Sexta-feira passada, dia 20, participei numa fraude, uma fraude monumental. Como professor de letras, fui escalado para vigilante do Exame Nacional de Matemática, do 9.º Ano de Escolaridade.
Quando olhei para a prova não tive qualquer surpresa. Há muitos meses que previra a realidade que se me antolhava naquele momento. Quem percebeu quem é José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues só podia esperar esta fraude nos exames. As suas políticas de “faz de conta”, de demagogia e de mentira já faziam prever o que se viria a passar. Talvez não se esperasse uma fraude tão colossal, mas parece não haver limites para estes (ir)responsáveis governamentais. Não lhes interessa o País nem o futuro dos alunos. Interessa-lhes apenas o poder, que os cega nesta política de mentira e de demagogia.
Para não causar problemas à escola onde lecciono e não perturbar a concentração dos alunos, não abandonei a sala. Vigiei a prova até ao seu termo, sujeitando-me à indignidade de colaborar nesta fraude intolerável. Aquele exame, com um grau de facilidade descomunal, pedagogicamente foi uma autêntica fraude. Os seus autores morais e materiais não são penalmente puníveis, mas à face das mais elementares regras da ética e da moral cometeram um crime hediondo. Com esta política educativa de mentira e de sucesso puramente estatístico, estão a assassinar gerações sucessivas de jovens e a aniquilar o futuro do País.
Não há nenhum dever institucional que obrigue um professor a silenciar estes crimes. Os alunos e Portugal são bem mais importantes do que o emprego ou a avaliação de um docente. O Ministério da Educação, com José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, está a cometer um verdadeiro crime de lesa-pátria que nenhum professor honesto e digno pode silenciar. Pelos alunos, pelos seus pais e por Portugal, impõe-se denunciar esta fraude, mesmo conhecendo-se as práticas persecutórias deste Governo. Quem tem como única política a defesa de Portugal e dos seus jovens, não pode temer retaliações, mesmo quando vários factos parecem indiciar que estamos perante políticos sem escrúpulos e de duvidosa hombridade…

Mário Rodrigues

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