Junho 2008


Testemunho chegado por mail e assinado pelo Arcanjo Benjamim Querubim:

.

Pois é!… Há algo caciqueiro /controleiro em Escolas do Distrito de Viana do Castelo.

É sabido que os docentes não concordam com o novo sistema de gestão, e que, por isso, até está a decorrer uma petição da Plataforma Sindical para entregar na Assembleia da República. Mas os processos eleitorais para a constituição do Conselho Geral Transitório (CGT) aí estão, a decorrer com muita celeridade em Escolas/Agrupamentos.

Dirão alguns: para já é só transitório.

Lá isso é, mas é este CGT que vai definir – preto no branco – a futura composição do Conselho Geral definitivo.

É o KO ao funcionamento democrático das Escolas/Agrupamentos.

Mas porque pressionam os presidentes dos Conselhos Executivos (CT) – professores que, na verdade, já não o são há muitos anos – a formação do CGT?… Porque sabem que só assim poderão garantir a sua continuidade como futuros directores, onde poderão, com maior pertinência, “decidir de sua justiça”. É o perfeito, o arrogante, o autoritário “quero, posso e mando”, zelosos “controleiros” do ME nas Escolas/Agrupamentos.

Reparem, que as listas de candidaturas de docentes estão a ser constituídas, não pela livre iniciativa dos professores, mas pela pressão dos Srs. Presidentes dos CT’s junto dos colegas professores que são mais vulneráveis a estes pedidos de “raposa velha”, ou que fazem parte do círculo “dos amigos do Presidente”. Para disfarçar “os amigos do Presidente” convidam (aliciam) os “amigos” dos “amigos do Presidente” e assim se criam os grupelhos: a fórmula ideal de fomentar a divisão para reinar. Não me digam que ainda não tinham reparado nisso!

Mas como poderão os docentes demonstrar a sua insatisfação, o seu descontentamento, a sua discordância com este processo?

Bom, se não conseguirem impedir a apresentação de candidaturas de docentes ao CGT, no dia do acto eleitoral sempre podem demonstrar o vosso desagrado, votando!

Votando para não serem “castigados” futuramente, mas votando na diagonal no boletim de voto, isto é, um traço bem marcado no boletim, a começar no canto superior direito e a terminar no canto inferior esquerdo.

Claro que o voto será considerado NULO. E é exactamente isso que deve acontecer.

Desta forma tornarão as candidaturas de docentes ao CGT vazia e sem qualquer credibilidade. NÃO LEGITIMEM A(S) CANDIDATURA(S).

Os colegas candidatos vão sentir-se desconfortáveis entre os seus pares? Pois vão, mas paciência. É o preço da “traição”.

Viana, 23.Junho.2008 Arcanjo Benjamim

Nota) Sendo incontornável o processo eleitoral para o CGT, atenção à composição da Mesa Eleitoral. A contagem dos votos deve ser um acto transparente.

Alerta colegas.

Caso contrário, quando voltarem a cabeça para trás…ZÁS.

Já por aqui passaram, em diferentes momentos, algumas das medidas que por França estão a tentar ser implementadas por Xavier Darcos na área da Educação.

A polémica tem sido enorme e, lá como cá, multiplicaram-se os focos de contestação espontânea com vigílias nas escolas, reunindo professores e docentes que têm apelando á desobediência cívica.

O assunto ganhou enorme destaque na imprensa, ao ponto de até uma publicação essencialmente sarcástica e humorística como a Charlie Hebdo ter feito uma entrevista de dupla página a Plilippe Meirieu sobre o assunto. (nº 835, 18 de Junho de 2008, pp 8-9) Toda a entrevista é excelente, mas só me é possível neste momento digitalizar a parte inicial e deixar-vos com uma ou outra passagem mais interessante como esta sobre a forma como se está a tentar implementar no sistema francês um modelo de obediência hierárquica semelhante ao decorrente no novo modelo de gestão legislado por cá:

Assistimos desde há vários anos, e agora de forma acelerada, à ascensão do autoritarismo dos pequenos chefes, apoiados pelos grandes chefes, eles mesmos apoiados pelos grandes, grandes chefes.

De que chefes fala?

Os corpos de inspecção, as inspecções, os reitores… Esta hierarquia intermédia, encarregue de fazer aplicar as reformas, nunca esteve assim tão militarizada [caporalisé]. E os docentes que fogem à norma nunca estiveram assim vigiados. Fazem face a uma administração muito meticulosa. Esta chama à ordem, bloqueia as iniciativas. É preciso pedir autorizações sem fim. A Educação torna-se uma fábrica que nenhuma pessoa compreende bem.

Já me chegou, graças ao Oliveira e à Maria E., o material que foi enviado para as Escolas (ou para algumas) a meio da semana passada para, rapidamente e em força, os órgãos de gestão designarem os felizes contemplados com a frequência das Acções de Formação ministeriais sobre Avaliação do Desempenho Docente.

Ao que parece chegou num dia para que tudo estivesse decidido no outro, impedindo em muitos casos que houvesse tempo sequer para contactar os seleccionados.

Aqui fica uma selecção para quem estiver interessado:

Não sei é se o Conselho Científico para a Avaliação dos Professores foi ouvido ou achado em tudo isto.

Acho que não, mas também não o criaram para isso, penso eu de que…

… o Albino Mau que há um par de dias lamentava o declínio do Umbigo nos rankings bloguísticos do WordPress.

Não é que a quantidade signifique qualidade, mas parece que as sugestões de definhamento são claramente exageradas…

E para um blogue sobre Educação de um zeco inútil e mal pago (alguém pensava que eu ia citar erradamente o nosso amado MST?) …

OK, Fafe, tem direito a queixar-se da simpleza e da cacofonia, but who cares?

Eu bem tento ir libertando aqueles que pelo jogo do filtro vão sendo apanhados, mas é um esforço quase inglório. Para os aprisionados a minha simpatia perante o excesso de zelo do WordPress que barra comentários que surgem quase em simultâneo ou apenas porque não sei o quê…

O António Carvalhal foi em visita de estudo – hábito pedagogicamente anacrónico para este ME – ao Douro Vinhateiro e trouxe umas belas fotos (e espero que algo mais…).

It is time to accept that the Lisbon treaty is dead. The European Union can get along well enough without it
VOTERS have once again shot an arrow into the heart of a European Union treaty. This time it was the Irish, who voted no to the Lisbon treaty on June 12th by 53-47%, on a high turnout. They follow the French and Dutch, who rejected Lisbon’s predecessor, the EU constitution, in 2005. In 2001 the Irish also turned down the Nice treaty, but the Danes started this game when they voted against the Maastricht treaty in 1992.

Europe’s political leaders react to these unwelcome expressions of popular will in three depressingly familiar stages. First they declare portentously that the European club is in deep “crisis” and unable to function. Next, even though treaties have to be ratified by all members to take effect, they put the onus of finding a solution on the country that has said no. Last, they start to hint that the voters in question should think again, and threaten that a second rejection may force the recalcitrant country to leave the EU. The sole exception to this three-stage process was the Franco-Dutch no in 2005. Then, after two years of debate the politicians hit on the cynical wheeze of writing the constitution’s main elements into the incomprehensible Lisbon treaty, with the deliberate aim of avoiding the need to consult Europe’s voters directly again.

Now the Irish, the only people in the EU to be offered a referendum on Lisbon, have shot down even this wheeze. And as EU leaders gathered for a Brussels summit, after The Economist went to press, most had duly embarked on their usual three-stage reaction, all the while promising to “respect” the outcome of the Irish referendum—by which they mean to look for a way round it (see article). Some have had the gall to argue, with a straight face, that Lisbon must be brought into effect despite the Irish no because it will make the EU more democratic. This is Brussels’s equivalent of a doctor saying that the operation was a success, but the patient died. In truth, it is the Lisbon treaty that should be allowed to die.

Ou o Blog (que) Cata Disparates, um serviço público de inestimável valor e que me poupará muito trabalho a partir de agora.

A sugestão foi da São Carneiro.

A forma como as elites europeias estão a lidar com o “não” irlandês está a fazer mais para aumentar o afastamento dos cidadãos da construção europeia do que a contribuir para a sua aproximação.
Referirem-se ao voto do povo irlandês como “um problema” que precisa de “uma solução” não pode deixar de ser lido como um sinal de grande desprezo pela voz das opiniões públicas que, a prazo, se transformarão em “problemas” cada vez maiores.
Ninguém gosta de sentir que o seu voto foi ignorado e desrespeitado. Mas é isto que os dirigentes europeus têm feito sucessivamente após cada referendo cujos resultados não batem certo com as suas decisões para a União.
Se os cidadãos não entendem a União, a culpa é da União e nunca dos cidadãos. Enquanto esta ideia não for genuinamente assimilada nas capitais nacionais e em Bruxelas, o fosso que separa eleitores e construtores não vai parar de crescer.

(Paulo Ferreira, Editorial do Público, 22 de Junho de 2008.)

A crise, muito séria, é a do desajustamento entre as intenções e as realidades. A do abismo irreversível que se instalou entre os Estados e as classes políticas, por um lado, e os povos e as sociedades, por outro. A do desvirtuamento definitivo do, sempre equívoco, “projecto europeu”, que vai perdendo os valores, que tanto proclamou, da diversidade, da autonomia e da liberdade. A da futilidade dos desejos das elites políticas europeias que pretendem a unanimidade e o federalismo, homogeneidade e uniformização.

(António Barreto, Público, 22 de Junho de 2008.)

A peça, irónica q.b. e a merecer leitura completa é de Leonor Paiva Watson no Jornal de Notícias:

“Não somos burocratas”, diz o presidente do GAVE

Pinto Ferreita é professor universitário no Instituto Superior Técnico. O seu doutoramanto versa a inteligência artificial. Preside ainda ao gabinete responsável pela avaliação educacional do país.

Em plena maré de provas de aferição e exames nacionais, envoltos na polémica do ser ou não ser tudo demasiado fácil, Pinto Ferreira aceitou falar sobre o GAVE. Basicamente, garante, o GAVE sai à rua, vai às escolas, ouve, não é “um grupo de burocratas sem alma”.

Vou directa ao assunto. Há ou não há tendência para combater os maus resultados escolares com a redução do nível de exigência?
Não, não há e até fico muito magoado com a ligeireza com que se dizem essas coisas. Nós somos muito rigorosos. Relativamente às provas de aferição, por exemplo, posso dizer que são elaboradas por um coordenador e um conjunto de autores. Essas provas passam por auditores que verificam se aquelas estão de acordo com os programas. Depois são aplicadas a um conjunto de alunos nos Açores (aquele arquipelago tem outra avaliação) com a idade e o ano escolar apropriado. Posteriormente, é feita uma análise para determinar o grau de complexidade de cada questão. As mesmas são comparadas com as do ano anterior e é feita, ainda, uma auditoria final. Devo dizer que o tempo de resolução não se alterou em nada. É rigorosamente o mesmo.

Já relativamente aos outros exames…

Relativamente aos outros exames a preocupação não é de aferição, mas de avaliação. São provas que decidem vidas e a pior razão para se reprovar um aluno é ele não ter tido tempo para raciocinar. No ano passado verificamos que o tempo dos exames era insuficiente, assim, optamos por dar meia hora de tolerância. Para demonstrar competência é preciso tempo.

Estas passagens e outras da curta entrevista que é transcrita para além de me fazerem ficar particularmente divertido, convencem-me que o entrevistado é efectivamente especialista em inteligência artificial.

Extraordinária é ainda a parte em que alguns alunos açorianos são usados como cobaias para as provas de aferição…

Deve ser uma herança dos tempos em que para lá eram mandados degredados…

Pelo que vou sabendo, pelo menos na zona da Grande Lisboa e arredores, chegou aos órgãos de gestão a indicação para, para além de membros dos ditos órgãos, Comissões de Avaliação dos Conselhos Pedagógicos e Coordenadores de Departamentos, ser escolhido um número variável de outros docentes para frequentarem Acções de Formação sobre o novo modelo de Avaliação do Desempenho Docente, com sessões em Julho e Setembro.

Não conheço os critérios que presidem à selecção, se é que existem critérios emanados do ME, dos felizes contemplados, mas ao que parece acham que com um total de 15 horas de formação serão capazes de doutrinar as massas e arranjar mais uns adesivos.

A mim parece-me curta a formação e tenho mesmo alguma curiosidade sobre a forma como se desenvolverá.

Portanto, quem tiver sido contemplado com este prémio, depois diga de sua justiça, tanto quanto aos critérios de selecção como quanto ao conteúdo da dita formação.

Já recebi o ficheiro com o modelo de Avaliação do Desempenho Docente concebido por João Paulo Videira para o SPGL.

Infelizmente o formato não é suportado pelo WordPress, pelo que apenas irei podendo postar e comentar alguns dos diapositivos.

Fica aqui o esquema que sintetiza o modelo e que, apesar da aparência, é apenas moderadamente complexo.

A favor do autor o facto de, tal como eu, achar que ainda não atingimos um estado de desenvolvimento cultural e educativo que nos permita achar que não é necessário existir um modelo de avaliação para a Escola Pública.

Quanto à substância do modelo, a análise irá sendo servida à medida do tempo disponível e de outros compromissos assumidos.

Autênticas oportunidades, a preços de antanho.

Eu estou disposto a discutir tudo e mais alguma coisa, incluindo a evolução da ideia e configuração organizacional da Escola desde o tempo dos neandertais, acaso os neandertais tivessem deixado umas «papeladas» sobre o assunto.

Só que neste momento já passou demasiado tempo para nos estarmos a prender com esse tipo de questões.

Já sabemos que Escola te(re)mos nos próximos anos e difícil é fugir-lhe: um espaço onde depositar crianças e jovens o máximo de tempo possível e se possível, também, ensinando-lhes alguma coisa, mas sem lhes provocar danos irremediáveis à auto-estima e sem os esforçar muito.

Podemos não estar de acordo, podemos invocar coisas mais ou menos eruditas e clássicas, podemos insurgir-nos mas, pelo menos por uns anos, não haverá volta a dar a esta configuração actual da Escola.

Podemos é torná-la mais suportável e proveitosa para todos. Para alunos, famílias, docentes e todos os outros profissionais que por lá andam e mais uns quantos que deviam andar, mas custam dinheiro e agora é que ninguém vai querer contratá-los que as câmaras andam de finanças curtas.

Para isso é necessário ter ideias e não apenas resistir. Resistir sim, mas não jogando para apenas o empate, que é como quem diz, deixa lá isto cair e depois logo se vê.

Concordo que isto pode e deve cair, mas já agora preparemos o que pode ser o dia seguinte.

No debate de ontem houve quem – aparentemente a sério – se tenha orgulhado da «resistência dos professores» ter feito cair o anterior modelo de avaliação do desempenho docente. Pois, cair, caiu, mas como essa queda caímos todos da frigideira no fogo e ninguém se lembrou que isso poderia acontecer.

Resistência não pode significar inércia.

Resistir é também agir e não apenas por omissão.

Assim como reflectir não pode ser – desculpem-me lá os filósofos mais militantes presentes na ocasião – questionar o Pecado Original e a Queda do Homem.

Vivemos neste momento, e sendo peixinhos dentro do aquário ou fora dele, devemos criar uma alternativa ao aquário, para usar ainda a mesma metáfora.

A luta contra o aquário, porque é mau, só tem interesse se, depois de se partir o aquário, existir uma alternativa, caso contrário os peixinhos morrem todos…

Adenda: Claro que este é um post mais compreensível para as dezenas de presentes ontem no debate, mas acho a ideia geral é válida para mais leitores.

Estado deve dividir Educação e Saúde com privados

Confrontada por uma militante, Manuela Ferreira Leite defendeu a continuidade do Estado nos sectores da Educação e da Saúde, “para servir com qualidade as pessoas com menos meios” e a necessidade de o sector privado intervir nestas áreas.

Nos Estados Unidos, os famosos testes conhecidos como SAT, determinantes para a admissão nas melhores Faculdades, têm estado sob pressão, mesmo sendo geridos por uma instituição independente do pode rpolítico.

Ao que parece a ideia é, a partir de agora, permitir que os alunos os façam diversas vezes, mas que tenham a possibilidade de ocultar os resultados incómodos e de só apresentar as melhores performances nas suas candidaturas.

SAT will let students pick which scores to show colleges

(…)

The College Board, the nonprofit organization that owns the test, made the change at a time when some universities are placing less emphasis on standardized testing in choosing prospective freshmen and as the rival ACT exam is gaining popularity. The new SAT scoring option, approved Thursday by the College Board’s trustees, mimics the ACT’s long-standing policy.

But some high school counselors and college admissions officials voiced concern Friday that the new rules would most help affluent students whose parents can pay for multiple SAT attempts, at $45 a sitting, as well as pricey coaching. Previously, admissions officials would know if a student took the test four, five, even six times and might be suspicious about the role of tutoring in any improved scores.

“In every policy change, there are some winners and losers,” said Barmak Nassirian, associate executive director of the American Assn. of Collegiate Registrars and Admissions Officers. “This creates a penalty-free way for applicants who can afford the price of the test numerous times to shop for their best scores. For those students for whom cost is not a barrier, this is a tremendously good thing.”

Most students take the exam twice, once each in their junior and senior years. The College Board waives the fee for lower-income students to take it twice. Only 15% take the exam three or more times, and research shows that repeated test taking is unlikely to further increase a student’s scores, officials said.

The SAT, which takes three hours and 45 minutes to complete, has three sections — math, critical reasoning and writing — and a perfect score of 2400 requires earning an 800 on each part. Colleges typically use the test results as a uniform way to compare students who come from schools across the nation with varying grading policies and curricula. Grades, recommendations, extracurricular activities and other factors also figure into the selection process.

Under the new policy, students who take the SAT or the supplemental SAT subject exams multiple times will be able to decide whether to let colleges see one, some or all of their scores. There is no extra charge, and students must opt into the program online or on the telephone; otherwise all scores will be shared.

To ensure fairness and to stop students from “gaming the system,” the College Board ruled out allowing students to mix and match their math, reasoning and writing scores from the different times they take the test.

Historically, the New York-based SAT has been popular on the East and West coasts, while the Midwest and the South are the strongholds for the ACT, based in Iowa City, Iowa. For the class of 2007, nearly 1.5 million took the SAT, compared with the ACT’s 1.3 million. Some observers say recent gains for the ACT prompted the new SAT policy.

“They need to make changes to keep their product competitive,” said Robert Schaeffer, public education director at the Cambridge, Mass.-based FairTest, which is critical of standardized testing. “If the ACT is the Avis of the industry, they’ve been catching up with Hertz.”

Counselors said the new policy will help reduce stress.

“It’s going to make students relax about the test a bit,” said Stephen Williams, a counselor at Eagle Rock High School in Los Angeles. “It may give them more confidence to take some risks and try it some more times.”

But for fairness, he said, the College Board should extend fee waivers so low-income students can take the test for free three or four times.

A conversa mantida hoje à tarde no âmbito da iniciativa do Movimento Escola Pública revelou algumas coisas boas (a vontade de discutir estes temas, apesar do calor da tarde pedir outros destinos e ocupações, uma pluralidade de perspectivas sobre a situação) e outras menos boas (acertos de contas por resolver, alguma acrimónia por causa do entendimento, por vezes uma incapacidade para atacar o problema em cima da mesa e não o cosmos em geral, o meu mau feitio e impaciência com divagações estratosféricas).

O balanço é positivo mas sou obrigado a admitir que se não estamos na Pré-História deste tipo de iniciativas, estamos ainda pela Idade Média. Ainda há quem – ao fim de mais de 3 anos de massacre ministerial – queira discutir os fundamentos da nacionalidade e mais umas questões que até eu, por vezes tido como excessivamente teórico, acho que são extremamente interessantes mas não para um tempo onde se pede algo de mais concreto.

Algo que já devia existir e que só agora parece aflorar, como um projecto de modelo alternativo de Avaliação do Desempenho dos Docentes da responsabilidade do SPGL (não encontro nenhum link no site para essa proposta) que foi apresentado pelo João Paulo Videira como «modelo integrador», baseado na auto-avaliação e numa variante da avaliação inter-pares com a designação de co-avaliação.

Logo que tenha acesso à substância da proposta poderei dar opinião. Por enquanto, só posso saudar que algo exista de diverso da proposta ministerial por parte de quem tem essa obrigação institucional.

« Página anteriorPágina seguinte »