro-Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.
Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo Estatuto da Carreira Docente e, das três, o PS votou contra suspensão.
(…)
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:
‘VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/derrota-das-maiorias-preciso-insistir.html
Outubro 3, 2008 at 9:33 pm
Apetece fugir de Portugal, o problema é para onde
José Manuel Fernandes (Editorial no Público)
Ver
http://www.4.bp.blogspot.com/_3zVgQCbpCmA/SOZvWn99juI/AAAAAAAAAJQ/RG_NcsScXAA/s1600-h/Apetece+fugir+-+Publico+3+-10-08.jpg
Outubro 3, 2008 at 10:02 pm
O artigo é muito bom mas senti-me mal por claramente ser dito que fizemos o joguinho do ME!
Outubro 3, 2008 at 10:09 pm
Como diz o amargo e ressequido Saramago, a estupidez pode calhar a qualquer um, levando mesmo os cegos a verem melhor do que as vanguardas e os “nóbeis”.
A prová-lo o paroxismo estatístistico e o delírio com os números, que tomou conta das nossas elites político partidárias.
Depois do dilúvio de propaganda governamental a propósito do pc magalhães, eis que o inefável Vilarigues vem hoje no “Público” extasiar-se com as 700 “teses” produzidas pelas mentes revolucionárias do pc jerónimo.
Queixa-se o destacado intelectual de esquerda, numa linha de reflexão próxima da do Professor Karamba, da falta de visibilidade deste trabalho hercúleo e magistral, só possível de realizar na base do “paradigma” do materialismo dialéctico (digo eu), o mesmo que permitiu ao pc jerónimo a previsão histórica do ajustamento abrupto do mercado imobiliário!!!!
Mas a quem é que iria passar tal coisa pela cabeça ?
Como é que é possível elaborar 700 teses 700 prodígios de escrita e arte adivinhatória do calibre a que nos habituou o pc jerónimo!
Só com uma bola de cristal Zeiss, e com o espírito de Estaline a pairar por cima de cada uma das 54 000 palavras escritas !!!!!
Outubro 3, 2008 at 10:10 pm
Cara anahenriques:
Obrigado pela dica, tenho apenas a referir que o link não está correcto. O endereço é:
Outubro 3, 2008 at 10:19 pm
A orgia diabólica…starring..José caganas..Lurdes hemorroida e Valter sifilis..
Outubro 3, 2008 at 11:16 pm
EXCELENTE artigo de José Gil!
Agrada-me, cada vez mais, a postura de José Manuel Fernandes que começou a ver por detrás dos cenários e não estará disposto a deixar-se comprar!
Outubro 3, 2008 at 11:20 pm
‘VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!
Venham SMS, venham as manifestações, venha a força do carácter e a resistência à mentira/ falsidade e estupidez!
Outubro 4, 2008 at 1:07 am
Portugal está coberto por um manto de cinzento, muito parecido com aquele que conheci antes do 25 de Abril (salvaguarde-se as devidas distâncias). Parece um País domado, vergado, desorientado, sem rumo. Assiste-sea um clima de servilismo repugnante,onde uma cáfila de indivíduos, com heranças subsconscientes da genética salazarenta, obedecem cegamente ao homem mais ignorante que governa Portugal desde o 25 de Abril. Calam-se as empresas, porque têm medo de não terem mais contratos do estado, calam-se os magistrados com medo de sofrerem consequências nas respectivas carreiras, calam-se os jornalistas com medo de perderem contratos de publicidade e nós professores damo-nos por vencidos, apesar da demonstração notável de 100000 pessoas, numa das maiores demonstrações de resistência ao poder socratino.
Hoje o Estado Direito não é lei, mas sim o chefe!
Se o chefe o diz é porque tem razão!
Cabe-nos obedecer, mesmo que esteja em causa a solidariedade por quem de sua viva voz exprima os seus pensamentos de forma livre e expontânea. Nunca assisti nos dias de hoje à censura pública daqueles que se manifestam contra os poderosos, ou contra os tiques autoritários.
Nas repartições públicas, nas escolas, nos hospitais, nas empresas, cultiva-se a bufaria para se sobreviver, arruinam-se carreiras com queixinhas ao chefe, promove-se a bajulice, cala-se perante um chefe que nos diz um enxurrada de asneiras.
Em paralelo, assiste-se ao descarado assalto do PS a todas as instituições do estado, tornando-se ele (PS) num estado dentro do próprio Estado. Militantes sequiosos rapinam o erário público e infiltram-se em lugares chaves da esfera privada, porque o sector público a teta começa a secar.
O mundo apontado pelo PS é um mundo virtual, uma autêntica ópera bufa, onde se perdeu a noção de que os mais pobres ficaram ainda mais pobres, a classe média caminha rapidamente para a miséria e os 10% de ricos gozam dos privilégios que o 1º ministro lhes oferece de bandeja, em troca de apoio político ou de favores que fortaleçam o seu poder pessoal.
Assiste-se no PS ao culto da personalidade, de um homem burocrata e ignorante, um “espantado” pela tecnologia, sem compreender, que só com uma educação rigorosa, que somente promovendo a cultura, é que este País pode dar um salto em frente.
Outubro 4, 2008 at 1:39 am
No que diz respeito a cultura, educação e ensino aparte, há muitos anos se diz aquela ter “batido no fundo”. Exemplos recentes não faltam, desde o exílio de MJP até ao pagamento de taxas de radiodifusão para espaços comuns de condomínio. A cultura está, definitivamente, arredada dos nossos objectivos.
Outubro 4, 2008 at 8:54 am
Não se iludam… o José Manuel Fernandes é dos mais ferozes “teacher haters” que se conhece. Deixem virar paro o PSD e verão como deixa de estar do nosso lado.
Quanto à história do “vota à direita ou à esquerda, não votes PS”, também me parece pouco inteligente. O PSD não faria melhor que o PS. O que nos interessa é que estes dois partidos tenham a menor representação possível na assembleia. Por isso, o meu slogan é: “vota à direita ou à esquerda, mas não votes bloco central”
Outubro 4, 2008 at 10:53 am
O zé passou de comunista albanês a fascista suavizado tipo sarco ou berlusconi..nunca confiei em pessoas que supostamente mudam, ao longo da vida porque se apercebem dos erros passados..aos 30, 40, ou são tótos ou o seu cérebro é merd..a coerência -sem ser cega – é algo que hoje em dia é tão raro com encontrar uma lama pura e virgem..salvo seja..
Outubro 4, 2008 at 10:54 am
Para não haver dúvidas referia-me ao Zé manel Fernandes..aquele que para vender jornais vende a mãe se necesário..ou faz de catavento..
Outubro 4, 2008 at 2:46 pm
Vão-me desculpar, mas discordo de muitos dos comentários feitos. Quero dizer antes, que muito estimo e aprecio o Professor José Gil. Todavia, este tipo de intervenção que faz já cansa. O seu discurso é impotente; mais, é exactamente o contrário do que pretende ser e, por isso mesmo, idêntico ao que critica. Pode acrescentar-se que tem o mérito de despertar as consciências. Mas isso seria menorizar as pessoas. Todas têm, aliás, parece-me, excesso de consciência. Aos professores, classe a que pertenço, embora sem grande orgulho, como a muitos outros corpos sociais, resta-lhes duas vias para conduzirem o seu futuro: CONFORMAREM-SE E OBEDECEREM ou REAGIREM DE FORMA VIOLENTA (e não num sentido meramente simbólico) às determinações do poder, particularmente quando elas são estúpidas e quando aqueles que as emitem não têm legitimidade para fazê-las (a legitimidade não deriva total ou principalmente do voto popular: eu pessoalmente sinto-me incapaz de reconhecer legitimidade às decisões provenientes daqueles que claramente são intelectual e moralmente inferiores).
Assim, estes “berros mansos” do Professor Gil para mais não servem que encher página de jornal. Sendo eu assumidamente conservador e, portanto, mais à direita, em termos políticos, não posso deixar de dizer que o importante agora não será pensar o estado deplorável a que o sistema educativo português chegou (na hipótese benévola de ainda haver tal coisa!), mas transformá-lo (nem que seja à força).
Outubro 4, 2008 at 3:07 pm
JMendes,
Percebo a sua posição.
De qualquer modo as posições do JGil, por recorrentes que sejam e não avançando necessariamente por caminhos novos, têm a vantagem de, do lado de fora da classe docente, darem alguma legitimidade teórica a parte das nossas queixas.
Compreendo que, de certa forma, o discursoacaba por ser “manso”, mas atinge alguns dos seus objectivos.
Quanto às estratégias de resistência dos professores, eu julgo que há uma 3ª via, entre a desobediência civil e a resistência passiva que obriga o edifício a entrar em colapso.
Talvez esteja demasiado utópico, mas tenho alguma esperança…
Outubro 4, 2008 at 6:05 pm
Eu tenho TODA a esperança.
Outubro 4, 2008 at 9:18 pm
Muita conversa mas já veio tarde, aliás muitos dos que falam são responsáveis pela merda da sociedade em que vivemos e continuamos a deixar que uns quantos senhores e senhoras façam os que lhes dá na vontade e não passamos de uns carneiros a balir, simples.
Eu vi, fiz e trabalhei para construir uma sociedade digna e justa. Muito antes de mim outros cairam e morreram para que eu e outros tivessem liberdade para lutar e depois uns quantos como estes que vocês consideram bons faladores ou escritores falam simplesmente para aliviar as consciências que estão pesadas, mas gostaria eu de saber o motivo de tal peso!
Pena é os que comem a merda que muitos pelo seu amorfismo, comodismo ou o que lhe queiram chamar deixam continuar a viver!
Outubro 5, 2008 at 2:54 pm
Obrigada Professor
Obrigada pelas tuas palavras, obrigada por nos perceberes.
É da tua Voz e de outras como a Tua que os Professores deste país precisam urgentemente
Não se calem, Por Favor
Eu continuo por formatar, e ainda não estou acefala e assim pretendo continuar.
Outubro 5, 2008 at 11:40 pm
Muito respeito o professor José Gil, mas concordo e revejo-me em muito do que foi dito no comentário de João Mendes. Leio todas as crónicas de José Gil e há já muito tempo que me parecem sempre a mesma. Que este não está de acordo com as opções governativas da actual administração já percebemos, tive no entanto esperança que o professor tivesse algo mais a comentar acerca do mundo e de Portugal. No entanto todas as semanas, a esperança de algo de novo é confrontada com a nova receita do mesmo discurso.
Acho-me uma pessoa culta, e acredito viver num meio de pessoas igualmente cultas e inteligentes, eis o que observo da minha experiência: há gente inteligente que concorda com as actuais reformas, há gente igualmente inteligente que não percebe como alguém inteligente pode concordar as mesmas reformas. Quero com isto fazer uma critica a esta crónica e dar uma opinião pessoal. Não acho que a sociedade está domesticada, porque a sociedade não são os professores, nem os trabalhadores públicos, nem os comentadores Eixo do Mal. Há de facto pessoas inteligentes que não se acham amordaçadas, simplesmente não encontram algo contra o que protestar. Considero-me uma dessas pessoas. A crónica fala do país como se este fosse uma enorme massa de gente triste e estúpida que ignorante do seu poder se vai deixando levar na sua decadência, e depois, um grupo de ilumidados (100 mil ao que parece) que tentam heroicamente mudar a situação, e a quem o governo cinicamente ataca (maliciosamente ignorando-os). Acho que este Portugal é igualmente imaginário.