Continuando a leitura do estudo de João Freire, e como se fossem possíveis mais surpresas (ainda estou longe da parte da bibliografia, que é um mimo), deparamos com estas passagens, recolhidas nas páginas 29 e 30, nas quais se demonstra de forma perfeitamente clara a falsidade de em Portugal se chegar demasiado depressa ao topo da carreira docente ou do modelo da estrutura da carreira ser «desviante ou anómalo em relação (…) ao panorama internacional mais próximo».

Ora se isto é admitido no próprio estudo que serviu de húmus ideológico e instrumental para a elaboração do Estatuto Ministerial de 2007, como é possível que durante meses a fio os responsáveis ministeriais tenham afirmado o contrário?

Afinal quais os limites para a hipocrisia e para a mehtira, dita «política», como se assim de uma mentira não se tratasse?

E como foi possível que quem teve acesso a este estudo tenha então ficado em silêncio?

E será que agora assim continuarão?

E em matéria de comunicação social? E de opinion-makers (Sousas e Tavaes à parte, mais os Monteiros e Madrinhas)?

A útil e ingénua credulidade continuará a tapar os olhinhos?