Nos últimos dias assistimos a uma revoada de textos, opiniões e argumentos em torno do Magalhães. A favor, os que anunciam a revolução tecnológica nas escolas, acentuam as mais-valias do projecto para Portugal e criticam os bota-abaixismo dos críticos. Contra, os que levantam dúvidas sobre a incorporação de tecnologia nacional no projecto, a submissão do projecto a critérios de propaganda campanha eleitoral, o nevoeiro em torno do negócio desenvolvido pelo (ou ao redor) do Estado e a potencial inadequação do instrumento como primeiro passo num processo de aprendizagem.

Hoje temos direito, pelo menos, três bons textos sobre esta matéria. No Público, o editorial de Manuel Carvalho e o artigo de opinião do Pacheco Pereira.

No Expresso, a análise técnica de Pedro Oliveira, director da revista Exame-Informática.

A leitura dos três textos constitui uma síntese das vantagens e mistificações do projecto, ajudando a separar o trigo da ferramenta útil em certos contextos pedagógicos do joio da campanha mediática em seu redor. Que é, desde o início, a minha opinião: a ferramenta é útil, o negócio em seu redor merecedor de reparos, a propaganda uma verdadeira lástima, que fomenta a opacidade entre a governação e os interesses político-partidários.

(com o agradecimento evido à La Salette pelo envio dos clips do Público)

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