Segunda-feira, 16 de Junho, 2008


E para provar que quem sabe nunca esquece, espreitem aqui e aqui, que são excertos de um espectáculo recente que não dá para incorporar no blogue.

Rui Tavares, Público, 16 de Junho de 2008

Aqui fica a lista, aparentemente pública, de participantes deste ano. Já se sabe que este ano os convidados portugueses foram os previsíveis ou propspectivos herdeiros do Bloco Central.

Pedro Magalhães, Público, 16 de Julho de 2008.

Agradecendo o recorte ao João B.

CONVITE

Audição sobre Política Educativa: Desafios da Escola Pública

Lisboa – Sexta-feira, 27 de Junho – 16.30h

(Sala do Senado da Assembleia da República)

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda convida-o(a) a participar na Audição Pública a realizar dia 27 de Junho, na Sala do Senado da Assembleia da República, em que se pretende promover uma discussão alargada sobre a Escola Pública e os desafios que se colocam à sua organização.

Neste âmbito, serão apresentados os resultados do Inquérito recentemente lançado pelo Bloco de Esquerda sobre as Condições do exercício da Actividade Docente, bem como dois Projectos de Lei, que visam respectivamente o Estabelecimento de princípios de organização da escola pública e a Criação de Equipas de combate ao abandono e insucesso escolar.

O debate inicial contará com a participação de:

Ana Drago (Deputada do Bloco de Esquerda)

Pedro Abrantes (CIES – Centro de Investigação e Estudos de Sociologia)

João Paulo Silva (Sindicato de Professores da Região Norte)

Esperando poder contar consigo, agradecemos a confirmação (se possível) da sua presença, bem como a divulgação deste evento.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Drago

Os conteúdos das comunicações do Encontro Temático sobre Educação especial já estão online no site da DGIDC.

Destaco, em particular a de Luís Capucha na qual se procura explicar como até agora todos temos estado errados e que agora com a CIF é que vamos finalmente ficar a perceber que as NEE são uma coisa completamente diferente do que pensávamos.

Não sendo especialista na área apenas me choca um bocadito que se confundam ou equiparem necessidades educativas com estados de saúde (física ou mental), mas que sei eu do assunto?

Even middle-class children are suffering from neglect


Rachel Johnson says that working mothers, divorce, Polish nannies and an obsession with extra-curricular activities mean that our children are seeingless of their parents than at any time in the last 100 years

And when did you last see your children? Before you both left at the crack for the office? When they were already in bed? Or do you only see them — let’s be brutally realistic here, given our divorce rate — at alternate weekends?
So we don’t need to ask any more who tucks them up at night, takes them to school, listens to their Homeric summaries of Harry Potter books, buys them Start-rites, takes them to the dentist, finds out they’re upset, do we?

E quem discorda deste estado de coisas é porque é conservador, atávico, não percebe o progresso, etc, etc. Por cá, algumas «famílias» em vez de reivindicarem melhores condições laborais exigem mais AEC para a sua prole, para manter a criançada o mais tempo fora de casa que é possível. Em contrapartida, quem quer regressar a casa mais cedo pelas razões contrárias cada vez tem maiores dificuldades.

São 10.30. Se me despachar, ainda chego a tempo:

Primeiro-ministro e ME em Évora

O primeiro-ministro, José Sócrates, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, deslocam-se na próxima segunda-feira, dia 16 de Junho, à Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, onde chegarão às 11:30 horas.

Os governantes constatarão o estado da concretização de vários projectos do Plano Tecnológico da Educação nesta escola.
Serão também homologados protocolos celebrados entre os ministério da Educação e do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional para a utilização de conteúdos digitais nos processos de ensino.

Precários subsidiados continuam a aumentar

Trabalhadores com subsídio social de desemprego são 44 mil, mais 20% do que há um ano
O número de pessoas que não trabalha tempo suficiente para receber a prestação de desemprego normal e é remetida para o subsídio social aumentou 20% no último ano. É mais um reflexo da subida da precariedade do trabalho em Portugal.

Mas notem-se os aspectos interessantes disto tudo: apesar da sua situação são pessoas que nem estão tecnicamente desempregadas, nem estão em condições para receber subsídio de desemprego.

Quem diz que em Portugal não há criatividade em matéria laboral e social?

Só falta João Proença vir exigir-lhes as quotas para o sindicato nacional dos precários…

Verdadeira corrida às explicações até ao dia dos exames

Falta um dia para mais de 257 mil alunos doa 9.º, 11.º e 12.º anos começarem os exames nacionais mas nas empresas de explicações a procura está longe de abrandar. Este ano lectivo em particular, os estudantes – tanto os que aspiram à nota máxima como os que se contentam em passar – parecem apostados em usar todos os trunfos até às provas. E o mercado assegura a oferta, que vai das explicações individuais, em casa, às sessões de revisão em grupo. Os preços variam entre os 30 e os 500 euros.
“Acontece sempre no final das aulas, mas este ano a procura tem sido especial”, reconhece Paulo Gonçalves, director do “Ás de Saber”, um centro de explicações na zona do Parque das Nações, em Lisboa. “Neste momento, bem mais de 100 alunos continuam a frequentar o nosso centro. “Em anos anteriores, a partir da segunda semana de Junho, tinhamos as salas mais disponíveis. Agora é das 10.00 às 20.00 com lotação máxima a todas as horas”.
(…)
“Duas a três semanas antes dos exames, começam a aparecer pedidos adicionais, a que se vai dando resposta”, diz o director da “Aprender +”. Porém, acrescenta, a estratégia da empresa é mais orientada para o “apoio continuado” do que para o trabalho intensivo nos últimos dias: “Estudos estatísticos mostram que com um apoio de menos de três meses é difícil ter notas de excelência. Para passar dá…”. Os apoios da escola, em pacotes de explicações que vão das oito às 24 horas, custam, dependendo do ano de escolaridade, entre cerca de 150 e 477 euros.
Nos últimos anos, segundo um estudo da Universidade de Aveiro divulgado em 2006, as famílias portuguesas têm investido cada vez mais nas explicações gastando cerca de 250 euros mensais. Os responsáveis das duas empresas contactadas pelo DN reconheceram que o negócio continua a crescer, relacionando o fenómeno com o menor tempo livre dos pais para acompanharem os filhos nos estudos e a quebra do “mercado paralelo” das explicações dadas por professores a título particular.

Com tanta angústia orçamental, para quando os Centros de Explicações patrocinados pelo próprio Ministério da Edsucação, como forma de equilibrar as suas contas?

Contratava uns recém-licenciados baratos e punha-os a dar explicações aos alunos de famílias mais ambiciosas e ansiosas. O negócio é chorudo.

Bem… é verdade que a médio prazo o projecto do ME já é esse, mas enquanto não conseguem limpar o corpo docente como querem, sempre podiam ir demonstrando um pouco mais de empreendedorismo.

Correcção de exames custa 1,6 milhões

Sete mil militares da GNR estão destacados para guardar e transportar os exames nacionais do Ensino Básico e do Secundário, que começam amanhã. Trata-se da “maior operação do ano”, segundo revelou ao CM o tenente-coronel Costa Lima. A PSP não fornece números, mas nos anos anteriores afectou cerca de meio milhar de elementos.

É como com as eleições, são coisas caras e envolvem muita agitação, muito movimento.

O melhor mesmo seria evitar. No caso das eleições assumia-se como resultado aquele que fosse conveniente num sistema de rotativismo. No caso dos exames, podiam sempre sortear-se as notas com base nos apelidos dos alunos ou rendimentos declarados para o IRS.

Quanto a tamanho envolvimento policial não deixa de ter a sua graça, pois imagino já os gangues suburbanos a atacarem as carrinhas dos exames para depois fazerem, à porta das escolas, tráfico dos enunciados.